domingo, 12 de janeiro de 2020

702.- Alma. Buscando o que perdemos ou o que nos falta.




A gente vai se conhecendo melhor

prestando atenção

no que pensamos,

perguntamos

e buscamos.



Toda nossa vida

define-se pela busca.



Busca de um alguém

para viver juntos

e compartilhar

tudo o que for possível.



Busca de trabalho,

e realização profissional.



Buscamos a realização pessoal.



Buscamos

o que nos falta.



Buscamos

o que vai nos completando.



Será que perdemos algo,

enquanto caminhávamos

e vivíamos nossos dias?



Ou será que,

à medida em que os dias passam,

vamos acoplando, aperfeiçoando

o que já somos?



O que fica bem claro

é que no fundo

estamos sempre em busca

de conhecimento,

do mundo externo,

e de nós mesmos,

em busca da nossa identidade,

em busca da nossa alma.



Será então que nascemos incompletos?



Ou nascemos com tudo o que precisávamos

e aos poucos fomos perdendo

ou trocando nossa identidade original

por peças e valores ilusórios?



Será que fomos enganados?



Não nascemos originais, perfeitos?



Porque então nos comportamos

como pessoas insatisfeitas

neste mundo?



Vamos montar esta reflexão

a partir da frase do poeta

e escritor Jorge Trevisol:

“... a sensação

de ter perdido

um pedaço

da nossa alma”.  

Livro: Labirintos da Alma, página 123.  

Jorge Trevisol.

Editora Vozes.



Se perdemos um pedaço da nossa alma,

o que nos resta fazer é decidir buscar

reencontrá-la e recompor

nosso ser original.



Quando crianças,

nos sentíamos inteiras.

Estávamos totalmente ali, 

presentes, no presente,

com corpo, alma e divindade.  



As sensações eram de inteireza,

pureza, inocência, transparência.



Toda criança

é uma alma visível,

unificada.



Com o despertar racional

deixamos de ser crianças,

e permitimos que a dualidade

começasse a fazer parte da nossa vida.



As primeiras decepções e frustrações

no campo dos relacionamentos e do afeto,  

criam dentro de nós a desconfiança

e o ego começa a semear em nossa alma

os mecanismos de defesa, julgamentos,

resistências, dúvidas e de medo,

e reduzimos o universo

ao tamanho do nosso egoísmo.  



A partir destas experiências perdemos

um pedaço original da nossa alma, inocente.



Comprove, lembrando como você se sente

diante de uma experiência amorosa,

afetiva, densamente vivida.



É uma experiência de completude,

de inteireza. Plenitude.



Recuperamos

a parte da alma,

que estava perdida,

quando amamos,

perdoamos,

nos doamos,

nos esquecemos,

nos sacrificamos por alguém.



O ego que foi nascendo em nós,

ocupou o espaço que o pedaço da alma perdeu.



Hoje, então,

dificilmente fazemos experiências unitivas,

porque o dualismo está implantado,

na terra fértil da nossa alma,  

como joio no meio do trigo.



A insatisfação que sentimos

é a dor da alma,

de não se sentir una.



É por isso que,

para que haja equilíbrio

em nossa personalidade

a busca da unidade,

da paz e da serenidade,

deve ser nosso principal objetivo.



Vamos todos juntos,

nos irmanar nesse projeto

de buscar o reencontro

com o pedaço da alma

que se perdeu

quando deixamos

de ser crianças.  



Tenho saudade

de quando minha alma

era inteira.



Não sabia, mas vivia da alma.

Eu estava na Fonte,

sem saber, e curtia.



Não sei agora,

se vou para frente

ou se volto lá

onde a Fonte

me nutria.



Vinha vindo

e perdi meu eu,

minha alma.



Retorno,

ao lar donde vim?



Ou prossigo,

abrindo caminho novo,

com as luzes que ainda restam

da parte da minha alma

que sobreviveu?



Continuo curtindo a saudade

de quando minha alma era inteira,

ou nos unimos

e montamos

um projeto

para recriarmos

a nossa alma,

de novo,

inteira?



Entre em contato comigo.

Vamos buscar juntos.

Montemos um grupo

de busca.




Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 12/01/2020

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