sexta-feira, 5 de setembro de 2025

1026.- Conforto e desconforto.



Não gosto das coisas

que me fazem sentir desconfortável.

 

Não gosto do silêncio

porque ele me confronta

com meus problemas não resolvidos.

 

Não gosto de assuntos ligados à religião

porque me incomodam e não me atraem.

 

Não gosto que me critiquem

porque fere meu ego.

 

Não gosto de comprometer-me com os outros

porque me afastam dos meus objetivos.

 

Não gosto da dor, dos sofrimentos

porque revelam minhas limitações.

 

Não gosto de conversar sobre a morte

porque me revolto com essa realidade

e porque não posso fazer nada quando ela vier. 

 

Ora, sem saber, sem estar preparado,

sem ter estudado, sem conhecer-me,

quando digo que não gosto dessas coisas

inconsciente ou ignorantemente,

estou dizendo que não gosto

daquilo que pode me fortalecer,

me trazer a paz e equilibrar-me.

 

Para que aconteça a maturidade humana,

convém encarar os problemas, conhecê-los, enfrentá-los,

para que sejam entendidos, equacionados e resolvidos.

 

Ora, a saúde, a paz, a serenidade, a força, a sabedoria,

são consequências do enfrentamento destes problemas,

e quando os superamos ou vencemos,

subimos alguns degraus acima

em nossa humanidade.

 

Cada um destes problemas tem solução, basta que haja

esforço, empenho, dedicação, perseverança e diálogo.

 

É fácil solucioná-los se conheço minhas capacidades,

se respeito e amo meu próximo

e me envolvo também

com os problemas dos outros.

 

Cada uma dessas ‘coisas’, desafiadoras,

possuem o seu lado positivo,

de formação, educação,

de fortalecimento da personalidade

e da espiritualidade de cada um.

 

Na vida,

muito daquilo que me agrada,

me enfraquece.

 

O conforto convida a estacionar.

 

Se não há exigências, se não há disciplina,

me enfraqueço, me despersonalizo.


As exigências, a disciplina,

os esforços, me engrandece,

e aumenta minha autoestima.   

 

Na vida,

aquilo que me desagrada, me desafia,

me convida para a ação, porque a ação me fortalece,

e eu me agrado e agrado os outros.

 

              Se tem valor, tem preço a pagar.

 

Subir é cansativo, mas eleva-nos.

 

O difícil silencio

revela minha essência,

o comando que devo ter da minha vida.

 

A religião

entendida e vivida me ajuda a viver

como filho(a) do Deus Pai e como irmãos.

 

O ego

que me mantém num infantilismo inconsequente,

revela as minhas tendências egoístas, a superar. 

 

O descompromisso

mostra as tendências à acomodação,

e nos atrasa no caminho da evolução.

 

As dores,

os sofrimentos

fazem-nos compreender os outros

nas suas dificuldades, e nos levam

a ser tolerantes e compreensivos, bondosos e amáveis.

 

A morte

revela a fugacidade da vida,

a importância de aproveitar o tempo,

e pesquisar a Alma, o espírito,

a sobrevida na eternidade.

 

Um pouquinho antes da morte,

‘acordo’ e me vejo diante de duas portas.

 

Uma, aberta, que me mantém por aqui.  

 

A outra, fechada, que devo abrir.

 

Como abrir?

Com uma chave.

 

- Ah, a chave? Que chave?

 

Se prestou atenção à vida,

foi encontrando a chave.

 

Se leu meus recados,

foi montando, ajustando a chave.

 

Se executou as dicas,

criou a chave. 

 

A chave

abre a porta dos mistérios

que ainda não deciframos.

 

Se tem Alma,

a Alma entende de mistérios.

 

A Alma é a chave.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

41 98854 5166

 

Criado e publicado no BLOG e no FACE em 05/09/2025

 

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