Eu passo fome,
tenho sede.
Eu quero o verde,
a umidade.
Eu conheço a fonte,
e você teima,
resiste, desiste.
Eu mostro a luz.
Você quer sombras.
Você prefere
morar no deserto,
fincar raízes na
areia.
Você sabe que existe
a saúde,
o entusiasmo, a vida
alegre.
Então meu ego, eu
rebelde,
vamos para a
floresta.
Eu
e meu eu somos dois.
Um
eu superior, cavalheiro,
sábio,
altruísta e humilde,
verdadeiro,
íntegro,
paciente,
perfeito.
E
o outro eu superficial,
o
eu falso, egocêntrico,
interesseiro,
orgulhoso,
imaturo,
mentiroso,
e por isso,
desequilibrado,
imperfeito.
Eus,
vivemos
tão juntos,
e
tão distantes,
ao
mesmo tempo.
A
meta, o objetivo,
o
ideal na vida, é um só:
unir,
ser uno, perfeito.
Como
é bom viver em paz,
em
harmonia, consigo mesmo,
em
sintonia com as boas energias,
irmão,
irmã fraterna de todas as criaturas.
Desta
paz,
desta
harmonia consigo mesmo
deriva
a paz e a harmonia
com
as outras pessoas, e,
consequentemente,
com
toda a sociedade,
com
o mundo que nos rodeia
e
com o universo distante.
Do
desconhecimento de nós mesmos,
resultam
o medo,
as
ansiedades,
a
depressão,
as
doenças mentais,
a
desconfiança,
raiva,
inveja,
e
outros desequilíbrios.
Existem
tantas ciências,
e
a mais importante,
a
que está dentro de nós,
ainda
é tão desconhecida.
Basta
sentir-se, observar-se,
para
perceber,
como
não sabemos lidar bem,
conosco
mesmos,
e
com as pessoas
que
nos rodeiam.
Basta
sentir as tensões,
os
conflitos, as dúvidas,
as
facilidades com que nos
desentendemos,
as
dificuldades que temos
para
resolver problemas
e
para criarmos soluções.
Desconhecemos
as
leis da simpatia
e
da empatia.
Cultivamos
e sofremos
as
consequências desnecessárias
dos
conflitos gerados pela antipatia.
Desconhecer-se
a si mesmo
é
a pior de todas as ignorâncias,
porque
interfere
na
nossa filosofia de vida,
e
em todo relacionamento
com
as outras pessoas,
com
o mundo,
com
o universo.
Uma
pequena observação
baseada
num pequeno teste.
Você
se irrita,
se
estressa facilmente?
Se
sim, está aí a resposta.
Você
não se conhece,
quase
nada,
pois
não tem domínio
sobre
os teus instintos,
pensamentos
e
sentimentos.
Quem
se conhece,
possui
domínio
sobre
si mesmo.
Faz
escolhas.
Evita
discussão
e
desgastes.
Tem
o ego sobre vigilância.
É
prudente.
Fala
pouco.
Escuta
bastante.
É
lento, silencioso, vagaroso.
Dá
tempo para o raciocínio sugerir
a
melhor resposta, verbal ou ativa.
Outra
prova
de
que você não se conhece quase nada
são
os poucos livros que você leu,
e
eventos que não participou:
cursos,
palestras, retiros,
sobre
conhecimento de si mesmo.
A
gente até pode ter
um
relativo nível
de
conhecimento de si mesmo
quando
possui o hábito de refletir,
meditar,
avaliar-se, corrigir-se,
após
experiências negativas ou positivas
com
outras pessoas,
diante
de situações
desafiadoras
da vida.
E
tem aqueles
que
dizem que nasceram assim
e
vão morrer assim.
Não
implementam,
não
acrescentam nada
no
veículo que saiu assim de fábrica.
Esta
forma de pensar
é
muito cômoda e covarde,
pois
que a dor que a alma sente
por
desconhecer-se,
não
dando vazão aos sonhos e ideais,
estaciona
a pessoa
num
conforto ou desconforto,
no
qual se acostuma,
preferindo
ficar no mundo conquistado,
do
que correr o risco,
de
se incomodar
em
busca de valores
e
tesouros desconhecidos.
O único terapeuta que
conheço,
que não trata dos
desequilíbrios
e das doenças, sou
eu.
Não me ocupo com as
doenças,
com os distúrbios,
com os desequilíbrios
das pessoas
que me procuram
ou que entram com
contato
através do meu
e-mail,
sempre disponível
em todos os textos
publicados
no meu Blog Heipo’s
World,
Meu método de
trabalho,
junto com a pessoa,
é mostrar primeiro
as luzes,
para compreender
as sombras da alma.
As sombras aparecem
quando a luz
enfraquece.
Se a luz é forte, cultivada
as sombras não
crescem.
Não te trato
como doente.
Fortaleço o facho
da tua luz.
Não te dou remédios.
O médico
é você e suas capacidades,
suas forças, sua
energia,
sua vontade de viver.
Insisto que se deve
focar
no normal,
no equilíbrio,
para motivar a pessoa
a buscar aquilo que
lhe falta,
e não o que está lhe
atrapalhando.
A visão e a convivência
com os princípios do
equilíbrio e da saúde,
ver a sua própria
luz,
dá ânimo e vigor à
pessoa.
Então a cura
vem de dentro
da própria pessoa,
que se passa a
conhecer melhor,
e vê, claramente,
que a saúde
é motivadora,
entusiasma mais
do que ficar coçando
a ferida,
com as unhas sujas,
contaminadas.
Você só tem que
concordar
com as cláusulas
do nosso contrato:
1)
Aceitar
a verdade sobre si mesmo.
2)
Procurar
a verdade sobre si mesmo.
3)
Viver
de verdade, a consciência do EU SOU.
4) Ir para casa,
responder por escrito
as questões que
proponho.
5)
E
retornar, até aprender a voar
com as próprias asas.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 15/01/2020

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