Ver-se como uma obra de arte em construção.
Antes
de revelarmos os anjos que seremos,
revelamos o artista que podemos ser.
Somos os artistas visíveis,
revelando os anjos invisíveis.
É
de extrema importância conhecer-se a si mesmo
para
colocar as mãos no pincel que embeleza a vida.
Conhecer-se
a si mesmo é o princípio da sabedoria.
Quando o leme do barco da vida
não está em nossas mãos, não temos o meio
essencial
para orientar a própria vida para os objetivos
que devem ser determinados pelo conhecimento,
e pela força de vontade.
Afinal, sou eu o dono, o artista da minha
própria vida.
O pincel está em nossas mãos.
Quando
não acordamos a consciência do Heipo, ocorrem incoerências, e aparecem
insatisfações e desequilíbrios.
O livro *Heipo, Andarilho na Terra, mas
herdeiro do Céu
procura, desde a primeira até a última página,
revelar o seu eu, o Heipo desconhecido, o eu
artista.
Quando
não vivenciamos a nossa própria personalidade,
personalidades
de empréstimos não correspondem à coerência íntima que a verdade impõe na nossa
consciência.
Quando
nos apegamos em valores pequenos,
nos
apequenamos,
e
acabamos nos afastando
dos
nossos projetos originais e finais.
A insatisfação perante a vida revela-nos a
verdade
de que não nos conhecemos suficientemente.
A
falta da paz nos questiona e desafia,
exigindo a busca de uma definição
para este conflito
interno.
Desejamos ardentemente
que nossas alegrias não
sejam passageiras.
Cada
um de nós tem uma missão:
viver
a vida que temos, esculpindo e aperfeiçoando
nossa
própria personalidade, como hábeis artistas,
pensando,
agindo, sendo, expressando arte.
Nascerá,
a partir do conhecimento de si mesmo,
a
convicção de que cada um de nós
é
um artista, anjo ou Heipo,
projetado
para ser o herdeiro das obras de arte
que
o Supremo Artista preparou para nós.
Faltando
uma filosofia de vida
fundamentada
em valores que permanecem
a
arte de viver estará comprometida
pela
rotina e pela apatia.
Uma
das verdades sobre cada um de nós,
que
aumenta, e sustenta a autoestima,
é
que somos seres originais.
E
porque somos únicos e originais,
somos
uma obra de arte rara, inimitável,
sem
condições de imitação ou falsificação.
Se
desconhecermos ou ignoramos que somos originais,
corremos
o risco de não sabermos tomar conta
da
nossa própria vida.
Vivos,
revelamos nossa originalidade,
personalíssima,
original, autenticamente nossa.
O
nosso jeitão de ser é artístico, ou deve ser.
A
consequência deste jeitão legal de ser, artístico,
é
o talento original que existe em cada um de nós,
manifestando-se.
Somos
artistas quando nos mantemos originais.
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Eneas Paulo Budel Bogucheski
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