terça-feira, 22 de setembro de 2020

776.- Coerência


O escritor

que publica seus textos

num blog público,

consegue,

através das estatísticas

fazer a leitura

das preferências dos temas.

 

Constatamos

que os textos com títulos

que envolvem religião,

 cristianismo, Jesus Cristo,

Deus, céu,

eternidade, vida eterna,

são os menos lidos.

 

Constatando,

avaliando,

procurando causas,

nos atrevemos a comentar:

 

A pessoa humana

sem nenhuma experiência

de cunho religioso ou espiritual

vive a vida naturalmente,

sem se dar conta de que pode ser diferente.

 

Nem se preocupa com isso.

 

Viver a vida naturalmente é viver,

 dormir, acordar, alimentar-se, trabalhar,

relacionar-se com as outras pessoas,

passear, brincar ou divertir-se,

cansar, descansar,

comer de novo,

dormir de novo,

acordar de novo,

fazer todas as coisas velhas,

sem se perguntar

se há algo novo

a ser buscado

ou desejado.

 

Estas pessoas assim vivem,

sem sentir falta de nada.

 

As outras pessoas

comportam-se um pouquinho diferente.

 

Vivem a vida

naturalmente,

dormem, acordam,

alimentam-se, trabalham,

relacionam-se com as outras pessoas,

passeiam, brincam ou divertem-se,

cansam, descansam,

comem de novo, dormem de novo,

acordam de novo.

 

Mas, no meio de tudo isso,

pensam,

meditam, contemplam,

se lembram do Deus Pai.

 

Estão, o tempo todo,

antenados ou ligados

com o Deus Criador,

sustentador, misericordioso,

compreensivo, paciente,

tolerante e amoroso.

 

Vivem na sua presença invisível.

 

No comportamento destas pessoas

transparece a alegria e a esperança,

a doçura no relacionamento,

a simpatia, a leveza no andar,

o respeito aos outros,

diferentes em quase tudo,

mais iguais na essência,

na origem e finalidade da vida.

 

Onde queremos chegar

Com este texto?

 

Queremos falar

sobre coerência,

sobre a verdade,

a origem e o destino

de cada um.

 

Queremos falar

sobre a visão de vida

baseada naquilo que nos irmana,

nos torna iguais, nesta Terra.

 

Queremos buscar

a coerência íntima,

tirar as máscaras,

despir-se das roupagens,

das maquiagens,

do ego que nos ilude,

do orgulho que nos incha,

das fantasias que nos afastam

da realidade exigente.

 

No fundo,

a paz que desejamos,

é fruto da coerência,

da integração e unidade

das forças dinâmicas

que fazem de nós,

pessoas humanas e divinas,

simultaneamente.

 

A paz que nos falta

é consequência do relaxo,

da apatia e indiferença

em cultivar as qualidades

do espírito

que nos habita.

 

Não sentiremos a tão desejada

paz e unidade que nos é tão cara

para o equilíbrio e serenidade

diante da vida

enquanto formos incoerentes,

deixando o espírito minguar,

morrer de sede,

de complementação,

e identificação

com a personalidade divina.

 

Nosso bem estar,

 nossa saúde integral,

é consequência

da unidade psicológica,

física e espiritual.

 

Quanto mais unidade,

mais eficiência, saúde,

equilíbrio e paz.

 

Queremos encontrar

na profundidade da nossa personalidade,

a unidade, a essência espiritual,

aquilo que nos torna iguais

diante de nós, irmãos uns dos outros

e filhos, do nosso Criador.

 

Procure primeiro

fazer a experiência

de cristão coerente.

 

Depois faça a experiência

do ateísmo.

 

Depois, só depois compare

e escolha definitivamente,

seu caminho coerente,

verdadeiro,

e daí,

aceite, 

assuma 

e se comprometa

com todas as consequências

que a escolha carrega.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

atualizado em 22/09/2020

eneaspb@gmail.com


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