Todo texto publicado é imperfeito.
Todo texto publicado
pode ser
aperfeiçoado.
Depois, quando lemos,
percebemos que as
intenções
colocadas nas
palavras
não conseguiram
expressar
toda riqueza que
poderia.
Por essa razão,
depois, releio,
ou recebo opiniões,
correções,
sugestões e
complementos de amigos,
e vou atualizando o
texto.
Todo texto
merece receber
os complementos
necessários
para que esteja cada
vez mais próximo
das nossas esperanças.
Não nascemos
dentro de uma caixa
fechada,
de um mundo fechado,
limitado, com paredes
e fronteiras.
Tudo à nossa frente é
aberto,
com possibilidades
incalculáveis.
Todas as relações são
possíveis.
O espaço é infinito.
Todas as esperanças
são possíveis.
Nem tudo foi dito e
esclarecido.
No mundo visível,
já conhecido,
existem pistas,
do mundo invisível,
desconhecido.
O que ainda não
sabemos
desafia nossas
capacidades,
e convida à
exploração
e criatividade.
A
esperança
inda
não foi descartada.
Há
lugar para ela.
Que
bom que seja assim.
Se
nascemos de um projeto divino,
e
se o projeto divino
trata
da fé,
de
esperança
e
da caridade,
a
ser praticada aqui nesta terra,
se
algo não está dando certo,
se
as expectativas
não
estão correspondendo
é
necessário fazer uma avaliação,
revisão,
questionamento e perguntas.
Viver
sem esperanças,
não
é viver.
É
como viajar
sem
saber para onde.
Se
assim for,
o
que é bom nesta viagem
é
que demore, longamente,
e
se aproveite cada instante
cada
parada, cada paisagem.
Se
assim for,
não
deixa de ser uma viagem,
passageira.
E
nós, passageiros,
embarcados,
na
nave do tempo.
E
se chegamos a algum lugar
não
é como se fosse a última parada.
Não
fincamos raízes nesta Terra,
porque
as estradas estão traçadas,
os
aeroportos abertos
para
voos e aterrissagens,
e
os horizontes são infinitos,
convidam,
atraem, seduzem-nos.
A
vida continua,
os
dias e anos avançando,
e
as pessoas em movimento,
indo
e vindo.
Se
não acolhermos
e
praticarmos
o
conteúdo da esperança,
fatalmente
desembocaremos
num
padrão de vida,
experimentado
e vivido
num
contexto vital
de
fatalidades.
Qual
a leitura
que
fazemos da cultura
que
respiramos nos dias de hoje?
Estamos
vivendo
uma
crise de esperança?
Quais
são os pensamentos
trocados
em nossos diálogos
com
nossos companheiros
de
caminhada?
Quais
as angústias
que
sofremos
em
nosso espírito?
Qual
é a fotografia
da
sociedade atual?
O
que assistimos
nos
programas de TV?
Tenha
coragem e avalie.
Não
há nada de positivo
nos
programas feitos pela mídia.
Só
violência, corrupções,
tragédias,
traições,
separações,
desuniões,
angústias,
conflitos.
Tudo
isso entra em nós
e
nos torna pessimistas,
lamurientos,
descontentes
com tudo.
Como
despertar
a
esperança
sem
mostrar
os
sinais
da
desesperança?
Em
quantas ilusões estamos afundados,
buscando
desesperadamente
conforto
corporal,
riqueza
material,
se
o verdadeiro bem
é
a paz de espírito,
que
habita, ansioso,
a
profundidade
da
alma?
Que
bem maior podemos ter
do
que a vivência da fraternidade,
a
justiça, a partilha do que somos e temos?
Quem
caminha
no
fio da esperança
não
se desequilibra,
nem
lhe faltam apoios.
Se
não há esperança,
onde
encontraremos conteúdo
para
colocar no alforje da vida?
Sem
esperança,
a
bateria enfraquece logo,
a
sensibilidade desaparece,
o
entusiasmo perde força
as
luzes perdem seu calor
e
as cores, empalidecem.
Neste
período
que
antecede
as
festas natalinas,
nossa
sensibilidade
fica
mais afinada,
antenada,
com
os valores
da
proximidade,
da
simpatia e empatia,
paixão
e compaixão;
as
razões perdem seus argumentos,
e
o coração é afetado pela bondade.
Ao
longo do ano
a
rotina e a pressa,
de
chegar não sei onde,
nos
levam para a superfície,
e
passamos ao largo,
desviando
dos pontos de parada
e
perdemos os frutos e as graças
dos
encontros,
com
as pessoas silenciosas,
pacíficas,
esperançosas.
Esperança
não gera ansiedade.
Ansiedade
não é filha da esperança.
Quando
se alcança certa idade,
as
experiências da correria
já
não são mais valorizadas.
Agora, onde se
encontram sinais,
mensagens e ventos de
esperanças
soltamos as amarras
do nosso barco,
e velejamos
para onde
as experiências
vividas
indicaram
onde está
o porto seguro.
Nossas esperanças
não são alimentos
só para o viver,
mas são também,
as asas,
para depois
de morrer.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 18/12/2019

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