quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

704.- Eu. Não há nada tão desconhecido quanto o próprio eu.



Eu passo fome,
tenho sede.

Eu quero o verde,
a umidade.

Eu conheço a fonte,
e você teima,
resiste, desiste.

Eu mostro a luz.
Você quer sombras.

Você prefere
morar no deserto,
fincar raízes na areia.

Você sabe que existe a saúde,
o entusiasmo, a vida alegre.

Então meu ego, eu rebelde,
vamos para a floresta.



Eu e meu eu somos dois.

Um eu superior, cavalheiro,

sábio, altruísta e humilde,

verdadeiro, íntegro,

paciente,

perfeito.



E o outro eu superficial,

o eu falso, egocêntrico,

interesseiro, orgulhoso,

imaturo,

mentiroso, e por isso,

desequilibrado,

imperfeito.



Eus,

vivemos tão juntos,

e tão distantes,

ao mesmo tempo.



A meta, o objetivo,

o ideal na vida, é um só:

unir, ser uno, perfeito.



Como é bom viver em paz,

em harmonia, consigo mesmo,

em sintonia com as boas energias,

irmão, irmã fraterna de todas as criaturas. 



Desta paz,

desta harmonia consigo mesmo

deriva a paz e a harmonia

com as outras pessoas, e,

consequentemente,

com toda a sociedade,

com o mundo que nos rodeia

e com o universo distante.



Do desconhecimento de nós mesmos,

resultam o medo,

as ansiedades,

a depressão,

as doenças mentais,

a desconfiança,

raiva, inveja, 

e outros desequilíbrios.



Existem tantas ciências,

e a mais importante,

a que está dentro de nós,

ainda é tão desconhecida.



Basta sentir-se, observar-se,

para perceber,

como não sabemos lidar bem,

conosco mesmos,

e com as pessoas

que nos rodeiam.



Basta sentir as tensões,

os conflitos, as dúvidas,

as facilidades com que nos

desentendemos,

as dificuldades que temos

para resolver problemas

e para criarmos soluções.



Desconhecemos

as leis da simpatia

e da empatia.



Cultivamos e sofremos

as consequências desnecessárias

dos conflitos gerados pela antipatia.



Desconhecer-se a si mesmo

é a pior de todas as ignorâncias,

porque interfere

na nossa filosofia de vida,

e em todo relacionamento

com as outras pessoas,

com o mundo,

com o universo.



Uma pequena observação

baseada num pequeno teste.



Você se irrita,

se estressa facilmente?



Se sim, está aí a resposta.



Você não se conhece,

quase nada,

pois não tem domínio

sobre os teus instintos,

pensamentos

e sentimentos. 



Quem se conhece,

possui domínio

sobre si mesmo.



Faz escolhas.

Evita discussão

e desgastes.



Tem o ego sobre vigilância.

É prudente.

Fala pouco.

Escuta bastante.



É lento, silencioso, vagaroso.



Dá tempo para o raciocínio sugerir

a melhor resposta, verbal ou ativa.



Outra prova

de que você não se conhece quase nada

são os poucos livros que você leu,

e eventos que não participou:

cursos, palestras, retiros,  

sobre conhecimento de si mesmo.



A gente até pode ter

um relativo nível

de conhecimento de si mesmo

quando possui o hábito de refletir,

meditar, avaliar-se, corrigir-se,

após experiências negativas ou positivas

com outras pessoas,

diante de situações

desafiadoras da vida. 



E tem aqueles

que dizem que nasceram assim

e vão morrer assim.



Não implementam,

não acrescentam nada

no veículo que saiu assim de fábrica.



Esta forma de pensar

é muito cômoda e covarde,

pois que a dor que a alma sente

por desconhecer-se,

não dando vazão aos sonhos e ideais,

estaciona a pessoa

num conforto ou desconforto,

no qual se acostuma,

preferindo ficar no mundo conquistado,

do que correr o risco,

de se incomodar

em busca de valores

e tesouros desconhecidos.



O único terapeuta que conheço,

que não trata dos desequilíbrios

e das doenças, sou eu.



Não me ocupo com as doenças,

com os distúrbios,

com os desequilíbrios das pessoas

que me procuram

ou que entram com contato

através do meu e-mail,

sempre disponível

em todos os textos publicados

no meu Blog Heipo’s World,




Meu método de trabalho,

junto com a pessoa,

é mostrar primeiro

as luzes,

para compreender

as sombras da alma.



As sombras aparecem

quando a luz enfraquece.



Se a luz é forte, cultivada

as sombras não crescem.



Não te trato

como doente.


Fortaleço o facho

da tua luz.



Não te dou remédios.


O médico

é você e suas capacidades,

suas forças, sua energia,

sua vontade de viver.



Insisto que se deve focar

 no normal,

no equilíbrio,

para motivar a pessoa

a buscar aquilo que lhe falta,

e não o que está lhe atrapalhando.



A visão e a convivência

com os princípios do equilíbrio e da saúde,

ver a sua própria luz,

dá ânimo e vigor à pessoa.



Então a cura

vem de dentro

da própria pessoa,

que se passa a conhecer melhor,

e vê, claramente,

que a saúde

é motivadora,

entusiasma mais

do que ficar coçando a ferida,

com as unhas sujas, contaminadas.



Você só tem que concordar

com as cláusulas

do nosso contrato:



1)   Aceitar a verdade sobre si mesmo.

2)   Procurar a verdade sobre si mesmo.

3)   Viver de verdade, a consciência do EU SOU.

4)  Ir para casa, responder por escrito

as questões que proponho.

5)   E retornar, até aprender a voar

com as próprias asas.





Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 15/01/2020


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