terça-feira, 24 de junho de 2025

999.- O infinito faz cócegas. Permita-se coçar.

 

Num dos livros que fazem parte

da coleção Mundo do Heipo

foco as pesquisas e reflexões sobre o Infinito.

 

Ao apresentar uma prévia sobre o livro,

O Infinito faz cócegas, preciso me coçar,

aventuro-me numa dimensão ideal, o infinito,  

correndo o risco de parecer um ingênuo,

um fugitivo do mundo real.

 

Mas, sou realista.

Não sou demente.

 

Este livro é uma demonstração

da minha coragem e não da covardia.

 

Não é ficção.

 

Ao ler-me e interpretar-me,

sinto-me muito à vontade

para viajar para o desconhecido.

 

O infinito é uma realidade,

que ainda não se deixa abraçar pela ciência,

mas se abre sim, para a imaginação

e para os nossos mais nobres sonhos e ideais. 

 

O infinito, grande, aberto e nobre,

permite que se escreva sobre ele,

como um desconhecido simpático,

alguém que se sente honrado

por ser pesquisado e que se oferece

a quem quer descobrir algo

sobre a sua biografia.

 

Se nosso futuro é residir no céu infinito,

e se desejamos ser eternos,

qual escola educa para a eternidade?

 

Infinito e eternidade, neste livro,

se referem à mesma realidade.

 

Nascemos, crescemos,

frequentamos escolas e aprendemos.

Recebemos formação e educação

quase que exclusivamente

para este mundo, terreno, passageiro.

 

Sabemos que as pessoas ensinam

o que são e o que pensam.

Ensinam o que aprenderam.

 

Frequentamos escolas e universidades.

Somos preparados para exercer alguma profissão,

somente para esta vida, que passa muito rápido.

 

Vivemos envolvidos

por uma cultura predominantemente materialista,

materializada, voltada para os sentidos,

para as experiências práticas,

experimentos que produzem certezas.

 

Sabemos que os profissionais

do sistema educacional, os professores,

pedagogos, sociólogos, psicólogos,

escritores, diretores e governantes

ensinam e preparam somente para este mundo visível.

 

E nós, alunos,

nos tornamos frutos do que lemos,

estudamos, ouvimos e conversamos.

 

E acabamos pensando racionalmente.

É possível pensar espiritualmente,
como o possível pensar sobre o infinito.

 

Além da astronomia e de algumas religiões,

não existem outras formas e escolas

para motivar os alunos

para pesquisar o infinito

e a eternidade. 

 

Sentimos

que não estamos satisfeitos e completos nesta terra,

por isso fazemos a primeira pergunta

que é uma provocação:

não queremos todos,

ser eternos,

viver para sempre?

 

No passado, os profetas alertavam

e ensinavam que há outra vida

além dessa que vivemos aqui.

 

Hoje não existem mais profetas.

Felizmente, os poetas assumiram essa função.

 

Alguns poucos homens e mulheres,

como águias, voaram alto,

a procura de novos horizontes,

infinitos.

 

Há sim um novo saber a conquistar.

 

Um saber que educa para além das fronteiras,

para além das classes sociais,

para um só tipo de fraternidade,

universalizante e eternizante.

 

Inquietos e insatisfeitos com este mundo,

desejamos adquirir, agora, em nossa maturidade,

um saber que educa para além dos mares,

dos continentes, das fronteiras,

além da Terra e das estrelas.

 

Já que somos todos irmãos,

aprendamos a cultivar

a cultura da fraternidade cósmica.

 

Há muitos mundos lá fora,

esperando o nosso abraço fraterno.

 

Vamos, juntos, procurar uma saída,

para o infinito.

 

Se você se interessar por algo

além das fronteiras do conhecimento racional,

terá de ir por conta, teimar,

nadar contra a correnteza,

sair da órbita fechada deste mundinho

olhar mais para fora, para cima, para os céus,

para o infinito que provoca cócegas.

 

Deixe que a cócega

comece a acariciar

sua sensibilidade infinita.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

41 98854 5166

 

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