sábado, 14 de dezembro de 2024

949.- Sem alma não percebemos que estamos vivendo sem ela.



Um dos meus sinceros amigos,

após ler o texto da semana passada,

sobre a alma, ligou-me e perguntou

como está o tempo aí em Curitiba.

 

Falei que estava chovendo há vários dias.

 

Então ele disse:

“Esse seu texto,

sobre a alma, confirma bem isso aí:

escrever sobre a alma

é a mesma coisa

que chover no molhado.

 

Ninguém mais sabe o que é alma,

nem se interessam.

 

Ninguém mais sabe percebê-la,

pois que não expressam sua espiritualidade.

 

Se não expressam sua espiritualidade

é porque não vivem a partir do espírito.

 

Ninguém mais sabe perceber

a fome e a sede da alma.

 

A alma tumulosou-se.

Só está viva na literatura.

Só tem explicação no Dicionário.  

 

Permutaram a alma por outras bugigangas.

 

Trocaram o essencial pelo supérfluo.

E então, não adianta mais falar sobre ela”.

 

 

- Então, meio impaciente, meio revoltado

e muito inconformado, respondi.

 

- Então se confirma minha tese,

sobre a importância da alma.

 

Sem alma

não se percebe que ela faz falta.

 

- E, sem alma, tem sabor a vida?

 

- E, se já estamos vivendo sem alma,

minha segunda tese

é que a nossa consciência

também está na UTI, adoecida.

 

- A consciência, se está ativa,

avisa sobre a falta que a alma faz.

 

Interpretando os sinais dos tempos,

lendo a superficialidade

na vida das pessoas,

sentindo suas angústias

e percebendo suas procuras,

me questiono e me entristeço.

 

Essa realidade me preocupa,

por isso escrevo

procurando trazer luzes

para chocar a consciência,

desejando que produza

um curto-circuito interno,

que desperte, acorde ou ressuscite

a alma que todo ser humano possui.

 

Se a cultura da nossa sociedade

é alienante, consumista,

descomprometida com os valores

fundamentais da vida,

algo precisa ser feito.

 

Convém que nasçam Profetas,

que cresçam e apareçam,

criem coragem,

e avisem que viver sem alma

não há sabor nem sentido para viver,

pois perde-se a direção pelo significado da vida.  

 

Sem alma, não se vive;

sobrevive-se apenas.

Falece nossa humanidade.

 

Não se vive sem emoções;

esfria-se sem elas.

 

Não se vive sem intercâmbios vitais;

isola-se sem eles.

 

Não se vive sem sentido na vida;

desiste-se facilmente da vida.

 

Não se vive sem olhar para o céu;

inferniza-se o tempo do descanso.

 

Não se vive sem entusiasmo e esperanças;

definha-se, falece-se.    

 

Sem alma, só o robô vive,

frio, indiferente, vazio,

sem finalidade superior.  

 

Já estamos robotizados.

Robô não tem consciência,

não tem sentimentos.

 

Robôs só reagem

aos comandos programados,

nos chips inseridos na consciência

e na alma de cada ser escravizado.

 

E então sobrou para você questionar-se.

 

De imediato você pensa,

‘preciso conhecer mais minha alma.

Preciso comprar livros,

estudar e pesquisar sobre a alma,

enquanto sentir que ainda a tenho’.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Criado e pub no BLOG e no FACE

Em 14/12/2024

 

Leia outros textos sobre a alma,

acessando meu blog

https://heiposworld.blogspot.com/

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