quinta-feira, 23 de novembro de 2023

880.- Origem. Original. Como era no começo.



No começo éramos perfeitos,

Unos e saudáveis.

 

Convivíamos com o Senhor da Vida Plena.

 

Se Deus é Deus, tudo o que fez,

fez bem-feito, pois é todo poderoso,

uno, unificado, completo, inteligente, saudável.

 

Tudo o que Ele fez, fez completo,

pleno, perfeito, saudável.

O Jesus Cristo disse:

“Vim para que todos tenham vida,

e vida em abundância”.

 

O que aconteceu

que fez com que os homens desconhecessem

este potencial do Deus Criador,

estes bens destinados às suas criaturas,

seus filhos?

 

Foi o orgulho que nos separou.

O orgulho rompeu

nossa ligação direta

com o Deus Criador.

 

Fomos crescendo e percebendo

que conseguíamos viver

sem a dependência divina.

 

Fomos crescendo e percebendo

que tínhamos muitas capacidades

que nos identificavam com o Deus Pai.

Fomos crescendo e percebendo

que podemos ser autossuficientes,

e que podemos viver por nossa própria conta,

recusando a subordinação e obediência a Ele.

 

O Criador arriscou

criar-nos com o dom da liberdade.

 

E agora, convencidos dos nossos poderes,

vivemos como se fôssemos deusinhos.

 

Com a capacidade racional

acoplado ao orgulho

passamos a viver por conta própria.

 

Esquecemos que somos criaturas.

 

Este é o nosso pecado.

 

Pecado da autossuficiência,

da desobediência,

da cegueira,

do não-reconhecimento,

da não-submissão

ao nosso Pai Criador.

 

Não aceitar a subordinação

e a obediência ao nosso Criador

é o mesmo pecado

cometido pelo anjo Lúcifer,

que se tornou o príncipe dos demônios.   

 

Ainda somos limitados.

 

Experimentamos sofrimentos,

os limites das doenças e da morte.

 

Não temos condições de viver

sem depender

do nosso Salvador

Jesus Cristo.

 

Quem nos livrará da morte?

 

E quem é que nos dá

a possibilidade

de participarmos

da natureza divina?

 

E quem é capaz

de nos dar de presente

a vida eterna? 

 

Nós, criaturas,

não temos os poderes

do Criador.

 

Então, reconhecemos o que é pecado.

 

Tudo o que é pecado

provoca confusão,

a divisão,

a desunião,

a separação.

 

Pecado então é querer viver como órfão,

separado, sem o reconhecimento

da Paternidade divina,

sem esperanças na vida eterna.

 

Este desequilíbrio,

esta curta visão,

sim, curta visão,

pelo não reconhecimento

da nossa condição humana.

 

Na condição de pecadores

experimentamos os desequilibrados,

e as revoltas.

 

Revolta-nos

porque temos pela frente

a morte,

invencível

pelas nossas próprias forças.

 

Gostaríamos que nossos desejos,

nossos sonhos, nossos ideais

também fossem absolutos.

Mas não são.

 

Nossos poderes são relativos.

 

Relativos a filhos.

 

Não temos poderes do Pai.

 

Temos poderes só de filhos.

 

Viver sem pecados é viver como filhos Dele

e irmãos uns dos outros, todos juntos,

ajudando uns aos outros.

 

Ainda somos dependentes Dele.

 

Dependemos Dele,

da sua sabedoria,

da sua providência,

das suas graças,

dos seus dons,

do seu amor,

do seu infinito amor.

 

Todo agir humano

supõe mudanças,

e projetos de conversão.

 

Sempre temos algo a melhorar,

a corrigir e a aperfeiçoar.

 

Com relação à nossa saúde,

por exemplo.

 

Existem duas formas

de cuidar da saúde.

 

Primeira.

Com método tradicional humano,

tratando das doenças,

com remédios,

medicamentos, tratamentos,

cirurgias, orientações médicas ...

 

Segunda.

Com o método divino, filial.

 

Reconhecendo que somos

imagens e semelhança com nosso Criador,

que é perfeito, saudável, completo,

uno, sábio, poderoso.

 

Reconhecendo nossa origem,

nossa imagem e semelhança

com um Ser Perfeito. Pleno de Vida.

 

Por aqui, a saúde

está no conhecimento

e na identificação

com o modelo que nos formou.

 

O Jesus Cristo

foi o modelo

no qual fomos criados,

pelo seu Sangue lavados, redimidos,

curados e projetados para sermos imortais.

 

Conhecer e imitar o Jesus Cristo

é conhecer o médico e o remédio natural

para nossa saúde física e espiritual.

 

Foi o Jesus Cristo que disse:

Vim para que todos tenham vida,

e vida em abundância.

 

É com princípios superiores

que se governam situações

e condições inferiores.

 

É com humildade

que confessamos

nossa dependência

e filiação divina.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Criado e publicado em 23/11/2023.

eneaspb@gmail.com

leia outros textos acessando:

https://heiposworld.blogspot.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário