sábado, 25 de novembro de 2023

881.- Criatividade desvalorizada.




Comecemos afirmando

que a formação que recebemos

não foi a educação que

seria a normal, a correta e necessária:

nunca tivemos no currículo das nossas escolas

a disciplina ou a matéria criatividade.

 

Das nossas escolas

poucos alunos se tornaram cientistas

ou personalidades célebres,

cidadãos livres e responsáveis,

perante si e perante a sociedade.

 

O educador profissional

é aquele que ajuda o aprendiz

a perceber que tem dentro de si

capacidades de ser autônomo,

independente e criativo.

 

O educador desperta o criativo

que existe dentro do passivo.

 

Se o educador não é bom professor,

manterá o aprendiz

na condição de recebedor

e arquivador de matérias

ou conteúdo morto, histórico,

de certa forma, fechado.

 

O educador ou professor normal

dirá que existem centenas

ou milhares de profissões

e que o aluno deverá,

ao longo dos anos de escola,

optar por uma ou várias profissões,

já existentes.

 

O bom educador, o mestre,

despertará no aprendiz

o potencial do conhecimento de si mesmo.

 

Ao aprendiz convém

conhecer primeiro a si mesmo,

conhecer o seu próprio universo interior,

com múltiplas ou até infinitas possibilidades

de criar profissões novas.

 

O aprendiz se elevará

da condição primária de recebedor,

para a condição superior de criador.

 

O aprendiz deverá ter condições

de despertar a sua própria consciência,

de ser possuidor das capacidades de pensar,

raciocinar, pesquisar, comparar, refletir,

de criar algo, procurar soluções.

 

O bom professor mostra

que o aluno aprendiz

é algo ativo, não passivo.

 

O bom professor

ensinará o caminho da reflexão,

da meditação

como meio para ativar

a criatividade.

 

Sem criatividade

o aprendiz será apenas um repetidor,

um robô automático,

um mero fazedor de coisas

como todo mundo faz,

sem curtir nenhum gosto

por ter criado alguma coisa.

 

Aqueles que comandam

uma sociedade que seja fácil de explorar,

não ensinará seus cidadãos a serem criativos,

mas a serem passivos.

 

Não existe maior potencial

em cada ser humano

que a sua capacidade criativa.

 

Não existem bons professores

se não ensinarem o aluno

a conhecer este potencial,

e assim, desenvolver o seu projeto pedagógico,

junto com o aluno, até que ele seja capaz

de dizer: estou pronto.

 

Se existe algum sentimento de frustração

em cada ser humano, acho eu,

que seja o de não ter me empenhado

em estudar e pesquisar assuntos

sobre criatividade.

 

Faltou-me leituras,

ler biografias de inventores,

de cientistas, de pessoas

que foram benfeitoras da humanidade.

 

Não demos a devida importância

a este potencial humano.

 

Sem ser pessimista, reconheçamos,

que não investimos recursos suficientes

naquela virtude que faria de nós

vencedores dos vários obstáculos

que nos derrotaram.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Criado e publicado no FACE e no Blog em 25/11/2023

eneaspb@gmail.com

 Leia outros textos acessando:

https://heiposworld.blogspot.com

 

 

 

 

 

 

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