quinta-feira, 11 de setembro de 2025

1028.- Mundos. Quantos mundos existem?


Se estamos no mundo

vivendo como robôs

esse é o mundo dos inconscientes.

 

Se estamos no mundo

onde só damos importância

às exigências do corpo físico,

estamos no mundo dos instintos.

 

Se estamos no mundo, e nos perguntamos

de onde vim, 

o que estou fazendo aqui

e para onde vou, 

acabaremos nos conhecendo

como seres espirituais,

possuidores de uma Alma eterna.

Aqui estamos no mundo da Consciência.

 

O ritmo da vida agitada, apressada, superficial,

sem perguntas, sem questionamentos,  

tende a levar todo mundo para dentro

do trem automático.

 

Sem olhar, sem avaliar, sem observar,

sem perguntar, sem se questionar,

corremos o risco de só vivermos

na rotina repetitiva das coisas

de ontem, do passado,

do velho mundo.

 

Ela, a curiosidade,

as necessidades supérfluas

nos tiraram de dentro de nós e,

caímos nas armadilhas,

do conforto, do prazer, do comodismo,

do barulho, da agitação, dos passatempos

dos entretenimentos e dos jogos.

 

O envolvimento

com tudo aquilo que é exterior à nossa essência,

nos desvia e retira a energia do nosso centro vital.

 

A nossa força reside

na profundidade da personalidade,

no conhecimento e no domínio de si,

nas capacidades e potencialidades espirituais.  

 

Sem a interferência da consciência,

ficamos sujeitos a viver superficialmente,

ignorando nossa origem e nossa finalidade

aqui neste mundo,

e aí vem as consequências do vazio,

da falta de sentido,

as frustrações e desilusões.

 

Vive-se quando estamos conscientes,

isto é, quando somos nós que decidimos como agir,

que programa escolher, ou recusar, o que devo aprender,

e onde encontrar as respostas finais,

absolutas, que satisfaçam à verdade do nosso ser.   

 

É consciente aquele que dirige

o leme do seu barquinho para onde precisa ir,

e decide ir para lá, onde estão as respostas

significativas e, definitivas.

 

O trem está embalado. E nós, dentro dele.  

Parece que não há mais como parar.  

 

     E o freio, para que existe?

 

     Se é que alguém pensa

     em acordar e pisar no freio.

 

Justifica-se que é assim

que vive todo mundo,

sem se preocupar

com o outro mundo.

 

E, se você parar,

e se perguntar,

‘como estou vivendo?’

 

Com alegria, com satisfação,

curtindo cada momento,

com entusiasmo e vibração?

 

É no centro de nós mesmos

que encontramos a fonte

das alegrias mais puras,

coerentes com nossa essência,

sempre faminta de valores eternos.

 

Então, convém prestar atenção às ansiedades,

às insatisfações que experimentamos,

e que não conseguimos traduzir

por falta de conhecimento

de nós mesmos.

 

O ser humano não foi feito

para ser terráqueo apenas.

 

Podemos experimentar tudo

o que este mundo oferece

mas jamais estaremos satisfeitos, alegres,

e completos se não abrirmos as portas

para o outro mundo.  

 

O ser humano

possui uma outra natureza, superior,

invisível, que está passando fome,

porque é desconhecida.

 

E, para começar a ler e a interpretar

essa segunda natureza divina, invisível,

que somos nós, não há outro caminho,

a não ser voltar-se para dentro de si,

para o mundo da sua alma desconhecida.

 

      Alimente seu corpo, sim,

      mas não deixe sua alma insatisfeita.

 

O seu corpo, a sua vida já se familiarizou

com tudo o que é conhecido neste mundo,

e não se contentou.

 

A sua coragem se manifestará

se você decidir aventurar-se

para o mundo desconhecido,

do espirito, da alma imortal,

que anseia pela Vida Eterna. 

 

Dentro deste mundo (Planeta Terra)

estou eu, está você, estamos nós,

descobrindo que existe outro mundo,

aquele para o qual fomos feitos.

 

      Descubra-se como um ser espiritual,

      um mundo novo, um universo infinito

      dentro de nós.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com  41 98854 5166

 

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Criado e pub no Blog e no FACE em 11/09/2025

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