domingo, 6 de setembro de 2020

774.- Decidindo livremente


Com este texto desejo oferecer

uma reflexão e subsídios

para a tomada de decisão.

 

Você não encontrará

nada de interessante

neste longo texto,

a não ser que esteja interessado(a)

em conhecer um pouco mais

sobre a profundidade da estrutura

da personalidade humana.

 

A cultura

e o modo de vida

que predomina

nos dias de hoje,

leva a maioria das pessoas

a viverem no nível da superficialidade.

 

Decidir, hoje em dia,

tornou-se um ato árduo, difícil,

de profunda responsabilidade,

gerador de satisfação

ou frustração pessoal.  

 

Decidir

é algo que nasce nas profundidades,

nas zonas sérias e importantes da pessoa,

pois compromete os seus dias vindouros.

 

A cultura do mundo moderno,

na qual quase tudo se resolve

com o controle remoto,

internet e o Google,

reduziu o potencial ativo e criativo

do ser humano.

 

Os efeitos colaterais do progresso

produziram o enfraquecimento

do caráter,

da iniciativa,

e da força de vontade pessoal.

 

A preguiça de pensar,

a dificuldade em parar,

e a fuga das condições de silêncio,

empobreceram o homem moderno

naquilo que ele tinha de autonomia,

decisão e orientação existencial.

 

Tudo num dia só

assim gostaria de viver,

todas as alegrias

condensadas,

num só momento.

 

Mas a vida não é assim.

 

Os dias são preenchidos

com o que somos

e com o que temos

em nossas mãos.

 

O que escolhemos,

isso plantamos

e colhemos.

 

Queria plantar

todas as mudinhas

que produzissem só alegrias

para só com elas conviver.

 

Se agora, ao meio do dia,

estou me sentindo confuso,

e caminho sem destino,

foi porque logo de manhã,

não escolhi o norte

nem o sul.

 

Sempre há ofertas.

 

Sempre há esquinas,

escolhas por fazer.

 

A longa caminhada da vida,

vai ensinando lições.

 

Das boas escolhas,

decisões acertadas,

resultaram

as ações bem-feitas,

e a consequente

degustações dos prêmios.

 

E das escolhas

e atitudes mal feitas,

resultaram

o sabor amargo

dos dias pesados,

tensões e conflitos

acumulados.

 

Até acho que o motivo

das nossas tristezas

ou falta de alegria

está em darmos mais atenção

à nossa cabeça,

nossa mente,

pensamentos fantasiosos,

do que às carências do coração.

 

A gente percebe

que é do coração,

dos sentimentos

que nascem os bons momentos,

a alegria,

o sentido da vida,

o prazer de viver.

 

Se estou me sentindo bem

neste momento,

é que ele é consequência

de algo bom que escolhi,

algumas horas antes,

alguns dias atrás,

ou anos que já se foram.

 

Veja como é das boas escolhas,

das sugestões e intuições do coração

que a paz, a saúde e a serenidade

nos presenteiam.

 

E perceba também

como é na nossa cabeça,

na nossa mente,

que nascem as frustrações,

os sofrimentos inúteis.

 

Desejamos viver

como pensamos,

com as ilusões

criadas em nossa imaginação,

desejando o que não somos

e não temos

em nosso poder.

 

Então, o que nos resta,

é aceitar o que somos,

e o que temos,

e só com o que sobrou,

de real,

construir

o ranchinho

no fundinho

do quintal.

 

A ignorância sobre nós mesmos

nasce da enorme distância,

entre a nossa mente,

e a realidade.

 

O conhecimento de nós mesmos,

e a serena aceitação

de quem somos

é a base sólida

para a construção

da paz que tanto desejamos.

 

O que nos desequilibra

é a ambição, a ganância,

os desejos irreais, ilusórios,

desnecessários,

que os meios de comunicação,

as propagandas,  

infiltram

em nosso inconsciente.

 

Eis a razão da necessidade

do discernimento.

 

E aqui nasce a fonte

do fator equilibrante:

as decisões, as boas decisões

que teremos de escolher

para permanecer de pé,

sadia e sabiamente,

com a consciência

tranquila,

em banho-maria.

 

As decisões nascem

das personalidades amadurecidas,

com as cicatrizes das aulas práticas,

com as carências sentidas

e sofrimentos aceitos

como moeda de troca.

 

Decisões tomadas

sem as necessárias avaliações

das consequências,

serão sempre precipitadas,

sujeitas a erros e lamentações.

 

Para que uma decisão seja boa

deverá nascer do silêncio,

da esfera interior,

da profundidade

do espírito.  

 

Também terá grande valia

a consulta a pessoas mais experientes,

dos psicólogos, terapeutas,

sacerdotes,

pais e professores

conhecedores das ramificações

dos desejos, das paixões

e dos instintos.

 

Em todas as decisões,

estaremos sempre pisando

numa corda bamba

suspensa no ar,

inseguros.

 

Precisamos descer.

 

Queremos certeza,

segurança,

pés no chão.

 

Quando as coisas estão bem claras,

não precisamos tomar decisões.

A escolha é fácil.

 

Porém, quando não há clareza,

as decisões terão de ser tomadas

e arcadas com as consequências.

 

Por isso se diz,

que quem escolhe algo,

está escolhendo junto,

as consequências.

 

Então,

é você quem hoje decide,

e define, quem será, no futuro.

 

Será livre,

em consequência

das escolhas e decisões,

ou prisioneiro,

em consequência

das escolhas e decisões.

 

Subsídios e orientações

para a tomada de decisão.

 

 

O sucesso

depende em muito

da firmeza

e acerto das suas decisões.

 

Selecione os objetivos adequados.

 

Fixe os melhores procedimentos

para alcançá-los.

 

Tome a decisão

de fazer o julgamento

sobre a linha de ação

a ser adotada,

após pesar os fatos relevantes

no processo racional

de dirigir-se,

optando em relação a cada problema,

dentro das alternativas selecionadas,

adotando a melhor solução

que se afigure capaz de eliminar

parcial ou totalmente o problema.

 

Há que se decidir

no que realmente dê

um resultado significativo.

Este é um dos maiores critérios.

 

Outro critério é o ato e o efeito.

Cada ação produz um efeito.

 

A escolha de tal ação

supõe o assumir

as consequências de tal opção.

 

Como tomar decisões?

 

Reuna

todas as informações.

 

Organize

todas essas informações.

 

Medite sobre elas.

 

Estabeleça as alternativas.

 

Faça uma revisão

em todas as informações.

 

Reavalie suas alternativas.

 

Escolha a que lhe pareça correta

e marque qual a ação de retorno,

perguntando a si próprio:

e se ela falhar?

 

Talvez a resposta

lhe obrigue a usar o mesmo processo,

analisando as consequências

ou obrigando a abandonar

a alternativa escolhida

e partindo para outra.

 

Ao escolher as alternativas,

evite o bloqueio mental

(não se prenda apenas àquilo

que você costuma fazer;

procure novas dimensões).

 

Quando você já sabe o que quer,

após ter decidido

ou ter tomado uma decisão

sobre determinado assunto,

analise como chegar lá,

e para isso use tudo o que sabe,

procurando criar novas situações,

e não se prendendo apenas

no que faz rotineiramente.

 

Não abandone nenhum assunto

que exija decisão,

pois se tentar ignorá-los

ou esquecê-los,

poderás ter que alimentar-se

de um banquete de consequências

não desejadas.

 

Nunca tema

o julgamento de terceiros

por suas decisões,

pois se tentar ignorá-lo

poderá bloqueá-las.

 

Se ocorrer,

enfrente corajosamente

as decisões ruins.

 

Não tenha medo de errar.

 

O temor da decisão errada

leva a solicitar

uma infinidade de dados,

sem nunca concluir

o processo decisório.

 

Passe ao ato de criar.

 

 

Mais alguns requisitos à tomada de decisões:

 

Organize um banco de dados

de informações atualizadas;

 

Evite o bloqueio mental

ou o apego à rotina;

 

Descreva a importância

de cada meta ou alvo a atingir;

 

Analise as proposições

e compare as situações;

 

Estude e faça a triagem

de alternativas

sobre cada problema

que exija decisão;

 

Estabeleça prováveis consequências

e confira-as

em função dos prováveis

resultados desejados;

 

Verifique as atividades

de que setor

precisam ser melhoradas;

 

Use sobretudo o bom-senso;

 

Tome a decisão

determinando a ação

ou o engajamento;

 

Faça revisão frequente.

 

Todo homem se constrói

ou constrói a história

a partir de decisões.

 

Cada opção

exclui muitas outras possibilidades.

 

Toda decisão

leva consigo

muitas renúncias

às outras possibilidades latentes”.

 

Apostila elaborada  

no Seminário Bom Jesus,

Ponta Grossa, Pr.

Fevereiro 1972.

 

Uma História ou um teste

para a tomada de Decisão.

Fonte: Internet.

 

Um grupo de crianças

brinca próximo a duas vias férreas.

Uma das vias ainda está em uso

e a outra está desativada.

 

Apenas uma criança

brinca na via desativada.

As outras na via em operação.

 

O trem está vindo

e você está exatamente

sobre aquela ferramenta

que pode mudar o trem

de uma linha para outra.

 

Você pode fazer

o trem mudar seu curso

para a pista desativada

e salvar a vida

da maioria das crianças.

 

Entretanto,

isto significa que a solitária criança

que brinca na via desativada

será sacrificada.

 

Você deixaria

o trem seguir seu caminho?

 

Você tem que tomar uma decisão!

 

O trem não parará

esperando por você!

 

A maioria das pessoas

escolherão desviar o trem

e sacrificar só uma criança.

 

Exatamente.

Salvar a vida da maioria das crianças

à custa de uma só criança

é a decisão mais racional

que a maioria das pessoas tomariam,

moralmente e emotivamente.

 

Mas, você pensou

que a criança que escolheu brincar

na via desativada

foi a única que tomou a decisão correta

de brincar num lugar seguro?

 

Não obstante,

ela tem que ser sacrificada

por causa de seus amigos

que escolheram brincar

onde estava o perigo.

 

Além do mais,

se a via tinha sido desativada,

provavelmente não era segura.

 

Se você desviou o trem para a outra via,

colocou em risco a vida de todos os passageiros.

E em sua tentativa de salvar algumas crianças

sacrificando apenas uma,

você pode acabar sacrificando

centenas de pessoas.

 

Se estamos com nossas vidas

cheias de fortes decisões

que precisam ser tomadas,

nós não podemos esquecer

que decisões apressadas

nem sempre levam ao lugar certo”.

Fonte: Internet

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 06/09/2020

eneaspb@gmail.com

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