quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

951.- A alma não é da superfície.

 

A alma é de natureza invisível.

 

Manifesta-se nas experiências

que acontecem na profundidade

da nossa vida espiritual.

 

         A vida espiritual movimenta-se

                   no silêncio, na intimidade

                        e na eternidade.   

 

A vida da alma é percebida

nos momentos de silêncio

e no nível de profundidade.

 

A alma só tem interesse

por aquilo que seja permanente e eterno.

 

Por isso, ela não nos ilude.

Não aceita a superficialidade.

Nem a ociosidade.

 

Ela é a verdade sobre nós mesmos.

É uma verdade absoluta

que sábia e sutilmente

se impõe

sobre os valores relativos.

 

As experiências,

as escolhas que o mundo oferece

já mostraram a incapacidade

de nos completarem.

 

O mundo nunca nos deixa plenamente satisfeitos.

 

Ela, a alma, nos oferece um modelo-padrão,

um Ídolo perfeito,

que é Eterno, Absoluto,

que já está presente,

aqui, nesse ambiente relativo. 

 

A alma não é deste mundo.

 

Está aqui para dar luz,

brilho e sentido

ao agir humano,

aperfeiçoado.

 

A alma é o eu superior,

divino, desconhecido,

que me habita.

 

Eu, sem alma, ferido, partido.

 

Eu, minha alma

quer reencontrar

o que é o meu eu.

 

Aqui, na minha alma,

no desconforto, perdido,

esvaziado de sentido,

sinto-me fracassado

por não ter realizado o destino

para o qual fui criado.

 

Eu, minha alma viva, reencontrada,

me ponho de volta no caminho

para o qual fui criada.

 

Corro, busco a fonte,

que sacia a sede de eternidade.

 

Segredos e mistérios me habitam.

Só minha alma tem o poder de revelá-los,

trazê-los à luz da ciência.

 

Alma minha, abra-me,

devolva-me o mundo da transcendência.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado e pub no FACE e no BLOG

em 19/12/2024

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