terça-feira, 3 de janeiro de 2017

375.- Responsabilidade e política. Alguém tem que ser responsabilizado.




A pessoa humana está equipada com muitas 
ou com todas as capacidades necessárias 
para exercer sua maneira 
de ser eficaz no planeta Terra.

       Podem gerar filhos e continuar a espécie.

       Pela capacidade racional e criatividade, 
pode construir ferramentas, máquinas e robôs. 
Estuda, pesquisa, faz experiências, 
aperfeiçoa as ciências exatas.

       Pela sua capacidade de manusear, 
pode modificar as feições da natureza, 
transformando-a e embelezando-a.

       Encontramos problemas, limites e barreiras, 
mas conseguimos sempre, superá-las.
      
       Os problemas que ainda persistem na humanidade 
são gerados pela desobediência 
aos princípios e valores da fraternidade e igualdade, 
justiça e verdade.

OS desequilíbrios sociais são consequências 
do poder ganancioso e pela cobiça desenfreada 
de pessoas não preparadas, não esclarecidas, 
não formadas pelos ideais da fraternidade, 
da justiça, da igualdade e bondade fundamental 
que a própria natureza, a criação toda testemunha.  

A falta de paz na Terra 
tem explicação pela interpretação fanática 
de princípios religiosos 
e por interesses de partidos políticos,
com interesses egoísticos e mesquinhos.

Os políticos tem poder, 
e cobram responsabilidades 
do povo.
O povo não tem poder 
para cobrar as responsabilides dos políticos. 

       Considerando que somos criaturas 
feitas à Imagem e Semelhança com nosso Deus e Pai, 
fomos criados e colocados neste planeta Terra 
com todas as condições e qualidades necessárias 
para viver bem.

Temos toda infraestrutura 
e tudo o que necessitamos 
para viver em paz e abundancia de bens. 
Basta disponibilizar para os outros 
o que temos de bom.

Temos sobrevivido também, 
porque somos equipados para sobreviver.

       O que é que está errado ainda, 
pois que ainda não nos comportamos 
como irmãos?

       Ainda não buscamos a prática da justiça, 
a igualdade, o bem comum, e a verdade,
como objetivo primeiro da humanidade.

       Em muitos lugares da Terra 
ainda impera a lei da sobrevivência, 
a lei do egoísmo, a lei do mais rico, 
a lei do mais poderoso.

       Ainda descriminamos, rejeitamos, 
exploramos e ignoramos as pessoas 
que ainda não alcançaram o mesmo nível 
espiritual, cultural e social.

       Já sabemos o que é certo 
e o que é errado.

       Já sabemos onde estamos errando: 
o sistema de saúde não está atendendo 
a necessidade fundamental da pessoa humana. 

O custo do plano de saúde é alto. 
Remédios são caros. 
O atendimento pelo INSS 
é demorado e impotente.

       O sistema econômico financeiro, 
fundamentado no dinheiro, 
beneficia quem tem muito dinheiro 
e prejudica quem tem pouco. 

As classes sociais 
são classificadas e divididas pelo dinheiro. 

As pessoas são tratadas diferentemente, 
se tem ou não dinheiro.

       A Educação tem que ser paga. 
Custa dinheiro.

       A religião sobrevive a custa de dízimo, 
de coletas, de doações. 

E sobra recursos. Os templos, as Igrejas, 
as construções são enormes. 

Igrejas e templos estão cada vez mais vazios. 

Os seminários, 
local de preparação de futuros sacerdotes 
e religiosos estão cada vez mais vazios. 

Lá dentro poderiam estar morando muita gente. 
A comunidade onde estes seminários existem 
poderiam sustentar estes novos moradores, 
os imigrantes, os exilados, os expatriados.  

       O sistema jurídico anda a passos de tartaruga 
e com os olhos da verdade vendados. 

Processos em andamento se resolvem 
se houver propina para apressar o andamento e a finalização, 
ou propina para alongar o prazo e prescrever. 

Que vergonha deveriam ter os magistrados do poder. 
Que falta de vergonha aprovar aumentos, (para sua classe),
ajuda de custo para moradia, 
subsídios para creche, educação.

Que injustiça justificada.

Que sabedoria destronada.

       E as aposentadorias pelo INSS, 
dos trabalhadores que trabalharam cinquenta anos, 
é uma piada de mal gosto, humor negro.

Onde, na constituição do Brasil, 
está escrito igualdade de direitos para todos? 

É lei para inglês ver e para os brasileiros esquecerem.

       E os políticos, para que servem? 
Servem-se do povo. 
Exploram o povo e fazem leis só para benefício próprio. 

Trabalham cinco anos e já estão aposentados. 
Duas ou três aposentadorias. Que vergonha. 
E desfilam na cidade com ares de senhores, 
doutores da lei, hipócritas.

Quem lhes deu tal poder?

De quem é a responsabilidade 
para que o Brasil ou o mundo esteja assim, 
rastejando, implorando comida, casa para morar, 
justiça para comemorar, saúde para viver?

Sim, a classe política toda é responsável 
pela situação em que o mundo (Brasil) se encontra. 

São eles, que delegamos
para serem nossos representantes 
e resolverem nossos problemas.

A classe política toda, não escapa um só político, 
são responsáveis.

A incompetência desta classe 
demonstra falta de educação, 
de formação para exercer tal poder, 
tal responsabilidade.

       Os maiores culpados pela demora 
na evolução da humanidade são os políticos. 

Eles atrasam a chegada do futuro. 

Eles são os responsáveis 
pela manutenção do subdesenvolvimento.
são reesponsáveis pelo aumento da pobreza no mundo. 
São responsáveis pelo desemprego, 
pelo aumento da violência, 
pela falta de saneamento básico, 
pela incompetência da saúde e da educação. 

Quantos recursos destinados 
para atender as necessidades básicas da população, 
desviados através de meios corruptos, 
para atender à mordomias e enriquecimento ilícito. 

A ganancia é insaciável. Não tem limites.

Cadê o bem comum?

Onde está vossa inteligência?

– A cobiça cega os olhos.

A cobiça
incha de orgulho seus pulmões.

A ganância
rouba-lhes o bom senso,
o discernimento.

Que vergonha nada.

- E nós, o povão, nos acovardamos, nos calamos
mesmo tendo direitos adquiridos.

Que injustiça ignorante.

       Pesquisando o termo “política” 
no Dicionário de Filosofia, 
encontramos várias definições 
que são campos vastíssimos de ação, 
próprias de quem ocupa o cargo de político. 

Coloco o que li nas entrelinhas.

       - Doutrina do direito e da moral
Estudo e aplicação do que é o bem e o bem supremo, 
o que é justo e o que é injusto. 
Cada cidadão deve aprender e respeitar estas leis. 
E o estado deve dar condições 
para que cada cidadão possa estudar 
e saber sobre bondade e justiça.

       - Teoria do Estado
Os políticos devem perguntar-se: 
Qual é a ciências mais apta 
a responder aos ideais do povo? 
O estado tem o poder e o dever, quase absoluto, 
de proporcionar oportunidades 
para a conquista dos ideais, 
dos nobres ideais de cada cidadão.  

       - A arte ou a ciência do governo
É grande o desnível entre o que cada um sonha ser 
e as oportunidade que o governo proporciona a cada cidadão. 
O bem do Estado ou dos que representam o Estado 
não podem ter seus direitos diferentes dos direitos dos cidadãos, 
caso contrário não seria arte e sim, 
abuso de autoridade e hipocrisia.
      
      Uma das afirmações mais famosas 
sobre a política foi dita por Immanuel Kant (1724-1804):
 “A honestidade é a melhor política”.

       Finalizando, perguntamos, 
se a verdade e a honestidade 
possuem cadeira na política hoje?

       Se não tem, 
então devemos demitir todos os políticos.

Quem tem o poder de eleger,
tem o poder de demitir. 

Responsabilidades iguais, direitos iguais. 


      
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 03/01/2017
Atualizado em 12/04/2026
eneaspb@gmail.com  -  41 98854 5166


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