domingo, 1 de junho de 2025

992.- Tempo, moeda para comprar a eternidade.


 

Estamos no tempo,

mas não somos do tempo.

 

Acho que, se entendermos o tempo,

conseguiremos uma chave

para abrir as portas da eternidade.

 

Não somos só matéria, corpo físico.

 

Existe em nós uma qualidade

que é potencialmente capaz

para refletirmos sobre nós mesmos,

e percebermos claramente

que o espírito que nos habita,

a alma, ou a consciência,

é algo superior ao nosso ser terráqueo.

 

Essa capacidade espiritual

que faz de nós observadores

do nosso pensar e agir,

é algo muito superior

ao que experimentamos

em nossas limitações físicas.

 

A experiência que fazemos

com nossa capacidade mental,

sentimental e espiritual,

faz-nos perceber a sensibilidade sutil,

afinada, de transcendermos

o que aparentamos.

 

Estamos no tempo.

 

E no tempo vivemos essa experiência

dentro de uma prisão

que se chama corpo.

 

Mas, dentro dessa prisão,

existe um ser pensante, espiritual,

que vive fora da jaula do corpo,

mesmo estando dentro dela.

 

Pela memória

eu me transporto

para o lugar que eu pensar.

 

É uma mundo irreal, sim,

mas já é algo

que nos faz sentir livre,

sem ser livre,

ilimitado, mesmo que,

rodeado de limites.

 

Minha cabeça pensante,

meu ser maior,

minha alma ou meu espírito,

é imaterial mesmo estando vivendo

dentro de um corpo material.

 

Ao dizer “eu sou” algo diferente,

grande, extraordinário,

imenso, infinito,

está afirmando: “eu sou”

 

Nenhum médico

encontrará no meu cérebro

um armário cheio de pensamentos,

prateleiras repletas de livros,

ou arquivos onde guardo minhas experiências.

 

Estou amarrado, enjaulado, preso no corpo.

Meu corpo está subordinado ao tempo,

sujeito a contagem, desgastes e morte.

 

Mas, meu eu superior, meu eu pensante,

meu espírito ou minha alma,

é um ser insatisfeito, ansioso,

e por isso sente-se desconfortavelmente

inquieto e pensativo,

como que, querendo expressar

algo que não conseguimos definir.

 

Percebo-me possuidor

de um talento

que se chama criatividade.

 

Tenho o poder de criar

e vejo nesse potencial a chave

que abrirá as portas

para adentrar

na dimensão imaterial do tempo.

 

O tempo, fora dessa nossa dimensão,

recebe o nome de Eternidade.

 

As respostas para as perguntas

que não são respondidas na superfície,

na rotina, nos meios de comunicação,

estão na profundidade,

além das palavras,

além dos horizontes do tempo.

 

Perguntar-se e refletir sobre o tempo

nos coloca numa situação fora do tempo.

 

Essa percepção

deve causar espanto e alegria,

expectativas e esperanças.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

criado e pub no blog

e no FACEBOOK em 01/06/2025  

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