Se a abelhinha
visitando as flores
produz mel.
Dos nossos encontros
podemos sair
mais doces.
Existem tantas coisas que nos fazem bem,
tantos motivos para nos alegrar,
tantas belezas a contemplar,
tantas pessoas boas para elogiar.
Nós, humanos,
somos como as abelhas,
construídos com capacidades
para fabricar
e distribuir mel.
Mel é o lado doce da vida.
O
mel é remédio.
O
mel é energético,
animador
e, rejuvenescedor.
Somos mel através do sentir,
escutar, olhar, saborear, cheirar.
Fabricamos mel
enquanto dormimos e sonhamos,
e quando interagimos
com todos os seres vivos.
Nos sentimos como mel
quando encontramos sentido
porque temos alguém para quem viver,
cônjuge, filhos e netos, amigos.
Fabricamos, produzimos
e espalhamos mel
quando dialogamos
e com-vivemos bem,
com os outros.
Produzimos mel
para nós e para os outros
quando andamos, corremos,
passeamos, viajamos,
nadamos, dançamos.
Nos sentimentos como mel
quando recebemos olhares
carregados de carinho e ternura.
Tudo isso que de bom acontece,
acontece enquanto estamos vivendo.
Então, a vida é boa.
A vida é muito boa
para todos nós.
A vida é bela
porque fornece flores
de onde extraímos a matéria prima
para fabricar mel.
Basta-nos estar
com as antenas ligadas
e direcionadas
para as coisas boas.
E, ainda há tanto a explorar.
Conquistar uma profissão
para ser útil
e testemunhar, ensinar
o que de bom conquistamos.
Queremos e buscamos sempre
o que nos agrada,
nos atrai e faz bem,
nos satisfaz e deixa-nos felizes,
por algum tempo.
Apenas o tempo suficiente
para deixar-nos perceber
que vale a pena
continuar procurando
o que nos agrada,
o que nos contenta
e nos transforma
em pessoas felizes,
equilibradas, quase completas.
De repente perdemos o contato
com a nossa essência,
com a sede que não se sacia,
com a ansiedade que não se conforma.
E já de novo sentimos falta
daquilo que emociona
e nos dá prazer em estar vivos.
Retornamos à procura
da beleza, da originalidade
da visão clara, da profundidade
do alimento da nossa alma.
O que nos agrada
são os frutos
das atitudes feitas
com arte, com mel.
O que nos agrada
são frutos de atitudes amorosas.
O que nos agrada
é o som harmonioso,
com pausas, silêncio e recomeços.
O que nos satisfaz é a presença,
só presença, quieta, visível,
sorridente, de quem nos aceita,
nos compreende e nos ama.
Gostamos de quem nos liberta
e nos faz livres.
Admiramos
os gestos de bondade
que assistimos nas avenidas da vida.
Vivemos
quando nos encontramos,
com os amigos, de testa lisa,
com rosto alegre, sorrisos largos,
olhos brilhantes, gestos lentos e suaves,
ouvintes, observantes,
contagiando alegria e entusiasmo
pela vida compartilhada.
O dia pode ser cheio ou vazio.
Dá para enchê-lo de motivos
para vive-lo, de graça,
com luz, com ar
e companhia.
Estão dentro do dia,
as abelhinhas,
as pessoas queridas
os pássaros cantando,
a saúde perfeita,
os sentidos ativados.
Não são os altos ideais
que nos motivam
a ultrapassar os obstáculos.
São as curvas das montanhas,
a subida leve,
as planícies com suas belezas
que exalam energias
que penetram nossas entranhas.
A cada instante
a vida passa e nos leva juntos
enquanto respiramos.
Assim como as abelhas
procuram as flores
onde existe a matéria prima
para a fabricação do mel,
vivemos antenados para
o que belo, para o que é bom
e que nos faz bem.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 02/02/2017
Publicado
no Blog Heipo World
e no FACE em
01/02/2017.
Atualizado
em 22/03/2024.
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