que publica seus textos
num blog público,
consegue,
através das estatísticas
fazer a leitura
das preferências dos temas.
Constatamos
que os textos com títulos
que envolvem religião,
cristianismo, Jesus Cristo,
Deus, céu,
eternidade, vida eterna,
são os menos lidos.
Constatando,
avaliando,
procurando causas,
nos atrevemos a comentar:
A pessoa humana
sem nenhuma experiência
de cunho religioso ou espiritual
vive a vida naturalmente,
sem se dar conta de que pode ser
diferente.
Nem se preocupa com isso.
Viver a vida naturalmente é viver,
dormir, acordar, alimentar-se, trabalhar,
relacionar-se com as outras pessoas,
passear, brincar ou divertir-se,
cansar, descansar,
comer de novo,
dormir de novo,
acordar de novo,
fazer todas as coisas velhas,
sem se perguntar
se há algo novo
a ser buscado
ou desejado.
Estas pessoas assim vivem,
sem sentir falta de nada.
As outras pessoas
comportam-se um pouquinho diferente.
Vivem a vida
naturalmente,
dormem, acordam,
alimentam-se, trabalham,
relacionam-se com as outras pessoas,
passeiam, brincam ou divertem-se,
cansam, descansam,
comem de novo, dormem de novo,
acordam de novo.
Mas, no meio de tudo isso,
pensam,
meditam, contemplam,
se lembram do Deus Pai.
Estão, o tempo todo,
antenados ou ligados
com o Deus Criador,
sustentador, misericordioso,
compreensivo, paciente,
tolerante e amoroso.
Vivem na sua presença invisível.
No comportamento destas pessoas
transparece a alegria e a esperança,
a doçura no relacionamento,
a simpatia, a leveza no andar,
o respeito aos outros,
diferentes em quase tudo,
mais iguais na essência,
na origem e finalidade da vida.
Onde
queremos chegar
Com este
texto?
Queremos falar
sobre coerência,
sobre a verdade,
a origem e o destino
de cada um.
Queremos falar
sobre a visão de vida
baseada naquilo que nos irmana,
nos torna iguais, nesta Terra.
Queremos buscar
a coerência íntima,
tirar as máscaras,
despir-se das roupagens,
das maquiagens,
do ego que nos ilude,
do orgulho que nos incha,
das fantasias que nos afastam
da realidade exigente.
No fundo,
a paz que desejamos,
é fruto da coerência,
da integração e unidade
das forças dinâmicas
que fazem de nós,
pessoas humanas e divinas,
simultaneamente.
A paz que nos falta
é consequência do relaxo,
da apatia e indiferença
em cultivar as qualidades
do espírito
que nos habita.
Não sentiremos a tão desejada
paz e unidade que nos é tão cara
para o equilíbrio e serenidade
diante da vida
enquanto formos incoerentes,
deixando o espírito minguar,
morrer de sede,
de complementação,
e identificação
com a personalidade divina.
Nosso bem estar,
nossa saúde integral,
é consequência
da unidade psicológica,
física e espiritual.
Quanto mais unidade,
mais eficiência, saúde,
equilíbrio e paz.
Queremos encontrar
na profundidade da nossa
personalidade,
a unidade, a essência espiritual,
aquilo que nos torna iguais
diante de nós, irmãos uns dos outros
e filhos, do nosso Criador.
Procure
primeiro
fazer a
experiência
de cristão
coerente.
Depois faça
a experiência
do ateísmo.
Depois, só
depois compare
e escolha
definitivamente,
seu caminho
coerente,
verdadeiro,
e daí,
aceite,
assuma
e se comprometa
com todas as
consequências
que a
escolha carrega.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
atualizado em 22/09/2020

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