Comecemos afirmando
que
a formação que recebemos
não
foi a educação que
seria
a normal, a correta e necessária:
nunca
tivemos no currículo das nossas escolas
a
disciplina ou a matéria criatividade.
Das
nossas escolas
poucos
alunos se tornaram cientistas
ou
personalidades célebres,
cidadãos
livres e responsáveis,
perante
si e perante a sociedade.
O
educador profissional
é
aquele que ajuda o aprendiz
a
perceber que tem dentro de si
capacidades
de ser autônomo,
independente
e criativo.
O
educador desperta o criativo
que
existe dentro do passivo.
Se
o educador não é bom professor,
manterá
o aprendiz
na
condição de recebedor
e
arquivador de matérias
ou
conteúdo morto, histórico,
de
certa forma, fechado.
O
educador ou professor normal
dirá
que existem centenas
ou
milhares de profissões
e
que o aluno deverá,
ao
longo dos anos de escola,
optar
por uma ou várias profissões,
já
existentes.
O
bom educador, o mestre,
despertará
no aprendiz
o
potencial do conhecimento de si mesmo.
Ao
aprendiz convém
conhecer
primeiro a si mesmo,
conhecer
o seu próprio universo interior,
com
múltiplas ou até infinitas possibilidades
de
criar profissões novas.
O
aprendiz se elevará
da
condição primária de recebedor,
para
a condição superior de criador.
O
aprendiz deverá ter condições
de
despertar a sua própria consciência,
de
ser possuidor das capacidades de pensar,
raciocinar,
pesquisar, comparar, refletir,
de
criar algo, procurar soluções.
O
bom professor mostra
que
o aluno aprendiz
é
algo ativo, não passivo.
O
bom professor
ensinará
o caminho da reflexão,
da
meditação
como
meio para ativar
a
criatividade.
Sem
criatividade
o
aprendiz será apenas um repetidor,
um
robô automático,
um
mero fazedor de coisas
como
todo mundo faz,
sem
curtir nenhum gosto
por
ter criado alguma coisa.
Aqueles
que comandam
uma
sociedade que seja fácil de explorar,
não
ensinará seus cidadãos a serem criativos,
mas
a serem passivos.
Não
existe maior potencial
em
cada ser humano
que
a sua capacidade criativa.
Não
existem bons professores
se
não ensinarem o aluno
a
conhecer este potencial,
e
assim, desenvolver o seu projeto pedagógico,
junto
com o aluno, até que ele seja capaz
de
dizer: estou pronto.
Se
existe algum sentimento de frustração
em
cada ser humano, acho eu,
que
seja o de não ter me empenhado
em
estudar e pesquisar assuntos
sobre
criatividade.
Faltou-me
leituras,
ler
biografias de inventores,
de
cientistas, de pessoas
que
foram benfeitoras da humanidade.
Não
demos a devida importância
a
este potencial humano.
Sem
ser pessimista, reconheçamos,
que
não investimos recursos suficientes
naquela
virtude que faria de nós
vencedores
dos vários obstáculos
que
nos derrotaram.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Criado
e publicado no FACE e no Blog em 25/11/2023
https://heiposworld.blogspot.com

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