Se estamos no mundo
vivendo
como robôs
esse é o
mundo dos inconscientes.
Se estamos
no mundo
onde só
damos importância
às
exigências do corpo físico,
estamos no
mundo dos instintos.
Se estamos
no mundo, e nos perguntamos
de onde vim,
o que estou fazendo aqui
e para onde vou,
acabaremos nos conhecendo
como seres
espirituais,
possuidores
de uma Alma eterna.
Aqui estamos
no mundo da Consciência.
O ritmo da
vida agitada, apressada, superficial,
sem
perguntas, sem questionamentos,
tende a
levar todo mundo para dentro
do trem
automático.
Sem olhar,
sem avaliar, sem observar,
sem perguntar,
sem se questionar,
corremos o
risco de só vivermos
na rotina
repetitiva das coisas
de ontem,
do passado,
do velho
mundo.
Ela, a
curiosidade,
as
necessidades supérfluas
nos tiraram
de dentro de nós e,
caímos nas
armadilhas,
do
conforto, do prazer, do comodismo,
do
barulho, da agitação, dos passatempos
dos
entretenimentos e dos jogos.
O
envolvimento
com tudo
aquilo que é exterior à nossa essência,
nos desvia
e retira a energia do nosso centro vital.
A nossa
força reside
na
profundidade da personalidade,
no
conhecimento e no domínio de si,
nas
capacidades e potencialidades espirituais.
Sem a
interferência da consciência,
ficamos sujeitos
a viver superficialmente,
ignorando
nossa origem e nossa finalidade
aqui neste
mundo,
e aí vem as
consequências do vazio,
da falta
de sentido,
as
frustrações e desilusões.
Vive-se
quando estamos conscientes,
isto é,
quando somos nós que decidimos como agir,
que
programa escolher, ou recusar, o que devo aprender,
e onde
encontrar as respostas finais,
absolutas,
que satisfaçam à verdade do nosso ser.
É
consciente aquele que dirige
o leme do
seu barquinho para onde precisa ir,
e decide
ir para lá, onde estão as respostas
significativas
e, definitivas.
O trem
está embalado. E nós, dentro dele.
Parece que
não há mais como parar.
E o freio, para que existe?
Se é que alguém pensa
em acordar e pisar no freio.
Justifica-se
que é assim
que vive
todo mundo,
sem se
preocupar
com o
outro mundo.
E, se você
parar,
e se
perguntar,
‘como estou
vivendo?’
Com
alegria, com satisfação,
curtindo
cada momento,
com
entusiasmo e vibração?
É no
centro de nós mesmos
que
encontramos a fonte
das
alegrias mais puras,
coerentes
com nossa essência,
sempre
faminta de valores eternos.
Então,
convém prestar atenção às ansiedades,
às
insatisfações que experimentamos,
e que não
conseguimos traduzir
por falta
de conhecimento
de nós
mesmos.
O ser
humano não foi feito
para ser
terráqueo apenas.
Podemos
experimentar tudo
o que este
mundo oferece
mas jamais
estaremos satisfeitos, alegres,
e completos
se não abrirmos as portas
para o
outro mundo.
O ser
humano
possui uma
outra natureza, superior,
invisível,
que está passando fome,
porque é
desconhecida.
E, para
começar a ler e a interpretar
essa
segunda natureza divina, invisível,
que somos
nós, não há outro caminho,
a não ser
voltar-se para dentro de si,
para o
mundo da sua alma desconhecida.
Alimente seu corpo, sim,
mas não deixe sua alma insatisfeita.
O seu
corpo, a sua vida já se familiarizou
com tudo o
que é conhecido neste mundo,
e não se
contentou.
A sua
coragem se manifestará
se você
decidir aventurar-se
para o
mundo desconhecido,
do
espirito, da alma imortal,
que anseia
pela Vida Eterna.
Dentro
deste mundo (Planeta Terra)
estou eu,
está você, estamos nós,
descobrindo
que existe outro mundo,
aquele
para o qual fomos feitos.
Descubra-se como um ser espiritual,
um mundo novo, um universo infinito
dentro de nós.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
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