domingo, 27 de setembro de 2020

777.- Infinito. Atraídos e desafiados pelo infinito



O Heipo foi até o Aeroporto

e pediu uma passagem para o infinito.

 

- Não tem, respondeu o vendedor.

 

Meu Paizinho disse que tem.

 

Acredito nele.

 

Vocês estão escondendo

a verdade.

 

Vou procurar

em outro lugar.

 

 

Finitos que somos,

ousar pesquisar o infinito

é andar por um caminho

desafiador e provocante,

mas que acreditamos

resultará em coisas boas

para nós todos.

 

Se é por aqui que vamos,

temos de saber

que vamos nos posicionar

diante de realidades e valores

maiores do que nós mesmos.

 

Aceitamos o desafio.

 

Não nos acovardamos

diante do mistério

ou diante de qualquer grandeza.

 

Algo aqui dentro é maior

do que qualquer grandeza

aí de fora. 

 

Antes que despertássemos

do nosso mundinho terráqueo,

já havia um desafio

vindo em nossa direção,

provocando-nos

para partir para mais longe,

deixando para tráz,

nossos pequenos interesses

e ambições.

 

Não aceitamos mais

a tirania

das pressões desconfortáveis, 

limitados

por fronteiras

e limites geográficos. 

 

O infinito

faz cócegas no finito.


O infinito de fora

provoca o infinito de dentro.

 

Olhar para esta foto

desperta a curiosidade.

 

Abre as portas

para esperanças novas,

mundos novos e vida,

sem fim.

 

Não conseguimos parar

de pensar e imaginar

qual seja o tamanho

do universo.

 

Vemos este espaço

acima das nossas cabeças

como o lugar onde nosso Paizinho

está e administra todo o universo. 

 

Nos escritos Bíblicos

constam várias passagens

que o Deus é o nosso Pai,

e que Ele é o Criador do Universo.

 

E nós acrescentamos

que Ele é o competente

e supremo Cientista.

 

Nós somos parte

da arte

que está exposta

no universo,

obras das mãos de Alguém

que fez tudo bem feito.

 

Nosso Deus é o nosso Pai

e é o Criador do universo.

 

Nosso Pai é extraterrestre. 

Nós, então, como filhos Dele,

não somos daqui.

 

Somos também,

extraterrestres. 

 

Mas o que estamos fazendo aqui,

se aqui não é nosso lugar,

nossa casa, definitva?

 

Milhões de pensamentos

passeiam no nosso cérebro.

 

Parar para pensar

nestas afirmações

nos estremece.

 

Nossa pequenez

e nossas imperfeições

não conseguem assimilar

e esgotar

a grandiosidade

de um ser perfeito

e infinito.

 

Não fomos feitos pequenos,

impotentes e incapazes.

 

Já sabemos que Ele é nosso Pai

e que somos seus herdeiros.

Já recebemos parte da nossa herança,

criando-nos à sua imagem e semelhança. 

 

O resto da herança

teremos que (de) conquistar.

 

Sou o mais completo,

   complexo e complicado

      ser da criação.

 

Mas experimento também

  a força da limitação.

 

Mas esta limitação,

  é apenas um detalhe,

     um componente do todo.

 

       Não é um obstáculo

           intransponível.

 

Tenho ideais 

    mais altos e mais fortes

          do que sou.

 

Tenho

     sonhos infinitos

         que querem alargar

             os limites do que sei

                 e experimento.

 

Concentrar-me-ei, portanto,

      nas possibilidades.

 

Minha fragilidade humana limita

      o que de eterno há em mim.

 

O que há de finito em mim,

      serve de panela, de balde, de copo

                  para recepcionar o infinito.

 

                  Cabe? Cabe sim, vazando,

             escapando, segurando as sobras

         que satisfazem.

                         

Quão pequeno sou,

      quase incapaz,

           mas teimoso e esperançoso,

                tento fazer caber

                 dentro das minhas limitações,

                         “o maior”, o imenso,

                               o infinito. 

 

 Há de caber o que não posso conter?

   Se não couber todo, há de vazar.

 

      Mais mérito há de ser assim,

         do que manter vazio

            um espaço criado

               para recepcionar

                  o infinito.

 

Está para acontecer,

        a qualquer momento

              se não me arrebento,

                 coisa grande vai acontecer.

 

      Será que estamos à porta?

           ou à beira, do fim? 

 

                 Ou de um novo grande evento?

                       Um recomeço?

 

                          Vamos continuar.


    Aqui, a ‘coisa’ vai acabar.

        Lá, a ‘coisa’ está sempre

            a começar.

 

                          Esta inquietação

                          atrai e convida, 

                          se expõe

                          e se impõe.

   

         É uma atração. Espera um sim.   

  Exige uma resposta.  

                         

         Não há como resistir.

 

Não é algo trivial, comum.

       Não faz parte da rotina.

            Escapa das nossas mãos e visões.

                    Nem consegue penetrar

                        na nossa imaginação.

 

Não vejo a mesma ânsia

    nos outros,

        meus irmãos, meus iguais.

 

           Será um dom ou uma teimosia? 

                  Um desequilíbrio

                         da minha natureza?

 

Na grande síntese da vida

     apenas três realidades existem:

        o mundo, o homem e o nosso Pai Criador.

 

             Destas três a que menos conhecemos

                  é o nosso próprio Pai Criador.

 

                      O que sei e o que não sei,

                        do Deus Uno e Trino,

                   merece maior investimento.

 

  O mundo, já o conhecemos,

         mesmo que superficialmente,

                 pois que somos barro da terra.

 

          O mundo esconde códigos e senhas

                   e estamos a decifrá-los.

 

Do homem temos um razoável conhecimento

     pela História e pela lida, no dia-a-dia.

    Estamos continuamente, uns ao lado dos outros.

    E muitos de nós, causamos espanto e surpresas.

 

Na natureza humana

    surgem algumas interrogações.

 

E as definições filosóficas e científicas

  não esgotam a intimidade,

      a alma das pessoas.

 

     Há uma ansiedade

      e uma profundidade infinita

        na natureza humana

          que só o infinito pode suavizar,

             que só o infinito pode ‘encher’.

                                                  

Do Deus Pai e do Deus Filho

    e do Deus Espírito Santo,

       as fontes de pesquisas são infinitas.

 

        E é por aqui que agora havemos de pisar.

 

                 Esta parceria,

                    promover para aliança,

                      é a mais acertada tacada

            do nosso último empreendimento

          na escalada da pirâmide

          da perfeição.

 

        Devemos desistir?

              Mas por que deixar como está?

                    Na escuridão?

 

                    Ignorando a fonte da Luz

                     que nos faz enxergar

                   lá do outro lado

                  e lá em cima?

 

           

 

                 Quero morar

        onde mora

    o Infinito.

 

Algo em mim impulsiona,

    energiza e anima

         a condição humana

           em direção a algo mais,

               além deste mundo,

                     além do que vejo,

                        sinto e percebo.

 

                 Algo condiciona e impulsiona

                   meu frágil ser,

              a expressar-se

       mais do que posso.

 

Mas algo me anima

     a querer e poder

          mais do que sou.

 

          Não ao não.

 

                          Mas, sim, ao sim.

 

              Sinto cócegas.

                                           Preciso me coçar.

 

Numa hora eu quero ser mais livre,

     quero voar, mas não consigo,

          não tenho asas.

             Noutra hora,

                 quero transportar-me

                    para o alto da montanha,

                        sem dar os passos

                       por entre as pedras.

                             

Querendo ser mais

     experimento as barreiras,

           as cadeias,

                as cordas,

                    as correntes,

                         as carências e,

                             as impotências,

                   e a paralisia.

 

Eis que ainda sou

   uma mistura de massas,

         composta pela síntese mineral,

            vegetal, animal e humana,

             habitado por migalhas de infinito.

 

            Quero devolver-me ao infinito

           mesmo sendo massa de cimento,

     de pedra ou de chumbo.

 

Estou na terra,

  mas não sou terráqueo.

     Se daqui eu fosse,

         seria muito mais sossegado.

 

          Mas tem coisa dentro de mim

                que cutuca o bicho preguiça,

                que desperta outro bicho,

        escondido,

atrás desta frágil natureza,

  projetada para novos horizontes, novos espaços,

                  novo jeito de ser,

                  ainda desconhecido.

 

De repente,

     de novo,

          experimento-me,

               curtindo,

                  uma expectativa

                      uma esperança,

                          ou uma ânsia,

                           uma saudade...

       que me parece não ser minha,

           uma sensação

                    de que não sou daqui.

 

O finito, a finitude,

não me esgota, nem me contenta,

não me preenche,

nem tem respostas definitivas,

verdadeiras e eternas.

 

        Não me acostumo

             com minhas limitações.

 

Meus limites temporários

   fazem-me esquecer

      que sou humano,

         limitado pelos dois pés.

 

         E me fazem sentir

     o que é ser já,

eterno, sem ser.

 

E aí o tempo passa

   e eu não percebo

       o tempo passar.

 

Será esta a sensação

   de sentir,

     que não sou daqui?

 

     Eis que sou e estou

morando no tempo.

 

No Céu, fora do tempo,

  O meu e nosso Paizinho,

     o Artista que nos criou,

        o Perfeito, está sempre a chamar:

             Vem.

 

Existe uma ânsia,

  uma vontade

      ou um sonho

         que arde

          dentro de cada um de nós,

       pessoas humanas

    e divinas

ao mesmo tempo.

 

O que há de humano em nós,

    contenta-nos ou nos humilha.

 

      O que há de divino em nós

         se manifesta como sede

             que não sacia nunca.

 

                   Sinto que sou

                  uma obra de arte,

                  inacabada,

                aguardando

               as últimas pinceladas,

        e a assinatura eternizante.

 

Ansiamos e desejamos

      continuar vivendo.

 

      Estes pensamentos

          e experiências

              podem ser traduzidos para

                 ‘queremos morar no infinito

                        e viver para sempre’.

 

Não podemos ainda

    avaliar nem experimentar

       esta afirmação

            na sua mais completa

                definição e alcance.

 

                     O que sabemos

              é que estamos acostumados

         com a experiência de desistirmos

diante dos limites.

 

Quando fazemos

      a experiência dos nossos limites,

           experimentamos que somos pequenos

                  e imperfeitos, 

                      e isso nos incomoda

                  e às vezes, nos acomoda

          e nos convencemos dessa limitação.

 

Estas experiências

   sugerem que aceitemos

        essa situação

              como algo normal

                   na nossa dimensão humana,

                     deste tipo de vida, passageira. 

 

Por outro lado,

      somos animais aperfeiçoados,

               pois conseguimos superar

                     nossa animalidade

           e desenvolver outras capacidades.

 

E, dentro deste humanismo

     existem sementes espirituais

           que nos promoveram

                para filhos do Pai Eterno,

                     com indícios de ‘algo mais’, permanente, para sempre.

 

Somos filhos do Criador,

      por isso, estamos carregados

               de talentos e forças criativas.

 

Temos fé e esperança

     nas promessas do nosso Paizinho.  

 

Esta verdade

               carrega consequências,

               a experiência de que somos

               mais do que seres humanos.

 

Nosso modo de ser,

         pensar e agir,

         demonstra

         que ultrapassamos

         nossa própria humanidade.

 

Se formos assim,

    tão poderosos,

          tão grandes,

          esta grandeza

    convém conhecer

    e cultivar.

 

Como é bom

soltar as cordas

que nos aprisionam.

 

Como é bom experimentar

                 a liberdade

                 que este livro

                 tem demonstrado existir

                 em nossa natureza divina,

                 escondida

                 como semente

dentro desta casca humana.

 

Estamos carregados

     de preconceitos e pensamentos

             que limitam nosso pensar

                      e, por consequência,

                                nosso agir. 

 

Temos dificuldades

    em aceitar pensamentos

         e literatura que são elaboradas

               ou rodados

                   fora do cenário da terra.

 

Não estamos acostumados

     com este estilo de comunicação

          que parece nos afastar

              da costumeira realidade cultural

                 na qual estamos envolvidos.

 

                       Sentimos dificuldades

                    em acreditar no céu

                e em tudo aquilo

            que nos parece impossíveis

        porque vivemos no mundo ocidental,

    marcadamente pragmático,

prático, racionalista e materializado.

 

Mas, já que chegamos até aqui,

                   não vamos desistir

                   e vamos em frente,

              bebendo conteúdos

           que arrebentem nossos preconceitos

          e ampliem nossas ambições

         ao infinito.

 

Às vezes ficamos com dúvidas

sobre nossa pátria final,

mas nos acalmamos

quando encontramos

na Carta do São Paulo Apóstolo

aos Hebreus,

a afirmação de que

não temos aqui embaixo,

cidade permanente,

mas buscamos

a que a de vir’. (43)

Epístola aos Hebreus, 13,14.

 

Gostaria de fazer

uma provocação,

afirmando,

que já moramos

dentro da eternidade,

e que por esta razão já somos,

de certa forma, imortais.

 

Esta tese

terá sustentação

se considerarmos

que o universo

é infinito.

 

Para que o universo

seja considerado infinito

temos de admitir a não existência

de paredes ou limites.

 

A partir desta afirmação

em que colocamos o infinito

como sinônimo de eternidade,

podemos concluir

que nós já moramos dentro dela.

 

Se for infinito,

não há como afirmar

que tenha paredes ou limites.

 

E se estamos dentro da Terra,

que é um elemento

dentro do universo infinito,

já somos eternos,

ou algo de nós,

já é eterno,

nossa alma,

ou nosso espírito. 

 

Com toda certeza

podemos afirmar que,

se aceitarmos a definição

que o infinito absorve e engloba tudo,

não há como aceitar a hipótese

de que haja outro espaço material

fora dele.

 

Portanto, se é infinito,

estamos dentro da eternidade. 

 

As categorias

de pensamento

sentem limitações,

mas estas dimensões,

de eternidade,

não têm começo,

nem fim.

 

Teve um começo,

deve ter um começo,

pelo menos na nossa cabeça.

 

Como racionais que somos,

precisamos admitir um começo.

 

O começo foi lá atrás,

muitos bilhões de anos atrás.

 

E começou

com um ente inteligente.

 

Não aceitar a existência

do Deus Criador

neste contexto

é admitir que o caos

foi organizado

por coincidências.

 

É mais fácil admitir

a existência do Deus Cientista

do que tentar entender

a ordem do universo

como sendo fruto

de uma coincidência não fatal,

mas benéfica.

 

Se o universo teve um início

e começou lá atrás

e se o universo é infinito,

a eternidade

passa a ser

uma única e mesma coisa

que o infinito,

e acabamos chegando

ao princípio metafísico da unidade.

 

Poderíamos dizer

que o infinito

é o marido

e a eternidade é a esposa.

Uma e única realidade.

 

Sabemos que o planeta terra

é uma bolinha

dentro da Via Láctea.

 

Sabemos das dimensões da terra.

 

Aceitamos a existência da lua,

dos outros planetas,

do sol e das outras galáxias.

 

Admitimos a existência

das grandes distâncias

e da enormidade dos outros planetas

e do sol.

 

Por comparação,

podemos imaginar

o tamanho da inteligência

e capacidade do ‘nosso’ Deus Eterno,

Criador dos Céus e da Terra?

 

O infinito

    não me atormenta

       e não me amedronta,

          pelo contrário,  

              me cativa.

 

Em cada leitura que faço,

quando me deparo

com esta palavra ‘infinito’,

sinto-me transportado imediatamente

para um sentimento de pequenez,

mas ao mesmo tempo,

de orgulho, dignidade

e esperança otimista.

 

Existe uma semente de infinito

em cada um de nós.

Existe sim.

 

O sonho do Heipo

é que também você possa sentir

ou fazer essa experiência

de dilatar, esticar ao máximo

esta possibilidade.

 

No nosso dia-a-dia,

convivemos com limites:

fazemos a experiência

da distância,

das fronteiras,

do longe.

 

Sentimo-nos cansados

quando demora para chegarmos

a um destino de uma longa viagem.

 

Incomoda-nos a distância.

 

Por outro lado,

a distância nos dá uma leve experiência

do que seria infinitamente longe,

não chegar nunca a um destino.

 

Não conseguimos imaginar

todo o realismo desta experiência.

 

Porém, o cansaço

é um personagem ligado

a uma carga corporal,

física, concreta que é o nosso corpo.

 

Dentro desta carcaça

realmente não há como fazer

uma experiência infinita,

pois que temos um peso,

uma estrutura,

uma carga,

um volume concreto.

 

E nosso tanque de combustível

também é pequeno.

 

E a nossa capacidade

para conter,

guardar ou arquivar conteúdos

mais densos ou espessos

que nossa massa,

também é inimaginável.

 

No nosso dicionário e vocabulário, 

o termo impossível

é pouco pronunciado.

 

E até nos esquivamos dele.

 

Do jeito que somos

não ultrapassamos a geografia física.

 

Não teríamos condições

de saber nem mesmo de acreditar

que somos algo mais

 do que nos vemos,

sentimos e experimentamos.

 

Em tudo que fazemos

experimentamos limites.

 

O nosso fazer e atuar

está centrado

nas experiências do finito. 

 

Sentimos e fazemos experiências

essencialmente finitas.

 

Mas, há algo em nós

que se familiariza com o infinito.

 

Por que é que nos sentimos atraídos

por esta palavra

ou por esta dimensão?

 

Qual é ou quais são

as experiências que fazemos do infinito?

 

O que há, no infinito que nos atrai?

 

Fazemos leituras de temas

que se referem ao macrocosmo.

 

A grandeza do Universo,

na sua largueza

e profundidade sem fim,

começa a familiarizar-nos

com a ideia de infinito.

 

 Necessitamos de um primeiro contato

com esta realidade,

e, depois, certamente

ficarmos mais íntimos dela.

 

Discute-se hoje,

no campo das ciências,

a finitude ou infinitude do universo.

 

A contagem da idade do Universo

Estimada em 14 bilhões de anos,

já não nos comove

nem nos surpreende.

 

Já nos acostumamos

com notícias extraordinárias.

 

Sabemos que existem

métodos científicos,

inquestionáveis,

para medir e pesar  

o tempo e a idade da vida.

 

Todos os elementos simples

já foram decifrados.

 

A ciência moderna

procura hoje descobrir

e aplicar as potencialidades

na agregação de elementos.

 

Agregar valores

é a origem 

de novas sínteses

e de novas descobertas.

 

É por isso que queremos agregar

a nossa finitude, com o infinito.

 

A vasta literatura

sobre o espírito

e a espiritualidade

é outro grande fator de sucesso

da humanidade.

 

Quase esgotamos

o estudo da matéria

ou dos elementos subordinados

à lei da gravidade e do espaço.

 

Peso, tamanho, dimensões,

já estão sob o controle

dos filhos do Criador.

 

A pesquisa sobre o espírito

e sobre a sua bagagem

imaterial e infinita

está apenas começando.

 

As potencialidades não visíveis

que existem no ser humano,

como a liberdade,

a imaterialidade do pensamento,  

a mágica da música, 

a energia dos sonhos,

despertam em cada um de nós,

sonhos e esperanças

cada vez maiores. 

 

A nossa racionalidade

consegue penetrar

dentro desta dimensão

que não nos é alimento

no dia-a-dia,

contudo,

não nos é totalmente desconhecida.

 

Conhecer é uma forma de amar,

de encantar-se, de admirar.

 

O conhecimento

nos aproxima

e encurta distâncias infinitas.

 

Conhecer reduz o medo

e a ansiedade.

 

Conhecer

produz libertação do medo,

do desconhecido e ignorado.

 

O simples falar

sobre esta literatura

já nos afasta

de uma total ignorância

sobre o tema.

 

Buscar e familiarizar-se

sobre este tema

é dar direção

para o nosso próprio futuro.

 

Não convém desprezá-lo

ou desconhecê-lo,

se é para lá que vamos.

 

Para onde vamos?

Vamos para o futuro.

 

Não viajamos

para o passado. 

 

Se for para o futuro

que a estrada nos leva,

um dia chegaremos lá. 

 

É nesta evolução,

nesta promoção que nós, humanos

estamos investindo desde a pré-história.

 

E, se, desde lá,

começamos

a melhor conhecer o infinito,

talvez antes possamos,

pela nossa capacidade infinita,

ir até lá no futuro

e de lá trazer as respostas

que hoje, já nos fazem falta. 

 

Um dos princípios da Metafísica

é exatamente este:

 

“É com princípios superiores

que se governam e administram

situações e condições inferiores”.

 

É racional e prudente

acreditar em poderes superiores

e reconhecer nossas limitações e esperanças.

 

Acreditar no nosso Paizinho,

e colocar-se a caminho.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 27/09/2020.

eneaspb@gmail.com


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