Criticar
não é virtude,
é defeito.
A crítica até pode ser virtude,
se vier acompanhada
de sugestões de correções.
A
crítica
é
como uma moeda,
tem
dois lados:
um
bom, construtivo
e
o outro pior, destrutivo.
“Para
escapar às críticas,
não
faça nada,
não
diga nada,
não
seja nada”.
Elbert
Hubbard
Todos
nós somos críticos.
Para
ser crítico profissional
exige-se
conhecimento
sobre
o que está sendo avaliado,
positiva
ou negativamente.
Qualquer
crítica
é,
de alguma forma,
comentário,
positivo
ou negativo
sobre
determinado livro,
romance,
poemas, poesias,
obra
qualquer, obra artística,
filme,
novela, ações políticas
ou
sobre o comportamento de alguém.
Todos
nós somos críticos amadores,
e
criticamos, superficialmente.
Criticamos
abstraindo
o
contorno vital,
a
existência do criticado.
Criticamos
o feito efetivado,
incluindo
a pessoa que o fez.
Criticamos
quase sempre,
sem
sensibilidade afetiva,
sem
método,
e
sem conhecimento profundo.
Criticamos
por criticar,
sem
pesar as consequências.
Pode
ter acontecido
que
o resultado da nossa crítica
sobre
determinado comportamento
ou
obra de alguma pessoa
tenha
levado alguém
ao
sucesso ou ao fracasso existencial.
Uma
crítica pode ser
construtiva
ou destrutiva.
Geralmente
a crítica é verbal.
Por
ser verbal é virtual, não real.
A
crítica verbal
é
feita em cima de algo
que
foi feito por alguém.
Aqui
está o primeiro defeito
da
pessoa que exerce a função de crítico:
fala
sobre algo que alguém fez.
Falar
é fácil.
Achar
erros é fácil.
Fazer
não é fácil.
Fazer
bem-feito também não é fácil.
Portanto,
temos muitos críticos
e
poucos fazedores.
Alguém
disse
que
até hoje nenhum crítico
ganhou
Prêmio Nobel.
Por
que será?
É
fácil saber:
não
é nada simpático,
mesmo
que seja profissional.
Vamos
fazer uma pequena avaliação
sobre
essa tão desleal atitude
que
todos nós temos, naturalmente.
Talvez
reduzamos um pouco a prática
ou
nos tornemos mais especialistas.
Criticar
é fácil, acessível a todos.
Fazer
é difícil, poucos fazem.
Criar
uma obra qualquer,
ou
uma obra de arte
supõe
saber que será objeto
da
crítica de alguém.
Tem
mais mérito o que faz,
seja
o que for.
Revela-se
incapaz de fazer,
aquele
que apenas critica.
Criticar,
revela sim,
incompetência,
preguiça,
visão
curta, e inveja doentia.
O
crítico
não
vê algo de aproveitável no todo.
Por
causa de uma pequena mancha,
toca
fogo em tudo.
O
crítico,
na
sua ânsia de corrigir tudo,
não
aceita ajuda de ninguém
para
corrigir-se a si mesmo.
A
atitude de criticar
revela
o estado de espírito
do
crítico.
Todos
nós somos críticos.
“Preferimos ser arruinado
pelos elogios
a sermos salvos
pela crítica”.
Norman
Peale
Felizmente,
temos também
a
parte boa da crítica.
“Prefiro
os que me criticam
porque
me corrigem,
aos
que me elogiam,
porque
me corrompem”.
Santo
Agostinho.
A
crítica correta
é
aquela que ajuda o escritor
o
autor de qualquer feito,
a
colocar-se no lugar do leitor.
Só
tem direito de criticar
aquele
que pelo menos
uma
sugestão tem a dar.
A
crítica saudável, boa,
é
como a chuva suave
que
leva a seiva
lá
na raiz.
A
crítica pode ter outro nome,
por
exemplo, ajuda mútua,
conselho,
correção fraterna.
“Ao
poder construtivo da crítica
devemos
o progresso
e
a disciplina do pensar
e
do escrever”.
Aloisio
Derossi Costa.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 08/02/2017
Publicado no blog Heipo World
e no FACE em 08/02/2017.
Atualizado em 16/03/2024.
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