quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

379.- Vivemos, assim, como as abelhas, antenados, procurando matéria-prima para fabricar mel.


  

Se a abelhinha

visitando as flores

produz mel.

 

Dos nossos encontros

podemos sair

mais doces.


Existem tantas coisas que nos fazem bem,

tantos motivos para nos alegrar,

tantas belezas a contemplar,

tantas pessoas boas para elogiar.

 

Nós, humanos,

somos como as abelhas,

construídos com capacidades

para fabricar

e distribuir mel.

 

    Mel é o lado doce da vida.

 

           O mel é remédio.

            O mel é energético,

             animador e, rejuvenescedor.

 

Somos mel através do sentir,

escutar, olhar, saborear, cheirar.


        Fabricamos mel

         enquanto dormimos e sonhamos,

            e quando interagimos

              com todos os seres vivos.  

 

Nos sentimos como mel

quando encontramos sentido

porque temos alguém para quem viver,

cônjuge, filhos e netos, amigos.

 

Fabricamos, produzimos

e espalhamos mel

quando dialogamos

e com-vivemos bem,

com os outros.

 

Produzimos mel

para nós e para os outros

quando andamos, corremos,

passeamos, viajamos,

nadamos, dançamos.

 

Nos sentimentos como mel 

quando recebemos olhares 

carregados de carinho e ternura. 


Tudo isso que de bom acontece,

acontece enquanto estamos vivendo.

 

Então, a vida é boa.

A vida é muito boa 

para todos nós.


A vida é bela 

porque fornece flores 

de onde extraímos a matéria prima 

para fabricar mel. 



Basta-nos estar

com as antenas ligadas

e direcionadas

para as coisas boas.

 

E, ainda há tanto a explorar.

 

Conquistar uma profissão

para ser útil

e testemunhar, ensinar

o que de bom conquistamos.

 

Queremos e buscamos sempre

o que nos agrada,

nos atrai e faz bem,

nos satisfaz e deixa-nos felizes,

por algum tempo.

 

Apenas o tempo suficiente

para deixar-nos perceber

que vale a pena

continuar procurando

o que nos agrada,

o que nos contenta

e nos transforma

em pessoas felizes,

equilibradas, quase completas.

 

De repente perdemos o contato

com a nossa essência,

com a sede que não se sacia,

com a ansiedade que não se conforma.

 

E já de novo sentimos falta

daquilo que emociona

e nos dá prazer em estar vivos.

 

Retornamos à procura

da beleza, da originalidade

da visão clara, da profundidade

do alimento da nossa alma.

 

O que nos agrada

são os frutos

das atitudes feitas

com arte, com mel.

 

O que nos agrada

são frutos de atitudes amorosas.

 

O que nos agrada

é o som harmonioso,

com pausas, silêncio e recomeços.

 

O que nos satisfaz é a presença,

só presença, quieta, visível,

sorridente, de quem nos aceita,

nos compreende e nos ama.

 

Gostamos de quem nos liberta

e nos faz livres.

 

Admiramos

os gestos de bondade

que assistimos nas avenidas da vida.

 

Vivemos

quando nos encontramos,

com os amigos, de testa lisa,

com rosto alegre, sorrisos largos,

olhos brilhantes, gestos lentos e suaves,

ouvintes, observantes,

contagiando alegria e entusiasmo

pela vida compartilhada.  

 

O dia pode ser cheio ou vazio.

 

Dá para enchê-lo de motivos

para vive-lo, de graça,

com luz, com ar 

e companhia.

 

Estão dentro do dia,

as abelhinhas,

as pessoas queridas

os pássaros cantando,

a saúde perfeita,

os sentidos ativados.

 

Não são os altos ideais

que nos motivam

a ultrapassar os obstáculos.

 

São as curvas das montanhas,

a subida leve,

as planícies com suas belezas

que exalam energias

que penetram nossas entranhas.

 

A cada instante

a vida passa e nos leva juntos

enquanto respiramos.

 

Assim como as abelhas

procuram as flores 

onde existe a matéria prima 

para a fabricação do mel,

vivemos antenados para  

o que belo, para o que é bom 

e que nos faz bem.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 02/02/2017

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo World

e no FACE em 01/02/2017.

Atualizado em 22/03/2024.

 

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