Se um dia acontecer
de eu
ficar estranho ou esquisito,
assim,
meio fora de mim,
descartem
todas as possibilidades doentias.
Se
acontecer, de fato, essa desejável fatalidade,
acreditem,
será em decorrência
de ter
entrado numa órbita
fora deste
mundo finito.
Será uma
lógica consequência
de ter
percebido um vislumbre
da
grandiosidade do universo,
do
mistério do Deus Criador
que quase
se mostra no Céu estrelado.
Se
acontecer, de verdade,
essa saída
para fora daqui,
será
através deste meu olhar,
para este
universo infinito
que se
mostra como uma única orquestra
composta
de múltiplos instrumentos super afinados.
Esse
olhar, para este Céu estrelado
me faz
experimentar o infinito
dentro
deste meu frágil corpo finito,
que, em
muitas ocasiões,
quase
explodiu diante da contemplação
deste Céu sem
fim, tão estrelado,
enfeitado
de tantas luzes e mistérios.
Muitas
vezes, quase explodi, imóvel,
boquiaberto,
paralisado, pasmado,
na mais
profunda experiência
do
espírito que me habita.
Mais um
pouco além,
nunca mais
desejaria retornar
para
minhas limitações.
Experimentar
o infinito
dentro do
finito, não cabe.
Só se
explodir.
Este pobre
corpo finito já me serviu,
já me
provou que, se explodir,
estarei
fora de mim,
fazendo
parte de uma nova dimensão,
na
eternidade.
Se eu
ficar demasiado tempo
olhando para o Céu,
acreditem,
de verdade,
estou
fazendo novas experiências,
aquela, de sentir que já estou lá.
Então, por
favor, não me belisquem.
Não me
acordem numa mais.
09/02/1996.
04/11/2025.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
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Criado
em 09/02/1996.
Atualizado
e pub no Blog
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