domingo, 1 de janeiro de 2017

374.- Ano Novo. Um plano “B” para este novo ano.



Recusei-me a ficar sentado diante da televisão nestes dois últimos dias, e ficar escutando e assistindo, em todos os canais, a retrospectiva de 2016.

Todas as notícias do ano já foram depositadas em meu consciente e foram parar no meu inconsciente, provocando medo, tristeza, pessimismo e insegurança, sentimentos que não gostamos de carregar.  

Hoje, dia 31 de dezembro, avaliei-me positivamente, pois, eis-me aqui, olhando para o filme da minha vida nestes últimos trezentos e sessenta e cinco dias, e, com base no vivido, quero mudanças em minha vida, quero otimismo, quero evoluir, crescer, melhorar. Não quero permanecer no time dos desanimados, dos derrotados, dos pessimistas. Esse pessimismo contagia quem dele chega perto.


Convém criar e construir um plano B

para investir e viver daqui para a frente.

 

Porque permitimos 

que existam ervas daninhas 

nos jardins da nossa vida? 

 

Ervas daninhas e o joio

prejudicam as flores,

e perdemos o perfume

que nos inspiram.

 

Se descuidamos das flores,

as urtigas proliferam. 

 

Se descuidamos das flores,

aparecem os besouros, 

zunindo, voando rasteiro 

querendo pousar

em nossas cabeças. 

 

Não, não queremos tais intrusos

em nossos jardins.

 

Discernimento

é a ferramenta

para separar, distinguir,

defender-se e argumentar. 

 

Zum zum para lá, zum zum para cá

e as notícias ruins provocam em nós

- a redução da baixa estima,

o rebaixamento do bom humor,

- a banalização da sacralidade da vida,

- a redução da sensibilidade

diante do sofrimento das pessoas,

a perda do entusiasmo pela vida,

- a dificuldade em esperar coisas boas

das pessoas e dos políticos,

- a apatia diante dos valores,

- o atrofiamento das capacidades

da admiração,

- a perda da curtição da arte. 

 

A cultura da violência 

gera medo e insegurança. 

 

Afastam as pessoas umas das outras,

Porque a desconfiança cria divisões

e afasta uns dos outros.  

 

O veneno 

espalhado pelos meios de comunicação 

atinge a sacralidade da vida,

pois que, divulgam quase tão somente

notícias de morte, violência, destruição,

traições.

 

Toda a humanidade

corre o risco da contaminação.

 

De tanto pensar e estar

em constante contato

com estas más notícias

acabamos por adotar

uma filosofia de vida pessimista.

 

E quando nos encontramos

com outras pessoas,

a única coisa que sabemos falar

é lamentar e criticar. 

 

Estamos quase nos afogando

em meio a tanto lixo,

avalanche de notícias ruins,

violências e pessimismo social,

político e financeiro. 

 

A visão de mundo

que os meios de comunicação

deveriam semear,

divulgar e propagar

são aqueles que mostram

a nobreza, a fineza, a sacralidade,

e a dignidade das pessoas. 

 

Deveriam ser levadas a público,

todo dia, toda hora,

na hora nobre dos jornais,

história e testemunhos

de superação de vida;

projetos de solidariedade;

criatividade e invenções

em prol da humanidade. 

 

Bondade 

gera bondade. 

 

E hora de aparecer em cena

o Magayver, aquele artista de TV

que entrava em cada confusão

e resolvia todos os problemas,

sempre encontrando uma saída

com apenas um canivete multifuncional,

 alguns pregos, pedaços de paus ou de ferros. 

 

O Magayver apareceu sugerindo

que escolhêssemos um Plano B

para resolvermos juntos,

os problemas de cada membro da nossa família,

de cada um dos desempregados,

do condomínio, do bairro

e deste vasto Brasil. 

 

Convém fazer a leitura

da situação em que cada um de nós

se encontra, e planejar o Plano B,

não só para cada um,

mas para todos nossos parentes,

amigos, vizinhos e desconhecidos. 

 

Sobreviver é preciso. 

 

As ameaças

sopram de todos os lados. 

Sobreviver se tornou a meta

de muita gente.

 

Como proteger-nos?

Como vamos vencer

estes próximos trezentos

e sessenta e cinco dias

deste novo ano? 

 

Necessitaremos de capacete, escudos,

estratégias, renuncias a prazeres lícitos,

parar, pensar, fazer silêncio,

exercitar as capacidades físicas e mentais,

ler livros, escolher alguns amigos

que vivam próximos

para que nos encontremos

e dialoguemos sobre possibilidades. 

 

Não podemos ficar expostos e vulneráveis.

Convém preservar os ideais,

valores recebidos dos nossos pais,

colocar em prática

as capacidades aperfeiçoadas.

 

Não podemos ser surpreendidos

pelas estratégias

dos que querem nos usar

como consumidores insatisfeitos. 

 

Não é contra as pessoas 

que devemos lutar. 

 

É a favor do bem, da bondade. 

As pessoas são, na sua essência, boas. 

 

O Apóstolo São Paulo avisou-nos

na Epístola ao Efésios, 6,12,

que a nossa luta

não é contra a carne,

contra as pessoas,

mas contra os espíritos do mal

que se encarnam nas pessoas

sem o discernimento

que o Espírito Santo delega. 

 

A nossa luta é contra o mal, 

contra as forças do mal. 

 

Os resultados dos nossos esforços

devem ser focados contra os defeitos,

os desequilíbrios, as doenças,

não contra as pessoas. 

 

A estratégia

é fazer com que estas pessoas

que se comportam com espírito ruim,

que percebam que elas também são boas,

mas que estão sob a influência

dos maus espíritos. 

 

Pessoas difíceis

são aquelas que mais precisam ser amadas

para conseguirem forças

para vencer seus desequilíbrios,

suas limitações, seus medos,

seus complexos. 

 

O projeto universal

é a promoção da pessoa humana

 para o seu nível de dignidade,

não de exploração, discriminação,

rejeição ou eliminação. 

 

Somos iguais. 

Somos todos irmãos. 

 

Alguns já alcançaram este nível, 

outros, ainda não. 

 

Para tanto, convém elaborar um plano B

de manutenção e promoção constante,

um plano B, distinto, competente,

diferente, eficaz,

capaz de nos levar com coragem

e destemidos diante do Plano A

que os espíritos do mal,

encarnados nos poderosos deste mundo

planejaram contra nós neste novo ano. 

 

Vamos expor e avaliar

algumas estratégias do Plano B,

que convém ser pesquisadas, estudadas,

desenvolvidas e aplicadas por cada um de nós:  

 

1 - Conhecer o ego que tanto nos prejudica,

simplesmente porque não o conhecemos suficientemente.

Conhecê-lo para que ele nos ajude

em vez de prejudicar-nos.

 

Cada um tem que ser

o dirigente da própria vida

e não explorado pelos outros.

 

Eu escolho o que me convém.

 

Você escolhe o que te convém

e te torna melhor.


2 – Acordar, despertar e ativar a consciência.

Pertence à essência da consciência,

a possibilidade auto apreensão,

de auto percepção.

 

Despertá-la,

aperfeiçoá-la

para que esteja sempre a guiar

as decisões definitivas.

O que há de mais elevado em nós

não pode permanecer estacionado,

anestesiado ou inativo.

 

Há algo sublime, nobre, sagrado

em cada um de nós que necessita ser preservado,

sem o risco de ser corrompido.

 

Algo que nos mantenha

acima de todas as amarras,

de todas as armadilhas,

de todas as banalidades traiçoeiras

que insistem em nos manter

longe da nossa original criação e finalidade.

 

É a consciência desperta

que salva e preserva

nossa integridade e irmandade

com todas as criaturas boas do universo.

 

É a consciência ativa

que nos mantém autônomos e independentes,

como parte importante e necessária

dentro do campo da vida,

testificando que somos mais do que aparentamos.

 

É a consciência o nosso ponto de apoio,

a base da nossa liberdade,

a certeza da liberdade pessoal,

e não nos permite aceitar

qualquer tipo de opressão

ou exploração do que somos.

 

A consciência permite-nos

observar a nós mesmos,

como observador e observado

simultaneamente.

 

A consciência ativa

permite-nos perceber

que somos capazes de distinguir o bem do mal,

o que nos beneficia e nos prejudica,

o que recusamos e o que escolhemos.

 

A consciência desperta

é que permite adivinhar,

descobrir e degustar o mistério,

o segredo, o valor, a mensagem

que está dentro das coisas.

 

A consciência desperta

admite e consegue ler o que é invisível.

 

É a consciência viva, ativa, desperta,

vigilante e atenta

ao significado dos acontecimentos presentes,

 passados e futuros

que nos mantém livres de todas as limitações

e abre-nos para além de qualquer fronteira,

para além das leis físicas determinantes.

 

É a consciência ativa

que permite-nos ler

o que as palavras não conseguem

e decifrar o que está escrito

nas entrelinhas do alfabeto do Criador.  

 

3 – Envolver-nos com a literatura

sobre a física e a mística quântica aplicada

no dia a dia nos nossos relacionamentos invisíveis,

unificando tudo e todos na dinâmica do amor.

 

Em cada gesto ou ação benéfica que façamos

dentro da nossa casa, onde estivermos,

há um fundo musical benéfico

envolvendo todas as criaturas do Universo.

 

O esforço a ser feito

será para direcionar

todas as nossas faculdades

para a sintonia fina,

para a nobreza,

as finezas do comportamento humano,

artístico, beirando a perfeição. 

 

 

4 – A estratégia dos exploradores

é manter os menos avisados

dentro da visão de mundo horizontal e materialista,

onde tudo gira em torno dos limites

e fronteiras do mundo visível.

 

Neste novo ano (de 2017), o Plano B sugere

ativar o senso crítico, o discernimento,

para escapar das armadilhas do Plano A.

 

O Plano B em execução

pretende explorar os caminhos

da profundidade e da verticalidade.

 

Por baixo e por cima

os exploradores são fracos.

 

É por aqui que vamos aperfeiçoar nossas forças.

Convém a todos nós, melhorar o desempenho

nas dimensões mais realizadoras. 

 

5 – Todo mundo anda atrás do dinheiro,

rendendo-lhe culto,

prestando-lhe serviços desgastantes,

estressantes e despersonalizantes.

 

A preocupação exagerada pelo dinheiro

torna-nos escravos e infelizes,

sacrificando o que de melhor existe em nossa vida,

que é a boa energia, saudável, alegre, entusiasta

que pode ser disponibilizada e direcionada

para ações gratuitas

em favor de muitas pessoas

necessitadas de melhores condições de vida,

de paz e tranquilidade que tanto prezamos.

 

Estas atitudes

produzem em nós aqueles sentimentos

que dão sentido à vida

e trazem os sentimentos de realização.

 

A mais limpa e perfeita felicidade

origina-se da necessidade de sentir-se útil. 

 

6 – O Reino do Deus Pai não é deste mundo.

O Jesus Cristo mostrou que o orgulho

não leva a lugar nenhum.

 

A humildade

é o meio de aproximação mais eficaz.

 

Na Terra vivemos a dimensão horizontal,

enxertada com a visão vertical.

 

A dinâmica do Reino de Deus na Terra

foi implantada pelo filho do Deus Pai,

Criador dos céus e da Terra,

portanto convém conhecer o Jesus Cristo

e imitá-lo para termos êxito

nos nossos empreendimento.

 

Com essa verdade e motivação

viveremos os princípios da transcendência,

conquistando a imortalidade. 

 

7. Unidade. A união faz a força.

Ninguém vai a lugar algum sozinho.

 

Estar preparado é estar amparado,

sustentado, acompanhado por alguém.

 

Só a união faz a força.

 

Monte um grupo, um time,

uma equipe de pessoas,

próxima à sua casa.

 

Reunam-se frequentemente,

pelo menos uma vez por semana.

 

Coloquem seus problemas na mesa.

Dialoguem sobre eles. Procurem soluções juntos. 

 

Ainda teremos outras estratégias

para dar continuidade a este projeto.

 

Atualizaremos no momento oportuno. 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

 

Atualizado em 03/01/2017

Atualizado em 24/07/2024

 

Publicado no blog Heipo World 

e no Facebook em 01/01/2017.

 

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