sexta-feira, 21 de novembro de 2025

1055. Infinito. O próximo passo na evolução humana. Segundo Capítulo.


 
Está para acontecer,

a qualquer momento,

se não me arrebento,

coisa grande vai acontecer.

 

Será que estamos à porta?

ou à beira, do fim? 

 

Ou de um novo grande evento?

 

Um recomeço?

 

Aqui, no tempo, a ‘coisa’ vai acabar.

 

Lá, na eternidade a ‘coisa’

está sempre a começar,

pois é sempre presente,

por ser eterna.

 

Essa inquietação

atrai e convida,

expõe e se impõe.

                                         

Não há como resistir.

 

Não é algo comum.

 

Não faz parte da rotina.

 

Escapa das nossas mãos e visões.

                   

O mundo invisível

esconde códigos e senhas

e estamos começando a decifrá-los.

 

De onde viemos?

 

As definições filosóficas e científicas

não esgotaram a intimidade,

o conteúdo e as promessas feitas

às criaturas humanas.

 

Pelo fato que somos

imagem e semelhança do Pai Criador,

essa é a parte misteriosa que falta decifrar.

 

Há ansiedade insatisfeita.

 

Há profundidade infinita

na natureza humana.

                                                 

Devemos desistir?

              

Mas por que deixar como está?

Na escuridão? Ignorando a fonte da Luz

que nos faz enxergar lá do outro lado?

                 

Queremos morar lá,

onde mora o Infinito.

 

Algo em nós impulsiona,

energiza e anima

o que temos de humano,

em direção a algo mais,

além deste mundo,

além do que vemos,

sentimos e percebemos.

 

Algo condiciona e impulsiona

nosso frágil ser a expressar-se

mais do que podemos.

                                               

Algo nos anima

a querer e poder

mais do que somos.

                                 

Sentimos cócegas.

Precisamos nos coçar.

 

Numa hora queremos ser mais livres,

queremos voar, mas não conseguimos,

temos só dois pés. Não temos asas.

 

Noutra hora queremos transportar-nos

para o alto das montanhas,

sem dar os passos por entre as pedras.

 

Querendo ser mais

experimentamos as barreiras,

as cadeias, as cordas, as correntes,

as carências, as impotências,

e a paralisia.

 

Eis que ainda somos uma mistura de massas,

habitados por migalhas de infinito.

 

Queremos devolver-nos ao infinito

mesmo sendo massa pesada.

 

Sabemos que nossa alma

é leve e transparente.

 

Estamos na terra,

mas não somos terráqueos.

 

Se fossemos daqui

seriamos muito mais sossegados.

 

Mas tem coisa dentro de mim

que cutuca o bicho preguiça,

que desperta outro bicho,

escondido, atrás desta natureza humana,

projetada para novos horizontes,

novos espaços, novo jeito de ser,

ainda desconhecido.

 

Quando olhamos para o infinito,

percebemos que estamos curtindo

uma expectativa,

uma esperança,

que mais parece uma saudade,

ou uma estranha sensação

de que não somos daqui.

 

Existe uma ânsia,

uma vontade ou um sonho

que arde dentro de cada um de nós,

pessoas humanas realmente,

e divinas potencialmente.

 

O que há de humano em nós,

contenta-nos ou nos humilha.

 

O que há de divino em nós

manifesta-se como sede

que não sacia.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com 41 98854 5166

 

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Publicado pela 1 vez em 12/03/2014, sob n. 32.

Atualizado de novo e republicado no BLOG e no FACE em 22/11/2025.

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