quinta-feira, 21 de agosto de 2014

141.- Filiação divina. Um companheiro do outro mundo.




           Este texto foi desenvolvido 
dentro do contexto teológico, 
isto é, trazendo elementos 
e revelações de fora 
para dentro do nosso mundo.

Não sei bem por onde caminhar 
nem que palavras ir desenhando, 
mas, intuitivamente, 
tenho plena consciência 
de que sou um ser, (cada um é) 
uma entidade espiritual, 
livre, independente, 
por dentro, em meu espírito, 
na minha alma. 

Meu ser presente a mim mesmo 
me atesta como persona, personalidade. 
Sou um ser material e visível por fora, 
interpretado pelos que estão ao meu lado, 
por aquilo que aparento na fisionomia. 

Mas não sou só isso. 

Posso muito bem comportar-me 
de uma forma que quem está fora 
pode ler-me e interpretar-me 
diferentemente do que sou. 
            
Sou um ser espiritual, invisível, 
externo e interno, misterioso, 
profundo, pensador, poeta 
e talvez até profeta 
na ousadia de falar ou escrever 
o que vejo dentro do meu universo, 
interno, íntimo, escondido. 

Sinto-me como um ser imortal, 
infinito, indestrutível. 

Sou, na minha parte mais essencial, 
uma substancia,  um ser espiritual, 
perfeito. 

A educação e formação que busquei 
na filosofia e teologia 
ajudou-me a penetrar 
nas mais profundas zonas 
ou níveis da existência e experiência humana. 

A profissão de filósofo é pensar e buscar as razões, 
as causas, os princípios e finalidade das coisas, 
dos elementos, das ações, gêneros e espécie humana. 

Nestes caminhos, há sempre descobertas.

Nesta aventura, há sempre surpresas, 
agradáveis surpresas.

Nessa busca, como filósofo, 
encontramos portas fechadas. 
Quem nela se fixa, esbarra ou pára, 
permanece apenas filósofo. 

Por outro lado, quem abre portas são os teólogos. 
Quem encontra portas abertas 
para dentro do campo da teologia, 
percebe e aceita a existência 
do Deus Criador.

O teólogo entra 
pelas portas abertas do infinito, 
do imortal, da vida eterna.

O ser humano é corpo e espírito.

Enquanto corpo 
experimentamos limitações 
e sofremos as consequências 
da falência física.

Enquanto espírito 
experimentamos a liberdade, 
abertura e familiaridade 
com o ilimitado. 

Enquanto envelhecemos fisicamente,
evoluímos espiritualmente. 

Consideremos a capacidade de pensar 
como um atributo divino acoplado no ser humano. 

A pessoa tem a capacidade 
de pensar no infinito e pensar infinitamente, 
experimentar a capacidade de pensar 
como algo distinto, superior, 
como um acessório especial. 

Dentro da nossa capacidade racional, 
junto ou acima está a consciência 
que me dá o atestado de sanidade mental. 

Reconhecemos a capacidade de pensar 
como parte antecipada de uma herança, 
recebida já nesta vida, aqui na terra. 

Na qualidade de filhos do Deus Criador, 
criaturas somos, criadas 
à imagem e semelhança com nosso Pai, 
por isso, pensamos. 

Pensamos antes de agir, 
antes de tomar decisões, antes de criar. 

E a consciência dentro do contexto, 
confirma as escolhas que faço, 
dando-me a paz necessária 
para aceitar a esperança 
dentro do meu tempo atual 
e no futuro prometido 
como eterno. 

Há na nossa natureza humana,
um potencial ilimitado. 

Temos algo de infinito e divino 
pousado em nosso aeroporto humano. 

Somos habitados por uma pessoa divina. 
Recebemos o Espírito Santo em nossa casa. 
Tornamo-nos um templo vivo 
onde está hospedado um ser superior. 

Neste ponto de vista 
estamos convivendo constantemente 
com uma companhia do outro mundo. 

Essa pessoa do outro mundo, 
quando não atrapalhamos, 
atua em nosso meio ambiente 
e no nosso modo de vida 
de uma forma quase despercebida, 
escondida, fazendo questão de não aparecer. 

A consciência é quase a voz do Deus Espírito Santo 
a aprovar ou desaprovar meus atos e minha omissões. 

Perceber esta presença  é algo muito sutil, 
por isso vamos tentar aprofundar-nos 
sobre essa pacífica convivência.

Disse o Jesus Cristo nos Evangelhos 
que enviaria o Espírito Santo para viver conosco. 
Não nos deixaria órfãos. 

São Paulo apóstolo faz uma pergunta 
e logo em seguida faz uma afirmação, 
na mesma frase: "Não sabíeis 
que sois templos do Espírito Santo? 
Que o Espírito Santo habita em vós". 

Pois bem, é sobre esta companhia 
que estamos tentando aprofundar-nos 
e criar convicções.

Nós, pessoas humanas, 
terráqueos de origem, 
porém, com finalidade super espacial, 
ignoramos ou não damos a devida importância 
a muitas verdades reveladas nas Escrituras (Bíblia), 
pelos profetas, pelos escritores, pelos teólogos, 
padres, bispos e pelo Papa. 

Por quais razões? 

Porque falta-nos as convicções 
que brotam das raízes mais profundas do ser humano. 

Será que merecemos o apelido de 'superficiais'? 

Avalie, portanto,  as consequências da superficialidade. 

Há muito a avaliar, assimilar e compreender.

Reflitamos: 
- Quando tomamos consciência 
de que o Espírito Santo habita em nós: 
- Quando afirmamos que o Espirito Santo habita em nós 
e que por isso nunca estamos sozinhos; 
- Quando essa visão acontece, 
percebemos que cada um de nós 
continua mantendo-se totalmente eu mesmo, 
sem sofrer nenhuma pressão 
ou interferência autoritária 
em nossa consciência; 
- Quando, de novo, 
percebemos que nunca estamos sozinhos 
(sutil perfeição do espírito), 
podemos então provocar o início do diálogo, 
dentro da nossa própria casa, 
dentro do nosso próprio templo, 
dentro da nossa própria alma, 
intimamente, com o nosso Deus Pai Criador. 

Quando, no texto 139, escrevi que nesta revelação 
talvez esteja uma das respostas 
que nós estamos esperando há séculos, 
tenciono dizer que muitas verdades 
já foram reveladas, mas que, 
por diversas razões 
e deficiência de profundidade, 
raramente meditamos, 
e por isso, não aprendemos ainda a contemplar, 
e, por receio ou medo do invisível, 
não fazemos nenhuma experiência do divino, 
acabamos por isso, 
nos posicionando com total inércia, 
apatia e incapacidade 
dentro do campo da ciência do espírito. 

Obedecemos mais à mente, 
aos conceitos e preconceitos 
do que a consciência, 
a sutil voz divina. 

A experiência do divino, 
a experiência da vida filial com Deus 
já está à disposição dos humanos 
de uma forma mais próxima e facilitada. 

Prestai atenção. 
Não no estrondoso, no barulho. 

O silêncio transmite mensagens. 
O vento suave se faz presente. 
O ar desempenha sua função 
quase sem que você perceba.

Estamos à beira de um novo reinício: 
a relação de criaturas com o Criador 
é uma realidade. 

O relacionamento do humano 
com o divino é possível. 

Cada um de nós escolhe viver 
de acordo com uma ou duas possibilidades: 
1. Viver como órfão; 
2. Viver como filho.

Muitas das nossas experiências 
de falta de sentido, solidão, 
depressão, vazio, desamparo, insegurança, 
provém da escolha em viver a vida, 
como órfão do Deus Criador. 

Diferente é a experiência e os sentimentos 
de quem se sente filho muito amado, 
chamado à vida, vida plena, 
não qualquer vidinha. 

Quando as religiões falam em conversão, 
é este convergir para a ciência do espírito 
que elas se referem. 

Você tem Deus tão próximo e tão íntimo de você 
que você nem imagina. 

Perceba-O em si e inicie o diálogo. 

Perceba também, nos outros este fenômeno acontecendo. 
Alguns já estão bem adiantados nesta aventura 
aberta ao infinito. 

Veja como este mundo finito 
limita nosso olhar e nossas experiências. 
Por isso é necessário olhar para cima, 
olhar para o céu, olhar para o espaço, 
lugar imenso, contemplar o macro cosmos, 
as estrelas em número quase infinito 
dentro das incontáveis galáxias.

Por que será que o universo é tão grande? 
- Para caber o espírito que o habita. 

Como fazer a experiência filial? 
- Começando. 

Comportando-se como filho. 
Como filho que aguarda presentes e surpresas.
 
Perceba como você é tratado como filho, 
recebendo presentes o tempo todo. 

         

Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com  41 98854 5166

Criado e publicado em 23/11/2014. 
Atualizado em 28/01/2016
Atualizado em 07/06/2026





              



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