A
gente vai se conhecendo melhor
prestando
atenção
no
que pensamos,
perguntamos
e
buscamos.
Toda
nossa vida
define-se
pela busca.
Busca
de um alguém
para
viver juntos
e
compartilhar
tudo
o que for possível.
Busca
de trabalho,
e
realização profissional.
Buscamos
a realização pessoal.
Buscamos
o
que nos falta.
Buscamos
o
que vai nos completando.
Será
que perdemos algo,
enquanto
caminhávamos
e
vivíamos nossos dias?
Ou
será que,
à
medida em que os dias passam,
vamos
acoplando, aperfeiçoando
o
que já somos?
O
que fica bem claro
é
que no fundo
estamos
sempre em busca
de
conhecimento,
do
mundo externo,
e
de nós mesmos,
em
busca da nossa identidade,
em
busca da nossa alma.
Será
então que nascemos incompletos?
Ou
nascemos com tudo o que precisávamos
e
aos poucos fomos perdendo
ou
trocando nossa identidade original
por
peças e valores ilusórios?
Será
que fomos enganados?
Não
nascemos originais, perfeitos?
Porque
então nos comportamos
como
pessoas insatisfeitas
neste
mundo?
Vamos
montar esta reflexão
a
partir da frase do poeta
e
escritor Jorge Trevisol:
“...
a sensação
de
ter perdido
um
pedaço
da
nossa alma”.
Livro: Labirintos da Alma,
página 123.
Jorge Trevisol.
Editora Vozes.
Se
perdemos um pedaço da nossa alma,
o
que nos resta fazer é decidir buscar
reencontrá-la
e recompor
nosso
ser original.
Quando
crianças,
nos
sentíamos inteiras.
Estávamos
totalmente ali,
presentes,
no presente,
com
corpo, alma e divindade.
As
sensações eram de inteireza,
pureza,
inocência, transparência.
Toda
criança
é
uma alma visível,
unificada.
Com
o despertar racional
deixamos
de ser crianças,
e
permitimos que a dualidade
começasse
a fazer parte da nossa vida.
As
primeiras decepções e frustrações
no
campo dos relacionamentos e do afeto,
criam
dentro de nós a desconfiança
e
o ego começa a semear em nossa alma
os
mecanismos de defesa, julgamentos,
resistências,
dúvidas e de medo,
e
reduzimos o universo
ao
tamanho do nosso egoísmo.
A
partir destas experiências perdemos
um
pedaço original da nossa alma, inocente.
Comprove,
lembrando como você se sente
diante
de uma experiência amorosa,
afetiva,
densamente vivida.
É
uma experiência de completude,
de
inteireza. Plenitude.
Recuperamos
a
parte da alma,
que
estava perdida,
quando
amamos,
perdoamos,
nos
doamos,
nos
esquecemos,
nos
sacrificamos por alguém.
O
ego que foi nascendo em nós,
ocupou
o espaço que o pedaço da alma perdeu.
Hoje,
então,
dificilmente
fazemos experiências unitivas,
porque
o dualismo está implantado,
na
terra fértil da nossa alma,
como
joio no meio do trigo.
A
insatisfação que sentimos
é
a dor da alma,
de
não se sentir una.
É
por isso que,
para
que haja equilíbrio
em
nossa personalidade
a
busca da unidade,
da
paz e da serenidade,
deve
ser nosso principal objetivo.
Vamos
todos juntos,
nos
irmanar nesse projeto
de
buscar o reencontro
com
o pedaço da alma
que
se perdeu
quando
deixamos
de
ser crianças.
Tenho saudade
de quando minha alma
era inteira.
Não sabia, mas vivia
da alma.
Eu estava na
Fonte,
sem saber, e curtia.
Não sei agora,
se vou para frente
ou se volto lá
onde a Fonte
me nutria.
Vinha vindo
e perdi meu eu,
minha alma.
Retorno,
ao lar donde vim?
Ou prossigo,
abrindo caminho novo,
com as luzes que
ainda restam
da parte da minha
alma
que sobreviveu?
Continuo curtindo a
saudade
de quando minha alma
era inteira,
ou nos unimos
e montamos
um projeto
para recriarmos
a nossa alma,
de novo,
inteira?
Entre em contato
comigo.
Vamos buscar juntos.
Montemos um grupo
de busca.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 12/01/2020

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