quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

383.- Crítica. A crítica criticada.




Criticar 

não é virtude, 

é defeito. 


A crítica até pode ser virtude, 

se vier acompanhada

de sugestões de correções.

 

A crítica

é como uma moeda,

tem dois lados:

um bom, construtivo

e o outro pior, destrutivo.

 

“Para escapar às críticas,

não faça nada,

não diga nada,

não seja nada”.

Elbert Hubbard

 

Todos nós somos críticos.

 

Para ser crítico profissional

exige-se conhecimento

sobre o que está sendo avaliado,

positiva ou negativamente.

 

Qualquer crítica  

é, de alguma forma,

comentário,

positivo ou negativo

sobre determinado livro,

romance, poemas, poesias,

obra qualquer, obra artística,

filme, novela, ações políticas

ou sobre o comportamento de alguém.

 

Todos nós somos críticos amadores,

e criticamos, superficialmente.

 

Criticamos abstraindo

o contorno vital,

a existência do criticado.

 

Criticamos o feito efetivado,

incluindo a pessoa que o fez. 

 

Criticamos quase sempre,

sem sensibilidade afetiva,

sem método,

e sem conhecimento profundo.

 

Criticamos por criticar,

sem pesar as consequências.

 

Pode ter acontecido

que o resultado da nossa crítica

sobre determinado comportamento

ou obra de alguma pessoa

tenha levado alguém

ao sucesso ou ao fracasso existencial.

 

Uma crítica pode ser

construtiva ou destrutiva.

 

Geralmente a crítica é verbal.

Por ser verbal é virtual, não real.

 

A crítica verbal

é feita em cima de algo

que foi feito por alguém.

 

Aqui está o primeiro defeito

da pessoa que exerce a função de crítico:

fala sobre algo que alguém fez.

 

Falar é fácil.

Achar erros é fácil.

Fazer não é fácil.

Fazer bem-feito também não é fácil.

 

Portanto, temos muitos críticos

e poucos fazedores.

 

Alguém disse

que até hoje nenhum crítico

ganhou Prêmio Nobel.

Por que será?

É fácil saber:

não é nada simpático,

mesmo que seja profissional.

 

Vamos fazer uma pequena avaliação

sobre essa tão desleal atitude

que todos nós temos, naturalmente.

 

Talvez reduzamos um pouco a prática

ou nos tornemos mais especialistas.

 

Criticar é fácil, acessível a todos.

Fazer é difícil, poucos fazem.

 

Criar uma obra qualquer,

ou uma obra de arte

supõe saber que será objeto

da crítica de alguém.

 

Tem mais mérito o que faz,

seja o que for.

 

Revela-se incapaz de fazer,

aquele que apenas critica.

 

Criticar, revela sim,

incompetência, preguiça,

visão curta, e inveja doentia.

 

O crítico

não vê algo de aproveitável no todo.

 

Por causa de uma pequena mancha,

toca fogo em tudo.

 

O crítico,

na sua ânsia de corrigir tudo,

não aceita ajuda de ninguém

para corrigir-se a si mesmo.

 

A atitude de criticar

revela o estado de espírito

do crítico.

 

Todos nós somos críticos.

 

        “Preferimos ser arruinado 

pelos elogios

    a sermos salvos 

 pela crítica”.

                      Norman Peale

 

Felizmente, temos também

a parte boa da crítica.

 

        “Prefiro os que me criticam

        porque me corrigem,

        aos que me elogiam,

        porque me corrompem”.

                Santo Agostinho.

 

A crítica correta

é aquela que ajuda o escritor

o autor de qualquer feito,

a colocar-se no lugar do leitor.

 

Só tem direito de criticar

aquele que pelo menos

uma sugestão tem a dar.

 

A crítica saudável, boa,

é como a chuva suave

que leva a seiva

lá na raiz.

 

A crítica pode ter outro nome,

por exemplo, ajuda mútua,

conselho, correção fraterna.

 

“Ao poder construtivo da crítica

devemos o progresso

e a disciplina do pensar

e do escrever”.

Aloisio Derossi Costa.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 08/02/2017

eneaspb@gmail.com

Publicado no blog Heipo World

e no FACE em 08/02/2017.

Atualizado em 16/03/2024.

 

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