Não gosto das coisas
que me
fazem sentir desconfortável.
Não gosto
do silêncio
porque ele
me confronta
com meus
problemas não resolvidos.
Não gosto
de assuntos ligados à religião
porque me
incomodam e não me atraem.
Não gosto
que me critiquem
porque
fere meu ego.
Não gosto
de comprometer-me com os outros
porque me
afastam dos meus objetivos.
Não gosto
da dor, dos sofrimentos
porque
revelam minhas limitações.
Não gosto
de conversar sobre a morte
porque me
revolto com essa realidade
e porque
não posso fazer nada quando ela vier.
Ora,
sem saber, sem estar preparado,
sem
ter estudado, sem conhecer-me,
quando
digo que não gosto dessas coisas
inconsciente
ou ignorantemente,
estou
dizendo que não gosto
daquilo
que pode me fortalecer,
me
trazer a paz e equilibrar-me.
Para
que aconteça a maturidade humana,
convém
encarar os problemas, conhecê-los, enfrentá-los,
para
que sejam entendidos, equacionados e resolvidos.
Ora,
a saúde, a paz, a serenidade, a força, a sabedoria,
são
consequências do enfrentamento destes problemas,
e
quando os superamos ou vencemos,
subimos
alguns degraus acima
em
nossa humanidade.
Cada
um destes problemas tem solução, basta que haja
esforço,
empenho, dedicação, perseverança e diálogo.
É
fácil solucioná-los se conheço minhas capacidades,
se
respeito e amo meu próximo
e
me envolvo também
com
os problemas dos outros.
Cada
uma dessas ‘coisas’, desafiadoras,
possuem
o seu lado positivo,
de
formação, educação,
de
fortalecimento da personalidade
e
da espiritualidade de cada um.
Na
vida,
muito
daquilo que me agrada,
me
enfraquece.
O conforto convida a estacionar.
Se não há exigências, se não há
disciplina,
me enfraqueço, me despersonalizo.
As exigências, a disciplina,
os esforços, me engrandece,
e aumenta minha autoestima.
Na
vida,
aquilo
que me desagrada, me desafia,
me
convida para a ação, porque a ação me fortalece,
e
eu me agrado e agrado os outros.
Se
tem valor, tem preço a pagar.
Subir é cansativo, mas eleva-nos.
O
difícil silencio
revela
minha essência,
o
comando que devo ter da minha vida.
A
religião
entendida
e vivida me ajuda a viver
como
filho(a) do Deus Pai e como irmãos.
O
ego
que
me mantém num infantilismo inconsequente,
revela
as minhas tendências egoístas, a superar.
O
descompromisso
mostra
as tendências à acomodação,
e
nos atrasa no caminho da evolução.
As
dores,
os
sofrimentos
fazem-nos
compreender os outros
nas
suas dificuldades, e nos levam
a
ser tolerantes e compreensivos, bondosos e amáveis.
A
morte
revela
a fugacidade da vida,
a
importância de aproveitar o tempo,
e
pesquisar a Alma, o espírito,
a
sobrevida na eternidade.
Um pouquinho antes da morte,
‘acordo’ e me vejo diante de duas
portas.
Uma, aberta, que me mantém por aqui.
A outra, fechada, que devo abrir.
Como abrir?
Com uma chave.
- Ah, a chave? Que chave?
Se prestou atenção à vida,
foi encontrando a chave.
Se leu meus recados,
foi montando, ajustando a chave.
Se executou as dicas,
criou a chave.
A chave
abre a porta dos mistérios
que ainda não deciframos.
Se tem Alma,
a Alma entende de mistérios.
A Alma é a chave.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
41 98854 5166
Criado e publicado no BLOG e no FACE em 05/09/2025
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