Delicadeza
Se, dentro de nós convive o indelicado e o delicado,
prefira expressar-se com delicadeza porque lhe trará retorno
duplicado.
De repente, a delicadeza fará a diferença
e nos trará manifestações afetivas que nem esperávamos.
Delicado(a), com jeitinho, cativarás.
Delicadeza também gera gentileza.
Diga-me quanto delicado(a) és e te
direi se és feliz e admirado(a).
Você conhece os dois personagens:
o delicado gentil e o indelicado grosseiro.
De quem você guarda boas lembranças?
Quem mais
ajudou elevar a sua alta estima?
Doçura.
A doçura é um doce a ser degustado
e experimentado no coração
que se sente percebido,
escutado e amado.
Um pingo de mel
na mesa das relações humanas
atrai mais do que um barril de
vinagre.
Eis o efeito da doçura.
Doçura é essa arte
exageradamente atraente e agradável
que agrada e beneficia
até os mais duros corações.
Quanta doçura no olhar de uma mãe,
ao contemplar uma criança no colo,
trocando olhares.
Quanto doçura
na simplicidade de uma criança
brincando.
Não sei bem se é doçura,
mas não tem ali nenhuma amargura.
Ao lado da doçura
sempre estão as abelhinhas
produzindo mel, as borboletas ziguezagueado
e os passarinhos cantando.
São boas companhias.
Se perceberes, diante da doçura,
permanecemos mais tempo, admirando,
contemplando a imensidão
de valores ali acumulados.
Não te faz um bem danado
deixar-se embebedar
pelos nutrientes da doçura?
A doçura está mais no campo do sentir.
Sentir sabores. Sentir emoções.
Dar ou proporcionar gratuitamente
para quem nos rodeia, atenção
silenciosa,
presença carinhosa, olhares
compassivos,
sorrisos suaves, simpatia acolhedora.
Doçura mesmo é permitir
que a nossa alma
se relacione com a alma
daquele que está ao nosso lado.
Ser doce é facilitar a vida
de quem se aproxima de nós,
dando ou criando oportunidade
para tornar a vida dele ou dela mais
saborosa,
mais significativa,
enchendo-a de energias entusiásticas
para viver gostosamente.
“Existem pessoas como a cana,
mesmo postas na moenda,
esmagadas de todo,
reduzidas a bagaço,
só sabem dar doçura.”
Dom Hélder Pessoa Câmara.
“Pensamos demais e sentimos pouco”,
escreveu Charles Chaplin.
Chegamos suficientemente perto
das pessoas com a mente,
mas ainda insuficientemente com o
coração quente,
de tal forma que a pessoa sinta o
afeto
que temos por elas.
Parece que existe
uma barreira feita de sal,
de preconceitos,
que impede
essa necessária proximidade afetiva.
Percebes como a doçura,
as afeições carinhosas,
o afeto, a ternura são mais
necessárias
do que a ciência e a filosofia,
mais importantes que qualquer tecnologia?
Então especialize-se nessa faculdade.
Obtenha o diploma da doçura
e serás um(a) vencedor(a)
em qualquer profissão.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Para ler
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