em cada um de nós
que anseia
pela
plenitude,
exigindo
chegar
rapidamente,
à
perfeição.
Ao nascer,
nascemos
com pernas pequenas,
depois
cresceram.
Ao nascer,
nascemos
com a cabeça pequena,
depois
cresceu.
Ao nascer,
não
sabia ler nem falar,
depois
aprendi.
Hoje
estou equipado
e
independente.
Mas
ainda estou dependendo
de
muitas coisas,
acostumado
que fiquei
em
buscar fora,
esquecendo
que quase tudo
já
está aqui dentro da cabeça
e
do coração.
Criatura,
nasci
dentro do mundo,
observei,
e aprendi
com
a natureza,
com
as matas,
rios,
vales e montanhas,
dias
e noites,
estações
quentes e frias.
Na
cidade estudei história,
filosofia,
moral, sociologia e psicologia.
Num
determinado momento
parece
que o tanque cultural
já
estava cheio, saturado.
De
repente
parece
que vivemos
uma
vida que não é a nossa.
Esquecemos de nós mesmos,
o que sou, do que gosto, onde prefiro ir,
como gosto de viver.
Estamos
a todo momento envolvidos
com
livros, revistas, programas de TV,
vídeos,
filmes, mensagens.
Existe
um desejo latente
em
cada um
que
anseia pela plenitude,
exigindo
chegar rápido
à
perfeição.
E
assim passamos os dias
e
as noites pelejando, lutando,
buscando
sem nunca alcançar
o
objetivo.
É
necessário acontecer algo
que
interrompa
essa
luta ilusória.
A
próxima etapa,
necessária,
será
abandonar a luta
e
desfrutar o caminho,
com
suavidade.
Parece
que é essa
a
sabedoria
que
procuramos.
Na
cidade,
a
pressão existe
para
aquisição de conhecimento
e
de coisas, e para quê,
se
estamos sempre ansiosos,
insaciáveis?
Na
natureza,
feliz
quem vive nos campos,
se
vive, adaptado,
às
estações do ano,
tendo
tempo para ver, olhar,
contemplar,
refletir e viver.
Sem
pressa,
assistindo
o sol nascer lentamente,
iluminando
as horas de trabalho.
Com
a calma e lentidão
que
o entardecer te avisa,
na
noite, se descansa,
e
o silêncio toma a palavra,
ensinando
a ir devagar.
Se
chove, se recolhe
e
se fica assistindo o gotejar
da
chuva.
Parece
que é aqui,
na
natureza, que encontramos
muito
mais, direção e significado.
Para
viver em harmonia,
sentindo-se
inteiro e harmonizado
com
tudo e com todos,
não
precisamos tanto de muito ler,
demasiado
aprender.
O
que realmente é importante,
é
andar com as próprias pernas,
pensar
com a própria cabeça,
ser
quem somos,
sendo
resposta responsável.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 09/02/2017
Publicado
no blog Heipo World
em
09/02/2017.
Atualizado
em 16/03/2024.
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