segunda-feira, 15 de setembro de 2025

1030.- Quase vivendo uma existência sobrenatural.

 

Às vezes acontece de estarmos

    dormindo profundamente,

        e sonhando.


Acordamos repentinamente.

 

O que nos acorda

é a vontade de transformar

o sonho em realidade.

 

Estamos dentro da vida.

Estamos vivendo.


Estamos todos juntos

dentro da nave da vida,

viajando pelo universo,

sem perceber a altíssima velocidade

na qual estamos envolvidos.


Não temos ideia

da velocidade que a terra viaja.

Nem sequer percebemos.

Apenas percebemos a diferença

entre o dia e noite,

porque aqui onde estamos,

temos o sol que nos ajuda

e serve de referência.


 Se estudarmos um pouquinho

a ciência da astronomia,

ficaremos até assustados

sabendo um pouquinho só,

do tamanho do universo.


Assim também em muitas ciências,

reconhecemos o pouco conhecimento

que temos.


 O universo cultural é grande.


O estoque do conhecimento é ilimitado.


O que sabemos é apenas um pingo,

um ponto de caneta numa folha branca.


Por mais que queiramos

e conquistemos, está longe a data

em que conseguiremos abranger a totalidade.

 

Mas, se não tivermos uma ideia do todo,

não teremos a visão da verdade plena,

e seremos enganados.  

 

“Se enganados, vivemos o possível;

esperançosos, sonhamos sonhos impossíveis”.



Se estivermos sendo enganados

pela cultura, pela literatura,

pelas filosofias, psicologias

e todas as outras ciências,

pelo que já foi escrito

e pelo que sabemos da história,

estamos vivendo apenas o que nos é possível.

 

Caminhemos juntos.


Sejamos parceiros nesta pesquisa,

nesta ânsia de coisas maiores e melhores.

 

Não me deixem acostumar por estas terras.


Não permitam que eu goste

de morar por aqui.

 

Não se acostumem também.

 

Cutuquemos a acomodação.

 

Não insistamos

em fincar raízes na terra árida.

 

Procuremos a terra fértil

onde se encontram os principais

e mais importantes nutrientes

que alimentam o impossível,

sonhável e desejável.


Colaborem comigo.

 

Mostrem-me,

decifrem e deem-me

as chaves dos mistérios

que alimentem a natureza infinita,

que mora neste mais do que finito,

que sou eu, que somos nós,

com sede insaciável.

 

Saciem minha sede com água pura,

da verdadeira e própria fonte,

e forneçam-me alimentos

que eternizem.

 

Busquemos juntos o caminho

e o alimento certo,

que contenham nutrientes

apropriados.

 

Teimemos

contra a própria correnteza,

nem que seja uma oposição

à nossa própria natureza.

 

Não posso e não podemos aceitar

que a própria natureza

limite o que podemos ser.

 

Não aceitemos, passivamente,

entregar-nos para os limites.

 

Não fomos criados para

permanecer no mundo do fechado,

do pouco, do túmulo lacrado

da morte sem sentido,

sem aberturas para o futuro.

 

Não tiremos de nós as poucas esperanças

que nos vêm dos bons profetas

e dos sensíveis poetas.

 

Afastemos de nós

os profetas do mau agouro,

que não avistam nada

além das fronteiras.

Estes, não nos fazem pensar,

nem imaginar sobre ‘algo a mais’

que possa existir.

 

Não acho próprio da natureza humana

permanecer preso só no que vemos e tocamos.

 

Não suporto a ideia de ser só isso.

 

É muito pouco.

 

Deve ter muito mais.

 

Não, não quero estar satisfeito.

 

Não aceitemos permanecer

no campo limitado da matéria

ou nos limites geográficos

da natureza visível e palpável.

 

Asas não as temos.

Não conseguimos ainda,

mas sonhamos voar.

 

Nossa existência não é natural.

 

Ela é sobrenatural.

 

Sentimos isso.

 

Fazemos essa experiência.

 

Queremos viver mais o sobrenatural

do que a dimensão perecível do natural.

 

Muito mais do que para baixo,

forças íntimas e profundas

empurram-nos para cima.


Não nos interessamos tanto

em pesquisar o fundo da terra.

 

Enche-nos de espanto e encanto

os espaços lá de cima.

 

Mais do que com pesadelos,

povoamos e alimentamos nossa imaginação

com sonhos e ideais.

 

Muito mais do que a passividade,

o movimento nos remete para o alto.

 

Muito mais que as resistências,

motivações despertam sonhos e ideais.

 

Nos espaços siderais, irmãos nossos,

já voaram procurando o infinito.

 

Não, não somos órfãos.

 

Traços e pistas do Pai dos céus

existem por toda parte.

 

Não, não somos só humanos.

 

A alegria nos diz isso.

 

Queremos sempre

a alegria por perto.

 

Desejamos cultivar

a fonte da alegria

na nossa própria horta.

 

Somos pessoas,

com potencial espiritual infinito,

abertos ao ilimitado,

pela imagem e semelhança

com o Cientista,

Criador da Terra e dos Céus,

que cria para a eternidade.

 

Prefiro ser um iludido

e viver nesta esperança

a sofrer numa vida triste

sem saída para a imortalidade.

 

Extasia-nos e nos desperta,

um convite, um aceno,

um chamado lá

das estrelas.

 

Quem saciará a fome

e desejos de conhecer o céu?

 

Estes escritores procuramos.

Estes cientistas esperamos.

 

Que mãe parirá estes necessários

novos escritores, novos profetas,

novos poetas, cientistas do além?

 

Por favor, reitores, cientistas,

filósofos, artistas e poetas,

rabisquem linhas, pintem e rimem,

e profiram palavras ue alarguem

e prolonguem estes sonhos,

necessidades básicas,

das nossas esperanças.

 

Políticos,

assinem projetos ousados,

capazes de fazer acontecer,

a esperança brotar de novo,

de verde, em todos os povos,

e a justiça desfilar em carros abertos

pelas avenidas, povoadas, de pessoas

 atendidas em suas necessidades básicas.

 

Teólogos, alimentem nossa fé

no Criador do Universo.

 

Ele é nosso Pai.

 

Revelem-nos o rosto Dele,

e as moradas Ele que está preparando

para nós.

 

Não queremos ser filhos sem heranças.

 

Queremos acreditar nas promessas

de que somos herdeiros dos céus.

 

Não esvaziem

o conteúdo misterioso do Criador,

nosso Pai.

 

Não nos deixem famintos,

alimentando-nos

com a ignorância destes dons.

 

Não escondam as verdades eternas.

 

Permitam-nos curtir

o mistério da natureza Divina

e abram os espaços mostrando-nos

o impossível, o infinito e o Incognoscível.

 

Demonstrem as evidências do espírito.

 

Falem da ressurreição após a morte,

da vida, da vida eterna.

 

Queremos continuar vivendo, eternamente.

 

Profissionais de todas as ocupações,

insistam, percam o sono,

invistam nesse financiamento,

nas provas e demonstrações

que os mistérios não são fechados

ou impossíveis de serem lidos.

 

O livro da história

já nos contou muitas verdades.

 

Verdades eternas

permanecem com o passar dos anos.

 

Já temos um sul.

Já temos a esperança

de que tais ideais são possíveis.

 

Não se acovardem.


Não nos reduzam a coisa pequena.

Nossas existência já é sobrenatural. 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com  41 98854 5166

 

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Criado e pub no Blog e no FACE em 11/09/2025

 

Publicado no Blog Heipo World em 26/01/2014 com o número 13, e atualizado em 29/01/2016. Atualizado em 30/08/2018. Atualizado e republicado no BLOG e no FACE em 16/09/2025.

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