num único universo,
pessoal, bairrista,
aprendido
nos bancos escolares.
Fora da escola,
dos pequenos mundos,
outros universos
existem,
receptivos, abertos, interagindo,
conectados,
intercambiando valores.
Existem dois, três ou
mais universos
andando juntos,
envolvendo-nos,
fazendo parte
constante
das nossas vidas.
E todos, grandes,
complexos, unos,
e em constante
movimento,
evolutivo.
O
que aprendemos
com
a grandeza do Universo?
Bilhões
de astros,
estrelas
e galáxias existem,
além
de cada um de nós,
percorrendo
distâncias
infinitas,
em
contínuo movimento
e
velocidades incalculáveis,
sem
afrontas, atritos ou conflitos.
O
universo exterior
é
tão vasto
que
jamais chegaremos
a
uma parede,
a
uma divisa,
uma
fronteira espacial.
No
universo exterior,
há
bilhões de elementos,
astros,
planetas,
estrelas,
e
famílias galácticas,
convivendo
em perfeita harmonia.
Há
movimento
ordem,
ritmo,
extensões,
grandezas
inimagináveis,
infinito
inexplorado.
São
objetos mortos,
sem
vida, porém,
em
movimento,
preenchendo
espaços,
possivelmente,
com
finalidades,
ainda
desconhecidas.
Todos
em ordem,
seguindo
uma trajetória,
viajando
a altíssima velocidade
porém,
todos separados, obedecendo
rumos,
órbitas e finalidades.
E
todos pertencem
a
apenas um substantivo:
Universo.
Raramente
a
luz de um astro,
de
uma estrela,
de
uma galáxia,
alcança
a luz do outro,
tão
grandes são as distâncias.
O que tem a ver
conosco
o universo externo?
Não influencia em
nada
a nossa vida.
Tudo está tão
distante,
fora da nossa órbita,
das nossas
ocupações
profissionais,
e envolvimentos
familiares.
Do Universo externo
apenas sentimos a luz
e o calor do sol
proporcionando dias
para trabalhar
e noites
para descansar.
Não é bem assim.
Somos tocados pelo
Universo.
Fazemos parte dele.
Moramos nele,
como quem
mora no interior,
numa pequena casinha,
numa pequena
localidade,
e nos encontramos no
jardim,
apequenados,
pensando como
crianças,
absorvidos apenas
com os brinquedos
que estão nas nossas
mãos,
sem olhar para fora,
para longe,
na simplicidade
do nosso modo de vida,
calmo e rotineiro.
E
neste pequeno universo,
que
sou eu,
também
há ordem?
Quando
digo ‘eu’,
um
universo
de
múltiplos órgãos,
múltiplas
funções,
pensamentos,
memórias
e
emoções
se
fazem presente
na
nossa frente.
Em
nossa pequena
estatura
interna
se
encontra,
em
miniatura,
o
resumo,
a
síntese
do
Universo externo.
Somos
um universo unificado,
interiorizado,
complexo,
interligando
sistemas,
físico,
emocional,
mental
e espiritual.
A massa do cérebro
humano
pesa entre um e um
quilo e meio.
Vinte e cinco bilhões
de neurônios,
encontram-se em
atividade permanente
dentro do nosso
cérebro.
Para sua curiosidade
e aprofundamento,
pesquise
“O corpo em
números”
e surpreenda-se
com o universo,
que cada um de nós é.
E ainda cabem,
dentro do nosso
corpo,
o universo
mental, emocional,
e o espiritual.
Sempre
que algo
externo
provoca
nossa
atenção,
acionamos
um
ou dois universos
aqui
dentro.
Se
me sinto confuso
em
meio a tantas
possibilidades,
posso
escolher.
Dependendo
das escolhas
que
faço
dentro
do universo
físico,
da
razão,
das
emoções,
ou
do universo
espiritual,
vou
encontrar
aberturas
e esperanças.
A
grandeza,
o
reconhecimento
da
grandeza,
põe
ordem no caos.
Sempre
que nos sentimos
perdidos
ou desorientados,
possivelmente
a causa
é
de não termos
um
Astro maior
que
sirva
de
referência.
Ampliando
um pouco mais
acredito
que somos mesmo,
mais
de sete bilhões de universos
interagindo,
intercambiando
valores
cada
vez mais unificados
nos
ideais de fraternidade cósmica.
Minha intenção ao
escrever este texto
é de despertar a
curiosidade
para assuntos ou
livros
a partir de novas
visões do mundo.
Sugiro a leitura do
livro “Você é o Universo”,
dos escritores Deepak Chopra e Menas Kafatos,
editora Alaude, e outro livro,
e um outro livro,
“O Universo
Autoconsciente”,
do escritor Amit
Goswami,
Editora Aleph.
https://heiposworld.blogspot.com
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 10/08/2019

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