Por aqui, na Terra,
parece que não há mais
novidades.
Já conseguimos alcançar
um elevado grau de
perfeições,
já superamos muitos
obstáculos,
já inventamos novas
ferramentas,
e já estamos levantando
nossos olhos
para cima, para fora da
Terra.
Não olhamos mais para os
horizontes.
Nossa visão já alcançou
todos os limites da
horizontalidade.
Agora voltamos nossos
olhos e interesses
para a dimensão da
verticalidade.
Estamos nos deixando atrair
pelo Infinito.
Quando tomamos conhecimento
das incríveis distantes
entre as estrelas
ou quando lemos algum
documentário da NASA
sobre a grandiosidade do
Universo,
ficamos curiosos e
queremos saber mais.
Talvez estejamos querendo
saber
de onde viemos.
Vale a pena conhecer
um pouco mais
sobre o Céu, porque, com
certeza,
está lá nossa futura
Pátria.
Olhamos para o Céu com
curiosidade,
porque ele nos atrai,
cativa,
acena e convida
para aproximar-nos dele.
Cada vez mais voltamos
nossos olhares,
nossas pesquisas, nossos interesses
para cima,
porque há algo mais
que nossas capacidades
mentais
possuem poder para
conhecer.
Há algo mais
além do que nossos olhos
ainda não veem.
Há algo mais
para lá do que nossos sentimentos sentem.
Há algo mais
que a fé diz existir
e que ainda nos escapa.
Há algo em nós
que é sobrenatural,
e que nos ultrapassa
e que esconde ‘algo’.
Há algo mais que nos provoca,
atraindo-nos e nos chama
e nos deixa ansiosos.
O que é desconhecido
quer se fazer conhecido.
O que nos mantém presos e
inseguros
é a sensação do
despreparo.
Se nos sentimos
despreparados
é porque não nos
conhecemos o suficiente.
Receamos conhecer o
desconhecido
que promete mais,
e nos acostumamos com o
conhecido
que não nos realiza.
Em cada um de nós
existem possibilidades
desconhecidas,
ainda dormindo.
Abrir-se ou aventurar-se
no campo do infinito
é a maior de todas as
ambições humanas.
É uma aventura, quase um
escape,
um querer fugir do mundo
pequeno.
É uma revolta
contra tudo aquilo que não
preenche,
não completa, não realiza
e deixa um sutil
sentimento
de frustração.
Abrir-se para o infinito
é um ato de coragem, de
rebeldia,
em querer romper
as fronteiras e os
limites.
É querer acordar e vivenciar
os melhores valores
que temos à nossa disposição.
Estes valores,
vivenciados,
provam a existência do Céu,
porque as perfeições nos
atraem.
O infinito faz cócegas no
finito.
Desperta a curiosidade.
Abre as portas para
esperanças novas.
Somos, cada um é
um mistério para si mesmo.
Sou o mais completo,
complexo
e complicado ser da
criação.
Experimento limitações.
Mas as limitações não me
fecham
em uma prisão sem saída.
Limitações não são obstáculos
intransponíveis.
Temos ideais mais altos
e mais fortes do que somos.
Temos sonhos infinitos
que querem alargar os
limites
do que sabemos e
experimentamos.
Nossa fragilidade humana apenas
limita
os poderes eternos,
desconhecidos,
que existem em nós.
O que há de finito em nós,
serve de copo para
recepcionar o infinito
que quer vir até nós,
despertar-nos,
acordar-nos.
O infinito cabe aqui,
dentro de mim?
Cabe sim,
vazando, escapando,
mas ficam as sobras que
satisfazem.
Quão pequeno somos,
quase incapazes,
mas teimosos e esperançosos,
tentamos fazer caber
dentro das nossas
limitações,
“o maior”, o imenso, o
infinito.
Há de caber o que
não posso conter?
Se não couber todo, há de
vazar.
Mais mérito há de ser
assim,
do que manter vazio
um espaço criado
para recepcionar o
infinito.
Eneas Paulo
Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com 41 98854 5166
Leia outros textos no meu
blog
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Atualizado e publicado no
Blog e no FACE em 21/11/2025
Publicado com o título: 32 Desafiados pelo infinito. Publicado no Blog Heipo em 12/03/2014. Depois em 2016. Hoje, atualizado e pub de novo no Blog e no FACE em 21 11 2025 e 22 11 2025 1054 e 1055.

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