A
alma é de natureza invisível.
Manifesta-se nas experiências
que acontecem na profundidade
da nossa vida espiritual.
A vida
espiritual movimenta-se
no silêncio, na intimidade
e na eternidade.
A vida da alma é percebida
nos momentos de silêncio
e no nível de profundidade.
A alma só tem interesse
por
aquilo que seja permanente e eterno.
Por isso, ela não nos ilude.
Não aceita a superficialidade.
Nem a ociosidade.
Ela é a verdade sobre nós mesmos.
É uma verdade absoluta
que sábia e sutilmente
se impõe
sobre os valores relativos.
As experiências,
as
escolhas que o mundo oferece
já mostraram a incapacidade
de nos completarem.
O mundo nunca nos deixa
plenamente satisfeitos.
Ela, a alma, nos oferece
um modelo-padrão,
um
Ídolo perfeito,
que é Eterno, Absoluto,
que já está presente,
aqui, nesse ambiente relativo.
A alma não é deste mundo.
Está aqui para dar luz,
brilho e sentido
ao agir humano,
aperfeiçoado.
A alma é o eu superior,
divino, desconhecido,
que me habita.
Eu, sem alma, ferido, partido.
Eu, minha alma
quer reencontrar
o que é o meu eu.
Aqui, na minha alma,
no desconforto, perdido,
esvaziado de sentido,
sinto-me fracassado
por não ter realizado o
destino
para o qual fui criado.
Eu, minha alma viva, reencontrada,
me ponho de volta no
caminho
para o qual fui criada.
Corro, busco a fonte,
que sacia a sede de
eternidade.
Segredos e mistérios me
habitam.
Só minha alma tem o poder
de revelá-los,
trazê-los à luz da
ciência.
Alma minha, abra-me,
devolva-me o mundo da transcendência.
Eneas Paulo Budel
Bogucheski
Atualizado e pub no FACE e
no BLOG
em 19/12/2024

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