que, estando na Terra,
olha para cima
e pergunta para o
Espaço celeste
se ele escuta as
palavras
que a terra lhe
sussurra?
Há um constante diálogo
do espaço infinito, sob nossas cabeças
com a Terra, sob nossos pés.
A Terra tem
dificuldades
para escutar
o que o espaço silencioso fala.
E a Terra, inquieta, pergunta ao Espaço:
“Você me escuta?”
O espaço responde: "Sim, aqui em cima, escuto.
Talvez seja impossível ouvir a canção da Terra
no rumor das ruas aí em baixo”.
(O espaço
aproveita para dar continuidade ao diálogo).
Olho-te daqui
e tento entender-te.
Vejo-te muito
agitada,
procurando
incansavelmente a paz.
Aqui também há muito agito,
mas há um silêncio fecundo.
Todo movimento aqui é
silencioso.
Acontece de tudo aqui também.
Não, não
existem pessoas,
apenas astros obedientes, em órbita.
Tudo, porém, é muito organizado.
Raramente há colisões.
Tudo o que acontece aqui
já vem acontecendo há milhões de anos,
talvez bilhões.
Tenho inveja das pessoas boas
que vivem aí no teu chão.
Você, terrinha, é muito pequena
olhada cá de cima.
Mas há tanta beleza por aí.
Aqui é uma
imensidão sem fim. Aqui onde moro é infinito.
Vocês me
conhecem como Espaço. Mas sou infinito.
Cabe muito
dentro de mim. Cabem universos. Cabem Galáxias.
Mas, digo-te
que nas pequenas coisas aí da terra
estão
escondidas grandezas ainda desconhecidas,
mesmo em ti, Bolinha
de gude.
Não, não se ofenda. Gosto do bom humor.
Veja-me assim,
como um espaço bem-humorado,
grande e acolhedor.
Veja como você
está dentro dos meus limites,
ou melhor, acolhida,
em meu ventre.
Você está
dentro de mim,
dentro do meu
espaço,
e não me sinto
invadido e sim,
companheiro,
amigo
e
acompanhante.
Não te sinta sozinha neste ambiente sem fim.
Você está bem acolhida em meu aconchego.
Assim como você tem a lua que te acompanha,
circulando em
volta de ti, eu tenho milhões de estrelas,
sóis, planetas
e galáxias dentro de mim.
Mas há paz e harmonia entre todos nós.
Dentro daquilo que é grande
não há colisões
e sim alianças de unidade.
Você terrinha também é assim:
vejo dentro de ti milhões de pessoas,
animais, insetos, passarinhos,
todos usufruindo dos teus dons,
águas, mares, florestas, frutos e ares.
Vejo também
muitas pessoas boas
aí no teu regaço.
Elas é que te deixam orgulhosa.
E é por isso é que te admiro.
Mas vou
confidenciar-te uma verdade:
também tenho
pena de ti.
Vejo-te
explorada
por algumas
pessoas.
Sim, sei que você ainda está
em processo de libertação.
Ainda estás
sujeita a algumas pessoas imaturas,
contaminadas
pela ganância
e pelo egoísmo
doentio.
Aqui em cima estas pessoas ainda não chegaram.
Nem há lugar para elas aqui.
Se vierem com este tipo de doença,
ou se curarão imediatamente
ou explodirão, ao perceberem,
a harmonia e a convivência pacífica
que há por aqui
como modelo do equilíbrio
e contínuo desenvolvimento.
Sim, aqui não há espaço
suficientemente grande,
capaz de suportar a insensibilidade
e a mentira, a incoerência
e a cegueira.
Não, não aceitamos aqui pessoas insensíveis,
míopes, desligadas da frequência com a imortalidade
e fora da órbita do infinito.
Quem quiser vir para cá,
ainda com vida,
tem que ter uma sintonia fina,
tem que estar sintonizado
com as energias pacíficas e unitivas
que governam o universo.
Quem olha cá para cima
(poucos olham para o céu)
e arrisca-se a pensar
em morar por aqui,
que venha pronto
para abrir-se ao horizonte
ilimitado de possibilidades.
Não, aqui não há nada relacionado
a interesses pessoais fechados.
Aqui tudo é grande, aberto,
sem nada para segurar nas mãos
ou apropriar-se com o coração.
A única aventura disponível para os terráqueos,
aqui em cima
é cavalgar nas nuvens
porque o tempo não existe mais
e o espaço se perdem de vista.
Aqui mora a eternidade
que cada terráqueo deseja
em seus sonhos e ideais.
Aí, a Terra,
depois de ouvir
todas estas mensagens,
Abriu a voz e
falou:
Obrigado sr. Espaço.
Valeu pelo monólogo.
Sua amiga, Terra.
Voltaremos a
conversar.
É gostoso
falar
com que está
aberto
e percebe,
e acolhe
nossas
aspirações,
nossos sonhos
de imortalidade.
Eneas Paulo Budel
Bogucheski
Atualizado em 19
03 2026
eneaspb@gmail.com
41 98854 5166
Leia outros textos no meu blog
https://heiposworld.blogspot.com/
e no FACEBOOK
que, estando na Terra,
olha para cima
e pergunta para o
Espaço celeste
se ele escuta as
palavras
que a terra lhe
sussurra?
Há um constante diálogo
do espaço infinito, sob nossas cabeças
com a Terra, sob nossos pés.
A Terra tem
dificuldades
para escutar
o que o espaço silencioso fala.
E a Terra, inquieta, pergunta ao Espaço:
“Você me escuta?”
O espaço responde: "Sim, aqui em cima, escuto.
Talvez seja impossível ouvir a canção da Terra
no rumor das ruas aí em baixo”.
(O espaço
aproveita para dar continuidade ao diálogo).
Olho-te daqui
e tento entender-te.
Vejo-te muito
agitada,
procurando
incansavelmente a paz.
Aqui também há muito agito,
mas há um silêncio fecundo.
Todo movimento aqui é
silencioso.
Acontece de tudo aqui também.
Não, não
existem pessoas,
apenas astros obedientes, em órbita.
Tudo, porém, é muito organizado.
Raramente há colisões.
Tudo o que acontece aqui
já vem acontecendo há milhões de anos,
talvez bilhões.
Tenho inveja das pessoas boas
que vivem aí no teu chão.
Você, terrinha, é muito pequena
olhada cá de cima.
Mas há tanta beleza por aí.
Aqui é uma
imensidão sem fim. Aqui onde moro é infinito.
Vocês me
conhecem como Espaço. Mas sou infinito.
Cabe muito
dentro de mim. Cabem universos. Cabem Galáxias.
Mas, digo-te
que nas pequenas coisas aí da terra
estão
escondidas grandezas ainda desconhecidas,
mesmo em ti, Bolinha
de gude.
Não, não se ofenda. Gosto do bom humor.
Veja-me assim,
como um espaço bem-humorado,
grande e acolhedor.
Veja como você
está dentro dos meus limites,
ou melhor, acolhida,
em meu ventre.
Você está
dentro de mim,
dentro do meu
espaço,
e não me sinto
invadido e sim,
companheiro,
amigo
e
acompanhante.
Não te sinta sozinha neste ambiente sem fim.
Você está bem acolhida em meu aconchego.
Assim como você tem a lua que te acompanha,
circulando em
volta de ti, eu tenho milhões de estrelas,
sóis, planetas
e galáxias dentro de mim.
Mas há paz e harmonia entre todos nós.
Dentro daquilo que é grande
não há colisões
e sim alianças de unidade.
Você terrinha também é assim:
vejo dentro de ti milhões de pessoas,
animais, insetos, passarinhos,
todos usufruindo dos teus dons,
águas, mares, florestas, frutos e ares.
Vejo também
muitas pessoas boas
aí no teu regaço.
Elas é que te deixam orgulhosa.
E é por isso é que te admiro.
Mas vou
confidenciar-te uma verdade:
também tenho
pena de ti.
Vejo-te
explorada
por algumas
pessoas.
Sim, sei que você ainda está
em processo de libertação.
Ainda estás
sujeita a algumas pessoas imaturas,
contaminadas
pela ganância
e pelo egoísmo
doentio.
Aqui em cima estas pessoas ainda não chegaram.
Nem há lugar para elas aqui.
Se vierem com este tipo de doença,
ou se curarão imediatamente
ou explodirão, ao perceberem,
a harmonia e a convivência pacífica
que há por aqui
como modelo do equilíbrio
e contínuo desenvolvimento.
Sim, aqui não há espaço
suficientemente grande,
capaz de suportar a insensibilidade
e a mentira, a incoerência
e a cegueira.
Não, não aceitamos aqui pessoas insensíveis,
míopes, desligadas da frequência com a imortalidade
e fora da órbita do infinito.
Quem quiser vir para cá,
ainda com vida,
tem que ter uma sintonia fina,
tem que estar sintonizado
com as energias pacíficas e unitivas
que governam o universo.
Quem olha cá para cima
(poucos olham para o céu)
e arrisca-se a pensar
em morar por aqui,
que venha pronto
para abrir-se ao horizonte
ilimitado de possibilidades.
Não, aqui não há nada relacionado
a interesses pessoais fechados.
Aqui tudo é grande, aberto,
sem nada para segurar nas mãos
ou apropriar-se com o coração.
A única aventura disponível para os terráqueos,
aqui em cima
é cavalgar nas nuvens
porque o tempo não existe mais
e o espaço se perdem de vista.
Aqui mora a eternidade
que cada terráqueo deseja
em seus sonhos e ideais.
Aí, a Terra,
depois de ouvir
todas estas mensagens,
Abriu a voz e
falou:
Obrigado sr. Espaço.
Valeu pelo monólogo.
Sua amiga, Terra.
Voltaremos a
conversar.
É gostoso
falar
com que está
aberto
e percebe,
e acolhe
nossas
aspirações,
nossos sonhos
de imortalidade.
Eneas Paulo Budel
Bogucheski
Atualizado em 19
03 2026
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