uma reflexão e subsídios
para a tomada de decisão.
Você não encontrará
nada de interessante
neste longo texto,
a não ser que esteja interessado(a)
em conhecer um pouco mais
sobre a profundidade da estrutura
da personalidade humana.
A cultura
e o modo de vida
que predomina
nos dias de hoje,
leva a maioria das pessoas
a viverem no nível da superficialidade.
Decidir, hoje em dia,
tornou-se um ato árduo, difícil,
de profunda responsabilidade,
gerador de satisfação
ou frustração pessoal.
Decidir
é algo que nasce nas profundidades,
nas zonas sérias e importantes da pessoa,
pois compromete os seus dias vindouros.
A cultura do mundo moderno,
na qual quase tudo se resolve
com o controle remoto,
internet e o Google,
reduziu o potencial ativo e criativo
do ser humano.
Os efeitos colaterais do progresso
produziram o enfraquecimento
do caráter,
da iniciativa,
e da força de vontade pessoal.
A preguiça de pensar,
a dificuldade em parar,
e a fuga das condições de silêncio,
empobreceram o homem moderno
naquilo que ele tinha de autonomia,
decisão e orientação existencial.
Tudo num dia só
assim gostaria de
viver,
todas as alegrias
condensadas,
num só momento.
Mas a vida não é
assim.
Os dias são
preenchidos
com o que somos
e com o que temos
em nossas mãos.
O que escolhemos,
isso plantamos
e colhemos.
Queria plantar
todas as mudinhas
que produzissem só
alegrias
para só com elas conviver.
Se agora, ao meio do
dia,
estou me sentindo
confuso,
e caminho sem
destino,
foi porque logo de
manhã,
não escolhi o norte
nem o sul.
Sempre há ofertas.
Sempre há esquinas,
escolhas por fazer.
A longa caminhada da
vida,
vai ensinando lições.
Das boas escolhas,
decisões acertadas,
resultaram
as ações bem-feitas,
e a consequente
degustações dos
prêmios.
E das escolhas
e atitudes mal feitas,
resultaram
o sabor amargo
dos dias pesados,
tensões e conflitos
acumulados.
Até acho que o motivo
das nossas tristezas
ou falta de alegria
está em darmos mais
atenção
à nossa cabeça,
nossa mente,
pensamentos
fantasiosos,
do que às carências
do coração.
A gente percebe
que é do coração,
dos sentimentos
que nascem os bons
momentos,
a alegria,
o sentido da vida,
o prazer de viver.
Se estou me sentindo
bem
neste momento,
é que ele é
consequência
de algo bom que
escolhi,
algumas horas antes,
alguns dias atrás,
ou anos que já se
foram.
Veja como é das boas escolhas,
das sugestões e
intuições do coração
que a paz, a saúde e
a serenidade
nos presenteiam.
E perceba também
como é na nossa
cabeça,
na nossa mente,
que nascem as
frustrações,
os sofrimentos
inúteis.
Desejamos viver
como pensamos,
com as ilusões
criadas em nossa
imaginação,
desejando o que não
somos
e não temos
em nosso poder.
Então, o que nos
resta,
é aceitar o que somos,
e o que temos,
e só com o que sobrou,
de real,
construir
o ranchinho
no fundinho
do quintal.
A ignorância sobre
nós mesmos
nasce da enorme distância,
entre a nossa mente,
e a realidade.
O conhecimento de nós
mesmos,
e a serena aceitação
de quem somos
é a base sólida
para a construção
da paz que tanto
desejamos.
O que nos
desequilibra
é a ambição, a ganância,
os desejos irreais,
ilusórios,
desnecessários,
que os meios de
comunicação,
as propagandas,
infiltram
em nosso
inconsciente.
Eis a razão da
necessidade
do discernimento.
E aqui nasce a fonte
do fator
equilibrante:
as decisões, as boas
decisões
que teremos de
escolher
para permanecer de
pé,
sadia e sabiamente,
com a consciência
tranquila,
em banho-maria.
As decisões nascem
das personalidades
amadurecidas,
com as cicatrizes das
aulas práticas,
com as carências sentidas
e sofrimentos aceitos
como moeda de troca.
Decisões tomadas
sem as necessárias
avaliações
das consequências,
serão sempre
precipitadas,
sujeitas a erros e
lamentações.
Para que uma decisão
seja boa
deverá nascer do
silêncio,
da esfera interior,
da profundidade
do espírito.
Também terá grande
valia
a consulta a pessoas
mais experientes,
dos psicólogos, terapeutas,
sacerdotes,
pais e professores
conhecedores das
ramificações
dos desejos, das
paixões
e dos instintos.
Em todas as decisões,
estaremos sempre
pisando
numa corda bamba
suspensa no ar,
inseguros.
Precisamos descer.
Queremos certeza,
segurança,
pés no chão.
Quando as coisas
estão bem claras,
não precisamos tomar
decisões.
A escolha é fácil.
Porém, quando não há
clareza,
as decisões terão de
ser tomadas
e arcadas com as consequências.
Por isso se diz,
que quem escolhe
algo,
está escolhendo junto,
as consequências.
Então,
é você quem hoje decide,
e define, quem será,
no futuro.
Será livre,
em consequência
das escolhas e decisões,
ou prisioneiro,
em consequência
das escolhas e decisões.
Subsídios
e orientações
para
a tomada de decisão.
O sucesso
depende em muito
da firmeza
e acerto das suas
decisões.
Selecione os
objetivos adequados.
Fixe os melhores
procedimentos
para alcançá-los.
Tome a decisão
de fazer o julgamento
sobre a linha de ação
a ser adotada,
após pesar os fatos
relevantes
no processo racional
de dirigir-se,
optando em relação a
cada problema,
dentro das
alternativas selecionadas,
adotando a melhor
solução
que se afigure capaz
de eliminar
parcial ou totalmente
o problema.
Há que se decidir
no que realmente dê
um resultado
significativo.
Este é um dos maiores
critérios.
Outro critério é o ato
e o efeito.
Cada ação produz um
efeito.
A escolha de tal ação
supõe o assumir
as consequências de
tal opção.
Como tomar decisões?
Reuna
todas as informações.
Organize
todas essas
informações.
Medite sobre elas.
Estabeleça as
alternativas.
Faça uma revisão
em todas as
informações.
Reavalie suas
alternativas.
Escolha a que lhe pareça
correta
e marque qual a ação
de retorno,
perguntando a si
próprio:
e se ela falhar?
Talvez a resposta
lhe obrigue a usar o
mesmo processo,
analisando as consequências
ou obrigando a
abandonar
a alternativa
escolhida
e partindo para
outra.
Ao escolher as
alternativas,
evite o bloqueio
mental
(não se prenda apenas
àquilo
que você costuma
fazer;
procure novas
dimensões).
Quando você já sabe o
que quer,
após ter decidido
ou ter tomado uma
decisão
sobre determinado
assunto,
analise como chegar
lá,
e para isso use tudo
o que sabe,
procurando criar
novas situações,
e não se prendendo
apenas
no que faz
rotineiramente.
Não abandone nenhum
assunto
que exija decisão,
pois se tentar
ignorá-los
ou esquecê-los,
poderás ter que alimentar-se
de um banquete de
consequências
não desejadas.
Nunca tema
o julgamento de
terceiros
por suas decisões,
pois se tentar
ignorá-lo
poderá bloqueá-las.
Se ocorrer,
enfrente
corajosamente
as decisões ruins.
Não tenha medo de
errar.
O temor da decisão
errada
leva a solicitar
uma infinidade de
dados,
sem nunca concluir
o processo decisório.
Passe ao ato de
criar.
Mais alguns requisitos
à tomada de decisões:
Organize um banco de
dados
de informações
atualizadas;
Evite o bloqueio
mental
ou o apego à rotina;
Descreva a
importância
de cada meta ou alvo
a atingir;
Analise as proposições
e compare as situações;
Estude e faça a
triagem
de alternativas
sobre cada problema
que exija decisão;
Estabeleça prováveis
consequências
e confira-as
em função dos
prováveis
resultados desejados;
Verifique as atividades
de que setor
precisam ser melhoradas;
Use sobretudo o
bom-senso;
Tome a decisão
determinando a ação
ou o engajamento;
Faça revisão frequente.
Todo homem se
constrói
ou constrói a
história
a partir de decisões.
Cada opção
exclui muitas outras
possibilidades.
Toda decisão
leva consigo
muitas renúncias
às outras
possibilidades latentes”.
Apostila
elaborada
no
Seminário Bom Jesus,
Ponta
Grossa, Pr.
Fevereiro
1972.
Uma História ou um
teste
para a tomada de
Decisão.
Fonte: Internet.
“Um grupo de crianças
brinca próximo a duas vias férreas.
Uma das vias ainda está em uso
e a outra está desativada.
Apenas uma criança
brinca na via desativada.
As outras na via em operação.
O trem está vindo
e você está exatamente
sobre aquela ferramenta
que pode mudar o trem
de uma linha para outra.
Você pode fazer
o trem mudar seu curso
para a pista desativada
e salvar a vida
da maioria das crianças.
Entretanto,
isto significa que a solitária criança
que brinca na via desativada
será sacrificada.
Você deixaria
o trem seguir seu caminho?
Você tem que tomar uma decisão!
O trem não parará
esperando por você!
A maioria das pessoas
escolherão desviar o trem
e sacrificar só uma criança.
Exatamente.
Salvar a vida da maioria das crianças
à custa de uma só criança
é a decisão mais racional
que a maioria das pessoas tomariam,
moralmente e emotivamente.
Mas, você pensou
que a criança que escolheu brincar
na via desativada
foi a única que tomou a decisão correta
de brincar num lugar seguro?
Não obstante,
ela tem que ser sacrificada
por causa de seus amigos
que escolheram brincar
onde estava o perigo.
Além do mais,
se a via tinha sido desativada,
provavelmente não era segura.
Se você desviou o trem para a outra via,
colocou em risco a vida de todos os passageiros.
E em sua tentativa de salvar algumas crianças
sacrificando apenas uma,
você pode acabar sacrificando
centenas de pessoas.
Se estamos com nossas vidas
cheias de fortes decisões
que precisam ser tomadas,
nós não podemos esquecer
que decisões apressadas
nem sempre levam ao lugar certo”.
Fonte: Internet
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 06/09/2020

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