Recusei-me a ficar sentado diante da televisão nestes dois últimos dias, e ficar escutando e assistindo, em todos os canais, a retrospectiva de 2016.
Todas as notícias do ano já foram depositadas em meu consciente e foram parar no meu inconsciente, provocando medo, tristeza, pessimismo e insegurança, sentimentos que não gostamos de carregar.
Hoje,
dia 31 de dezembro, avaliei-me positivamente, pois, eis-me aqui, olhando para o
filme da minha vida nestes últimos trezentos e sessenta e cinco dias, e, com
base no vivido, quero mudanças em minha vida, quero otimismo, quero evoluir,
crescer, melhorar. Não quero permanecer no time dos desanimados, dos
derrotados, dos pessimistas. Esse pessimismo contagia quem dele chega perto.
Convém criar e construir um plano B
para
investir e viver daqui para a frente.
Porque
permitimos
que
existam ervas daninhas
nos
jardins da nossa vida?
Ervas
daninhas e o joio
prejudicam
as flores,
e
perdemos o perfume
que
nos inspiram.
Se
descuidamos das flores,
as
urtigas proliferam.
Se
descuidamos das flores,
aparecem
os besouros,
zunindo,
voando rasteiro
querendo
pousar
em
nossas cabeças.
Não,
não queremos tais intrusos
em
nossos jardins.
Discernimento
é
a ferramenta
para
separar, distinguir,
defender-se
e argumentar.
Zum
zum para lá, zum zum para cá
e
as notícias ruins provocam em nós
-
a redução da baixa estima,
o
rebaixamento do bom humor,
-
a banalização da sacralidade da vida,
-
a redução da sensibilidade
diante
do sofrimento das pessoas,
a
perda do entusiasmo pela vida,
-
a dificuldade em esperar coisas boas
das
pessoas e dos políticos,
-
a apatia diante dos valores,
-
o atrofiamento das capacidades
da
admiração,
-
a perda da curtição da arte.
A
cultura da violência
gera
medo e insegurança.
Afastam
as pessoas umas das outras,
Porque
a desconfiança cria divisões
e
afasta uns dos outros.
O
veneno
espalhado
pelos meios de comunicação
atinge
a sacralidade da vida,
pois
que, divulgam quase tão somente
notícias
de morte, violência, destruição,
traições.
Toda
a humanidade
corre
o risco da contaminação.
De
tanto pensar e estar
em
constante contato
com
estas más notícias
acabamos
por adotar
uma
filosofia de vida pessimista.
E
quando nos encontramos
com
outras pessoas,
a
única coisa que sabemos falar
é
lamentar e criticar.
Estamos
quase nos afogando
em
meio a tanto lixo,
avalanche
de notícias ruins,
violências
e pessimismo social,
político
e financeiro.
A
visão de mundo
que
os meios de comunicação
deveriam
semear,
divulgar
e propagar
são
aqueles que mostram
a
nobreza, a fineza, a sacralidade,
e
a dignidade das pessoas.
Deveriam
ser levadas a público,
todo
dia, toda hora,
na
hora nobre dos jornais,
história
e testemunhos
de
superação de vida;
projetos
de solidariedade;
criatividade
e invenções
em
prol da humanidade.
Bondade
gera
bondade.
E
hora de aparecer em cena
o
Magayver, aquele artista de TV
que
entrava em cada confusão
e
resolvia todos os problemas,
sempre
encontrando uma saída
com
apenas um canivete multifuncional,
alguns pregos, pedaços de paus ou de
ferros.
O
Magayver apareceu sugerindo
que
escolhêssemos um Plano B
para
resolvermos juntos,
os
problemas de cada membro da nossa família,
de
cada um dos desempregados,
do
condomínio, do bairro
e
deste vasto Brasil.
Convém
fazer a leitura
da
situação em que cada um de nós
se
encontra, e planejar o Plano B,
não
só para cada um,
mas
para todos nossos parentes,
amigos,
vizinhos e desconhecidos.
Sobreviver
é preciso.
As
ameaças
sopram
de todos os lados.
Sobreviver
se tornou a meta
de
muita gente.
Como
proteger-nos?
Como
vamos vencer
estes
próximos trezentos
e
sessenta e cinco dias
deste
novo ano?
Necessitaremos
de capacete, escudos,
estratégias,
renuncias a prazeres lícitos,
parar,
pensar, fazer silêncio,
exercitar
as capacidades físicas e mentais,
ler
livros, escolher alguns amigos
que
vivam próximos
para
que nos encontremos
e
dialoguemos sobre possibilidades.
Não
podemos ficar expostos e vulneráveis.
Convém
preservar os ideais,
valores
recebidos dos nossos pais,
colocar
em prática
as
capacidades aperfeiçoadas.
Não
podemos ser surpreendidos
pelas
estratégias
dos
que querem nos usar
como
consumidores insatisfeitos.
Não
é contra as pessoas
que
devemos lutar.
É
a favor do bem, da bondade.
As
pessoas são, na sua essência, boas.
O
Apóstolo São Paulo avisou-nos
na
Epístola ao Efésios, 6,12,
que
a nossa luta
não
é contra a carne,
contra
as pessoas,
mas
contra os espíritos do mal
que
se encarnam nas pessoas
sem
o discernimento
que
o Espírito Santo delega.
A
nossa luta é contra o mal,
contra
as forças do mal.
Os
resultados dos nossos esforços
devem
ser focados contra os defeitos,
os
desequilíbrios, as doenças,
não
contra as pessoas.
A
estratégia
é
fazer com que estas pessoas
que
se comportam com espírito ruim,
que
percebam que elas também são boas,
mas
que estão sob a influência
dos
maus espíritos.
Pessoas
difíceis
são
aquelas que mais precisam ser amadas
para
conseguirem forças
para
vencer seus desequilíbrios,
suas
limitações, seus medos,
seus
complexos.
O
projeto universal
é
a promoção da pessoa humana
para o seu nível de dignidade,
não
de exploração, discriminação,
rejeição
ou eliminação.
Somos
iguais.
Somos
todos irmãos.
Alguns
já alcançaram este nível,
outros,
ainda não.
Para
tanto, convém elaborar um plano B
de
manutenção e promoção constante,
um
plano B, distinto, competente,
diferente,
eficaz,
capaz
de nos levar com coragem
e
destemidos diante do Plano A
que
os espíritos do mal,
encarnados
nos poderosos deste mundo
planejaram
contra nós neste novo ano.
Vamos
expor e avaliar
algumas
estratégias do Plano B,
que
convém ser pesquisadas, estudadas,
desenvolvidas
e aplicadas por cada um de nós:
1
- Conhecer o ego que tanto nos prejudica,
simplesmente
porque não o conhecemos suficientemente.
Conhecê-lo
para que ele nos ajude
em
vez de prejudicar-nos.
Cada
um tem que ser
o
dirigente da própria vida
e
não explorado pelos outros.
Eu
escolho o que me convém.
Você
escolhe o que te convém
e te torna melhor.
2
– Acordar, despertar e ativar a consciência.
Pertence à essência da consciência,
a possibilidade auto apreensão,
de auto percepção.
Despertá-la,
aperfeiçoá-la
para
que esteja sempre a guiar
as
decisões definitivas.
O
que há de mais elevado em nós
não
pode permanecer estacionado,
anestesiado
ou inativo.
Há
algo sublime, nobre, sagrado
em
cada um de nós que necessita ser preservado,
sem
o risco de ser corrompido.
Algo
que nos mantenha
acima
de todas as amarras,
de
todas as armadilhas,
de
todas as banalidades traiçoeiras
que
insistem em nos manter
longe
da nossa original criação e finalidade.
É
a consciência desperta
que
salva e preserva
nossa
integridade e irmandade
com
todas as criaturas boas do universo.
É
a consciência ativa
que
nos mantém autônomos e independentes,
como
parte importante e necessária
dentro
do campo da vida,
testificando
que somos mais do que aparentamos.
É
a consciência o nosso ponto de apoio,
a
base da nossa liberdade,
a
certeza da liberdade pessoal,
e
não nos permite aceitar
qualquer
tipo de opressão
ou
exploração do que somos.
A
consciência permite-nos
observar
a nós mesmos,
como
observador e observado
simultaneamente.
A
consciência ativa
permite-nos
perceber
que
somos capazes de distinguir o bem do mal,
o
que nos beneficia e nos prejudica,
o
que recusamos e o que escolhemos.
A
consciência desperta
é
que permite adivinhar,
descobrir
e degustar o mistério,
o
segredo, o valor, a mensagem
que
está dentro das coisas.
A
consciência desperta
admite
e consegue ler o que é invisível.
É
a consciência viva, ativa, desperta,
vigilante
e atenta
ao
significado dos acontecimentos presentes,
passados e futuros
que
nos mantém livres de todas as limitações
e
abre-nos para além de qualquer fronteira,
para
além das leis físicas determinantes.
É
a consciência ativa
que
permite-nos ler
o
que as palavras não conseguem
e
decifrar o que está escrito
nas
entrelinhas do alfabeto do Criador.
3
– Envolver-nos com a literatura
sobre
a física e a mística quântica aplicada
no
dia a dia nos nossos relacionamentos invisíveis,
unificando
tudo e todos na dinâmica do amor.
Em
cada gesto ou ação benéfica que façamos
dentro
da nossa casa, onde estivermos,
há
um fundo musical benéfico
envolvendo
todas as criaturas do Universo.
O
esforço a ser feito
será
para direcionar
todas
as nossas faculdades
para
a sintonia fina,
para
a nobreza,
as
finezas do comportamento humano,
artístico,
beirando a perfeição.
4
– A estratégia dos exploradores
é
manter os menos avisados
dentro
da visão de mundo horizontal e materialista,
onde
tudo gira em torno dos limites
e
fronteiras do mundo visível.
Neste
novo ano (de 2017), o Plano B sugere
ativar
o senso crítico, o discernimento,
para
escapar das armadilhas do Plano A.
O
Plano B em execução
pretende
explorar os caminhos
da
profundidade e da verticalidade.
Por
baixo e por cima
os
exploradores são fracos.
É
por aqui que vamos aperfeiçoar nossas forças.
Convém
a todos nós, melhorar o desempenho
nas
dimensões mais realizadoras.
5
– Todo mundo anda atrás do dinheiro,
rendendo-lhe
culto,
prestando-lhe
serviços desgastantes,
estressantes
e despersonalizantes.
A
preocupação exagerada pelo dinheiro
torna-nos
escravos e infelizes,
sacrificando
o que de melhor existe em nossa vida,
que
é a boa energia, saudável, alegre, entusiasta
que
pode ser disponibilizada e direcionada
para
ações gratuitas
em
favor de muitas pessoas
necessitadas
de melhores condições de vida,
de
paz e tranquilidade que tanto prezamos.
Estas
atitudes
produzem
em nós aqueles sentimentos
que
dão sentido à vida
e
trazem os sentimentos de realização.
A
mais limpa e perfeita felicidade
origina-se
da necessidade de sentir-se útil.
6
– O Reino do Deus Pai não é deste mundo.
O
Jesus Cristo mostrou que o orgulho
não
leva a lugar nenhum.
A
humildade
é
o meio de aproximação mais eficaz.
Na
Terra vivemos a dimensão horizontal,
enxertada
com a visão vertical.
A
dinâmica do Reino de Deus na Terra
foi
implantada pelo filho do Deus Pai,
Criador
dos céus e da Terra,
portanto
convém conhecer o Jesus Cristo
e
imitá-lo para termos êxito
nos
nossos empreendimento.
Com
essa verdade e motivação
viveremos
os princípios da transcendência,
conquistando
a imortalidade.
7.
Unidade. A união faz a força.
Ninguém
vai a lugar algum sozinho.
Estar
preparado é estar amparado,
sustentado,
acompanhado por alguém.
Só
a união faz a força.
Monte
um grupo, um time,
uma
equipe de pessoas,
próxima
à sua casa.
Reunam-se
frequentemente,
pelo
menos uma vez por semana.
Coloquem
seus problemas na mesa.
Dialoguem
sobre eles. Procurem soluções juntos.
Ainda
teremos outras estratégias
para
dar continuidade a este projeto.
Atualizaremos
no momento oportuno.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com
Atualizado
em 03/01/2017
Atualizado
em 24/07/2024
Publicado no blog Heipo World
e no Facebook em 01/01/2017.
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