quinta-feira, 26 de junho de 2025

1000.- Oi Céu, onde moras?


 Oi Céu, onde moras?


Mais um dos livros
que pretendo publicar.

Mais uma ousadia.
Mais um livro corajoso.

Não conversamos sobre o Céu
porque conhecemos pouco
ou quase nada sobre ele.

Então, proponho dialogarmos
sobre essa realidade vindoura.

Neste livro começo dizendo que
aqui não é nosso lugar,
nem nunca foi.

Somos terráqueos teimosos.
Desconhecemos que somos cidadãos dos Céus,
lá de fora, longe daqui.

E faço uma advertência:
Ai de nós se não olharmos para cima.

Se a gente se conhece como dupla natureza,
uma humana e a outra divina,
perceberemos sinais, senhas,
símbolos dessas duas realidades.

Se a gente se conhece e se sente vivo,
um mínimo possível de leitura
é suficiente para percebermos em nossas insatisfações,
um desejo não decifrado, um desejo desconhecido
pelo Céu nascido e descoberto em nossa infância.

Onde se ouve falar sobre o Céu?

Se você nunca mais ouviu ou leu nada,
aí está a prova de que tens andado
por outros caminhos, racionais, ilusórios.

Se você não leu nenhum dos Profetas,
e não conhece a biografia de nenhum santo,
não sabe nada sobre o Céu.

O Céu é uma das últimas profecias.

Se você ainda não fez essa pergunta?
Oi Céu, onde moras,
você está dizendo
que não se interessa pelo Céu,
e nem pelo seu futuro, fora daqui.

Se você ler o meu primeiro livro:
Heipo, andarilho na Terra, mas herdeiro do Céu,
você conhecerá que o seu Heipo é Celestial.
O Céu é a herança que nos espera,
se quisermos tomar posse dela.

Quando vamos abrindo as portas
que imaginávamos não possuírem chaves,
encontramos uma chave invisível
que abre a porta da ponte
que nos liga ao Céu.

Pode ser que ainda estejamos vivendo
aquela parte do sono
em que o sonho
ainda não aconteceu.

E, se sonhar,
o Céu acorda o Heipo dorminhoco.

Se prestarmos atenção em nossas limitações e,
também, em nossos anseios ou sonhos de felicidade,
vamos decifrando lentamente que a beleza,
a arte e a bondade, tudo isso, indica
que somos criados para a perfeição,
que viemos do Céu
e para o Céu retornaremos.

Tudo indica que viemos do Céu.
O Céu é a nossa futura pátria.
Não somos daqui. Não somos terráqueos.
Nosso destino é o Céu.

O que é o Céu?
O que os olhos não viram
e os ouvidos não ouviram...

Na casa de meu Pai há muitas moradas ...
Vou preparar-vos um lugar...

Quem fez essas promessas?
– Não foram políticos nem filósofos.
Quem foi?

Se o Céu que está sendo preparado,
para quem será?

Do que é feito o Céu?
O Céu foi feito para as crianças
e para aqueles que o desejam.

Se foi quando fomos crianças
que ouvimos falar do Céu,
quando começamos a ficar adultos
perdemos nossa originalidade,
nossa inocência e nossos sonhos.

Se queremos de fato
conhecer alguma literatura sobre o Céu,
convém recuperarmos
a nossa inocência espiritual.

Voltar a acreditar no Céu.

E o livro, Oi Céu, onde moras,
é uma tentativa de religar nossa alma original,
com a realidade celestial.

Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com
41 98854-5166

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