Você
já percebeu como o medo interfere
na
nossa vida, prejudicando-nos,
nós e os nossos relacionamentos?
O
medo nos estaciona nos níveis mais baixos
de
nossa humanidade, no nível dos instintos,
preocupados
apenas em defender-nos,
não
correr riscos, não nos comprometermos.
Este
texto de hoje quer nos ajudar a refletir
como na maioria das vezes, as decisões que
tomamos
são determinadas por pressões do medo.
O ideal é que fosse motivada pelo amor.
O amor, as atitudes amorosas,
libertam, possibilitam a evolução
e expressões de liberdade, caminhando ou dançando,
explorando ou lendo, escalando ou nadando,
visitando e partilhando experiências de vida.
Atitudes amorosas geram a paz.
O medo, atitudes defensivas, paralisam-nos,
estacionam-nos na condição
de humanos subdesenvolvidos.
Por causa do medo, não saímos,
não aventuramos, não dialogamos,
não nos comunicamos.
E fechamos o mundo
que estava aberto a tantas possibilidades.
Atitudes medrosas
geram conflitos e a doença da paralisia.
O ser humano é fraco e vulnerável
pela influência de tudo aquilo que produz medo
ou que é produzido pelo medo.
Por outro lado, o lado positivo,
o ser humano é potencialmente corajoso,
aventureiro e ambicioso
para levantar voos nas alturas.
O
medo não existe como substantivo concreto,
como
coisa material, visível, palpável.
Você
já viu o medo andando de bicicleta
ou
subindo numa árvore, escalando uma montanha?
Não.
Ele não existe como algo
que
pode nos prejudicar.
O que produz o medo são pensamentos,
apenas pensamentos que criam fantasmas
onde não existem.
Pensamentos criam imagens mentais.
Criam fantasmas, ilusórios.
Não
aprendemos a andar de bicicleta
com
medo de cair.
E
daí, não conhecemos o prazer
de
dirigir uma bicicleta,
prejudicados
pelo medo
e
desconsiderando nossas capacidades.
Não
escalamos uma montanha
como
medo de cair,
e
daí, não confiamos em nós,
nos
aparelhos de segurança
que
o alpinista treinado
e
capacitado adquiriu.
Não entramos em casa abandonada,
se disserem que lá dentro existem fantasmas.
Antes de entrar na casa, já imaginamos os fantasmas
e lá não entramos porque já criamos fantasmas
na nossa mente.
O
medo é um estratégia praticada pelos poderosos
para
nos enfraquecer.
O medo é fabricado pelos sistemas de comunicação,
pelos filmes, filmes de ‘ação’, de violência.
É fabricado pela imposição dos poderosos
em transmitir em tempo real, todas as tragédias,
crimes e violências que acontecem no mundo.
Por que tanto exagero nas más notícias?
Para deixar-te inseguro e fazer de ti um medroso,
enclausurado em si mesmo, cuidando-se,
protegendo-se de ameaças virtuais.
Se
assistimos todos os noticiários das más notícias,
tudo passa a ser ameaçador, criando sutilmente em
nosso inconsciente, a insegurança, o medo.
E, hoje, a maioria das notícias são de violências,
assaltos, roubos, agressões, guerras.
E essa ideologia vai criando em nós,
atitudes de defesa, ou em busca da segurança,
para não correr riscos.
O medo nos mantém fechadas,
em nosso mundo mental,
em nossas residências.
O medo nos mantém ocupados
e apegados ao ego, aos nossos bens,
com medo de perdê-los ou de perder a própria vida.
O medo fecha, acorrenta,
aprisiona e estaciona as pessoas.
No fundo, só existe um medo, o medo da morte.
O medo da morte é como um tronco de uma árvore.
Todos os galhos que saem desse tronco (a morte)
Decorrem desse medo, são ramificações do medo da
morte.
E qual é o remédio, o antídoto?
Só tem um remédio: cultivar uma fé inabalável na
vida eterna.
Avalie o teu medo e leia mais sobre o assunto.
Se temos medo do
desconhecido,
tragamos o medo para cima
da mesa,
e juntos analisemos as
alternativas que temos
para domá-lo e colocar
esta força virtual e invisível,
sob o nosso comando.
Sozinho, contra mim,
o medo terá forças e me
derrotará.
Em grupo, em equipe,
o medo estará enjaulado.
Crie um grupo de estudos
e diálogo,
com seus amigos.
Eu sei, é difícil ...
você tem medo de começar.
Enquanto permanecer o
medo,
não haverá iniciativa.
Vamos nos reunir e
estudar
o que é a coragem.
É com coragem
que venceremos o medo e
suas ramificações.
Não havendo iniciativa,
o medo estará nos
mantendo prisioneiros.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com – 41 98854 5166
Publicado inicialmente em 01/06/2016.
Atualizado e publicado em 06/09/2025.
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