Um dos meus sinceros amigos,
após ler o
texto da semana passada,
sobre a
alma, ligou-me e perguntou
como está
o tempo aí em Curitiba.
Falei que
estava chovendo há vários dias.
Então ele
disse:
“Esse seu
texto,
sobre a
alma, confirma bem isso aí:
escrever
sobre a alma
é a mesma
coisa
que chover
no molhado.
Ninguém
mais sabe o que é alma,
nem se
interessam.
Ninguém
mais sabe percebê-la,
pois que
não expressam sua espiritualidade.
Se não
expressam sua espiritualidade
é porque
não vivem a partir do espírito.
Ninguém mais
sabe perceber
a fome e a
sede da alma.
A alma
tumulosou-se.
Só está
viva na literatura.
Só tem
explicação no Dicionário.
Permutaram
a alma por outras bugigangas.
Trocaram o
essencial pelo supérfluo.
E então,
não adianta mais falar sobre ela”.
- Então,
meio impaciente, meio revoltado
e muito
inconformado, respondi.
- Então se
confirma minha tese,
sobre a
importância da alma.
Sem alma
não se
percebe que ela faz falta.
- E, sem
alma, tem sabor a vida?
- E, se já
estamos vivendo sem alma,
minha
segunda tese
é que a
nossa consciência
também
está na UTI, adoecida.
- A
consciência, se está ativa,
avisa
sobre a falta que a alma faz.
Interpretando
os sinais dos tempos,
lendo a
superficialidade
na vida
das pessoas,
sentindo
suas angústias
e
percebendo suas procuras,
me
questiono e me entristeço.
Essa
realidade me preocupa,
por isso
escrevo
procurando
trazer luzes
para
chocar a consciência,
desejando
que produza
um
curto-circuito interno,
que
desperte, acorde ou ressuscite
a alma que
todo ser humano possui.
Se a
cultura da nossa sociedade
é
alienante, consumista,
descomprometida
com os valores
fundamentais
da vida,
algo
precisa ser feito.
Convém que
nasçam Profetas,
que
cresçam e apareçam,
criem
coragem,
e avisem
que viver sem alma
não há
sabor nem sentido para viver,
pois
perde-se a direção pelo significado da vida.
Sem alma,
não se vive;
sobrevive-se
apenas.
Falece
nossa humanidade.
Não se
vive sem emoções;
esfria-se
sem elas.
Não se
vive sem intercâmbios vitais;
isola-se
sem eles.
Não se
vive sem sentido na vida;
desiste-se
facilmente da vida.
Não se
vive sem olhar para o céu;
inferniza-se
o tempo do descanso.
Não se
vive sem entusiasmo e esperanças;
definha-se,
falece-se.
Sem alma,
só o robô vive,
frio,
indiferente, vazio,
sem
finalidade superior.
Já estamos
robotizados.
Robô não tem
consciência,
não tem sentimentos.
Robôs só
reagem
aos
comandos programados,
nos chips
inseridos na consciência
e na alma
de cada ser escravizado.
E então
sobrou para você questionar-se.
De
imediato você pensa,
‘preciso
conhecer mais minha alma.
Preciso
comprar livros,
estudar e
pesquisar sobre a alma,
enquanto
sentir que ainda a tenho’.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Criado e
pub no BLOG e no FACE
Em 14/12/2024
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