sábado, 6 de setembro de 2025

1027.- O medo não existe, mas ele limita nosso potencial.


 

Você já percebeu como o medo interfere

na nossa vida, prejudicando-nos,

nós e os nossos relacionamentos?

 

O medo nos estaciona nos níveis mais baixos

de nossa humanidade, no nível dos instintos,  

preocupados apenas em defender-nos,

não correr riscos, não nos comprometermos.

 

         Este texto de hoje quer nos ajudar a refletir

 como na maioria das vezes, as decisões que tomamos

 são determinadas por pressões do medo.

 

O ideal é que fosse motivada pelo amor.

 

O amor, as atitudes amorosas,

libertam, possibilitam a evolução

e expressões de liberdade, caminhando ou dançando,

explorando ou lendo, escalando ou nadando,

visitando e partilhando experiências de vida.

 

Atitudes amorosas geram a paz.

 

O medo, atitudes defensivas, paralisam-nos,

estacionam-nos na condição

de humanos subdesenvolvidos.

 

Por causa do medo, não saímos,

não aventuramos, não dialogamos,

não nos comunicamos.

 

E fechamos o mundo

que estava aberto a tantas possibilidades.

 

Atitudes medrosas

geram conflitos e a doença da paralisia.

 

O ser humano é fraco e vulnerável

pela influência de tudo aquilo que produz medo

ou que é produzido pelo medo.

 

Por outro lado, o lado positivo,

o ser humano é potencialmente corajoso,

aventureiro e ambicioso

para levantar voos nas alturas.

 

O medo não existe como substantivo concreto,

como coisa material, visível, palpável.

 

Você já viu o medo andando de bicicleta

ou subindo numa árvore, escalando uma montanha?

 

Não. Ele não existe como algo

que pode nos prejudicar.

 

O que produz o medo são pensamentos,

apenas pensamentos que criam fantasmas

onde não existem.

 

Pensamentos criam imagens mentais.

Criam fantasmas, ilusórios.

 

Não aprendemos a andar de bicicleta

com medo de cair.

E daí, não conhecemos o prazer

de dirigir uma bicicleta,

prejudicados pelo medo

e desconsiderando nossas capacidades.

 

Não escalamos uma montanha

como medo de cair,

e daí, não confiamos em nós,

nos aparelhos de segurança

que o alpinista treinado

e capacitado adquiriu.  

 

Não entramos em casa abandonada,

se disserem que lá dentro existem fantasmas.

 

Antes de entrar na casa, já imaginamos os fantasmas

e lá não entramos porque já criamos fantasmas

na nossa mente. 

 

O medo é um estratégia praticada pelos poderosos

para nos enfraquecer.

 

O medo é fabricado pelos sistemas de comunicação,

pelos filmes, filmes de ‘ação’, de violência.

 

É fabricado pela imposição dos poderosos

em transmitir em tempo real, todas as tragédias,

crimes e violências que acontecem no mundo.

 

Por que tanto exagero nas más notícias?

Para deixar-te inseguro e fazer de ti um medroso,

enclausurado em si mesmo, cuidando-se,

protegendo-se de ameaças virtuais.

 

Se assistimos todos os noticiários das más notícias,

tudo passa a ser ameaçador, criando sutilmente em nosso inconsciente, a insegurança, o medo.

 

E, hoje, a maioria das notícias são de violências,

assaltos, roubos, agressões, guerras.

 

E essa ideologia vai criando em nós,

atitudes de defesa, ou em busca da segurança,

para não correr riscos.

 

O medo nos mantém fechadas,

em nosso mundo mental,

em nossas residências.

 

O medo nos mantém ocupados

e apegados ao ego, aos nossos bens,

com medo de perdê-los ou de perder a própria vida.

 

O medo fecha, acorrenta,

aprisiona e estaciona as pessoas.

 

No fundo, só existe um medo, o medo da morte.

 

O medo da morte é como um tronco de uma árvore.

Todos os galhos que saem desse tronco (a morte)

Decorrem desse medo, são ramificações do medo da morte.

 

E qual é o remédio, o antídoto?

Só tem um remédio: cultivar uma fé inabalável na vida eterna.  

 

Avalie o teu medo e leia mais sobre o assunto.  

                

Se temos medo do desconhecido,

tragamos o medo para cima da mesa,

e juntos analisemos as alternativas que temos

para domá-lo e colocar esta força virtual e invisível,

sob o nosso comando.

 

Sozinho, contra mim,

o medo terá forças e me derrotará.

 

Em grupo, em equipe,

o medo estará enjaulado.

 

Crie um grupo de estudos e diálogo,

com seus amigos.  

 

Eu sei, é difícil ...

você tem medo de começar.

 

Enquanto permanecer o medo,

não haverá iniciativa.

 

Vamos nos reunir e estudar

o que é a coragem.

 

É com coragem

que venceremos o medo e suas ramificações.

 

Não havendo iniciativa,

o medo estará nos mantendo prisioneiros.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com – 41 98854 5166

Publicado inicialmente em 01/06/2016.

Atualizado e publicado em 06/09/2025.  

 

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