sexta-feira, 2 de agosto de 2024

910.- Oi céu, onde moras? - II -

 


Se estamos puxando nossa conversa

para o assunto sobre o céu

é porque é sobre ele

que convém dialogarmos.

 

A conversa sobre o céu

não agrada muita gente

principalmente aquelas

racionalistas e críticas,

características da ‘maturidade’.

 

Mas há um mistério oculto

em nossa vida.

 

Há uma ansiedade

insatisfeita no seu humano.

 

Na longa caminhada

nesta avenida Terra

ainda existem perguntas

não respondidas.

 

Crescemos

e fomos nos esquecendo

que ainda somos crianças

em nossos sonhos

ou em nossos desejos

de imortalidade.

 

Quando fomos crianças,

nas aulas de iniciação

da vida cristã,

falaram para nós

sobre a existência do céu.

 

Mas esquecemos

de pedir o endereço.

 

E agora, já distantes da infância

as lembranças daquele céu

fez renascer

a esperança e o desejo

de saber onde moras.

 

Oi céu, onde moras?

 

Se não queres saber,

pare por aqui,

pois se continuarmos,

certamente encontraremos

as respostas.

 

Ontem, fiz uma pergunta,

“Quem vai para o Céu primeiro”.

 

Para elaborar aquela pergunta

pressupõe-se aceitar

a existência do céu.

 

E, se continuamos lendo,

vamos encontrando respostas.

 

Ao seguir as letrinhas deste escrito,

vamos colhendo migalhinhas,

e, no final

teremos uma refeição celestial.

 

O fruto deste texto é o resultado

de uma pesquisa feita ao longo do trajeto

por onde escolhi andar.

 

Caminhando pela estrada cristã

fui encontrando pistas, literatura

e testemunhos convincentes.

 

Mas, a curiosidade

sempre me fazia a mesma pergunta?

 

Quem vai para o céu primeiro?

 

E o diálogo

com aqueles que caminhavam

na mesma estrada, fomos respondendo:


Vai para o céu primeiro,

o homem ou a mulher

que deixou pai, mãe e família

e foi para o convento,

ser padre, freira,

religioso ou religiosa,

demonstrando que a vida

deixada no mundo,

foi ou está sendo sacrificada

pela esperança da vida eterna, no céu.

 

É uma perda aparente

ou um ganho invisível?

 

O sacerdote e os religiosos

são aqueles que já iniciaram

a caminhada aqui na terra

em direção ao céu.

 

Foi prometido para eles

cem vezes mais aqui na Terra

e a vida eterna como herança.

 

Já conhecem

os verdadeiros atalhos.

 

Já possuem o mapa.

 

Seguem as orientações recebidas.

 

Executam as ações determinadas

e ensinam o caminho.

 

Puxam o céu

para a terra.

 

Empurram a terra

para o céu.

 

Vai para o céu primeiro

aquele simples padre,

fiel servidor,

que, todos os dias

reza a eterna Missa

nas Igrejas e Capelas

intercedendo

para que todos possamos

ir para o céu.

 

Os sacerdotes,

como simples pastores,

servos do Altíssimo,

na paz e harmonia,

trabalham e celebram

a redenção da natureza

e das pessoas.

 

A experiência de rezador e contemplativo

proporciona ao sacerdote e religiosos

provar um pouco do que é o céu.

 

... continua no próximo capítulo 3.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Texto desmembrado e pub no FACE

e no Blog em 02/08/2024.

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