Por que você escreve sobre a alma?
Não
está perdendo tempo?
Não
está chovendo no molhado?
Quem
lê, quem se importa com a alma,
no
mundo em que vivemos?
Sem
alma,
é
como se vivêssemos
dentro
de uma gaiola,
com
asas,
e
impossibilitados
de
voar.
Veja
como estamos habituados
a
viver
sem
saber
que
existe uma alma
dentro
de nós,
pois
não a sentimos
e
nem a expressamos,
porque
não aprendemos,
não
lemos, não cultivamos
esta
alma que, em essência,
somos
nós,
a
verdadeira natureza espiritual,
imortal,
faminta, que nos habita,
proporcionando
significado
e
razões existenciais.
Vivemos
dentro
de uma realidade temporal,
escravizados
pela rotina,
imposta
pela cultura do materialismo,
pela
repetição de costumes e pensamentos,
que
nos afastam,
nos
alienam
dos
outros níveis de acesso,
mais
sutil,
finos,
delicados,
aperfeiçoados
pela
sensibilidade espiritual.
Os
valores essenciais ao nosso viver,
com
significado e entusiasmo,
não
estão lá fora,
na
exterioridade.
A
sabedoria milenar nos ensina
viver
a partir de dentro,
do
interior, da essência,
da
fonte, da alma.
Quando
uma angústia,
ou
ansiedade se manifesta,
comemos
demais, bebemos demais,
pensando
que a fome é do corpo,
mas
na realidade
é
a fome da alma
que
está se manifestando,
gritando
por alimentos,
nutrientes
de eternidade.
Não
se deixe enganar.
Acorde.
Descubra
e
perceba que é a sua alma
que
está insatisfeita,
com
fome.
É isso que sinto
ao ler a ansiedade,
as agitações, as
procuras,
a insatisfação das
pessoas,
no mundo de hoje.
Não
sabem
onde
encontrar respostas.
Onde
você procura
suavizar
ou preencher
o
vazio que há dentro de você?
Em
novelas, romances,
filmes,
jogos, conversas infrutíferas?
Procuram
em
lugares errados,
em
promessas e propagandas
que
te levam ao consumismo,
te
roubam o tempo, te levam
à
TV, Celular, diversões.
Nada
vai preencher o vazio
que
há dentro de você
a
não ser nutrientes eternos,
pois
a sua alma
está
faminta de eternidade.
Não
se iluda.
Não
deixe o teu ego dizer
onde
se encontram as respostas
que
alimentarão a sua verdadeira natureza.
Já
escrevi
que
você pode começar
a
resolver este problema
montando
um grupo de busca, de diálogo,
com
pessoas que sentem
esta
mesma sede que você sente.
Já
me ofereci para ajudar,
para
assessorar nos primeiros encontros.
Todas
as terças feiras, à noite,
nos
reunimos em meu apartamento,
com
oito pessoas, vizinhos, há doze anos,
e
partilhamos nossas visões de vida,
nossos
problemas, dificuldades,
tristezas,
insucessos,
esperanças,
sucessos e alegrias.
Então,
quando vai começar?
Aproveite
agora,
entrando
por um novo caminho,
verdadeiro,
duradouro,
com
novas amizades,
buscando
novos horizontes,
abertos,
promissores,
alimentadores
da alma insaciável,
que
nos habita.
Quando
é que você vai começar
a
fazer experiências de plenitude?
As
experiências,
as
escolhas,
que
o mundo te deu
já
te mostraram
a
incapacidade
de
te sentir mais satisfeito
com
o padrão da sua vida.
A
alma se alimenta
daquilo
que nos encanta,
dos
mistérios,
percebidos
nos momentos de silêncio
e
nos níveis de profundidade.
Essa
busca, diferente,
é
mais uma atitude de escuta,
de
atenção,
de
atender sussurros do coração
do
que curiosidade da mente.
Vamos,
levante-se.
Olhe para cima,
para a vastidão,
abra teus braços,
abrace a imensidão.
Receba as boas
energias
que circulam entre os
buscadores,
e numa atitude de
confiança e gratidão,
experimente
a satisfação
de alimentar a sua alma.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 14/01/2020

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