sexta-feira, 8 de maio de 2015

210.- Amor. A física e a mística do amor.

 


O bom que existe em nós
                não suporta viver mal.

 

Existem alguns condutores de energia

no campo da física e da mística.

 

O estudo e aplicação da física

ocupa-se das potencias

das energias invisíveis.

 

O que não é visível

pode ser classificado (ainda)

no campo da mística.

 

Dentro do campo da mística

entram o que consideramos

(ainda) os mistérios.

 

Estamos começando a decifrar,

a ler e a entender

as mensagens do mundo invisível.

 

Estudar os princípios da física quântica

podem nos revelar paisagens

ou faces das fotografias

que parecem estar invisíveis ainda.

 

Tudo está conectado.

 

Vivemos num mundo unificado.

 

Tudo o que fazemos

ou deixamos de fazer influencia

ou interfere no mundo ou nos outros.

 

Tudo o que os outros fazem,

faz parte da nossa vida.

 

Sintonizar-se

ou envolver-se neste campo energético

somente é possível

através de ações

que envolvem motivações

e emoções.

 

Não é possível amar

somente com o pensamento.

 

Não é possível amar

somente com palavras.

 

Se você lê ou escuta uma notícia boa,

você se alegra e vibra,

e se emociona

com aquele acontecimento noticiado.

E nos alegramos,

como se fosse uma conquista nossa.

 

Quando ouvimos ou vemos na TV

uma notícia ruim,

um desastre,

uma catástrofe ou tragédia,

sentimos algo em nós,

sentimentos ruins,

provocando sentimento de perda

ou de mal-estar.

 

E nos revoltamos.

 

Parece que nos atinge

em nossa estrutura íntima.

 

As energias boas,

são transportadas por alguns condutores:

todos os atos de amor, atos de justiça,

atos de bondade,

são energias positivas

que penetram toda a matéria

e todo cosmo,

e se unem ou vibram

na atmosfera das forças unitivas.

 

Também vale o outro princípio:

as energias más, desunem,

provocam cisões, divisões,

desequilíbrios.

 

Retardam a unificação.

 

Estas energias provocam o atraso.

 

Mantém-nos estacionados

num mundo que foi feito para evoluir.

 

Pessoas nascem e morrem

sem ter percebido as leis universais

que deveriam ter aprendido

para superar a sua simples

humanidade.

 

Mesmo que todos estejamos acoplados

com o espírito, mas envolvidos

na cultura do mundo,

comemos e ingerimos

somente o que se respira

neste mundo material.

 

A  cultura atual

ou o mundo no qual vivemos

é organizado

a partir de interesses egoístas

das pessoas e de grupos.

 

É uma cultura fechada,

pequena, não abrangente.


Para sair desta atmosfera

é necessário acreditar

na energia boa

que percorre todos os cantos da terra

e do universo.

 

Quase toda a humanidade

está no mundo

e vive

a partir dos valores deste mundo.


Poucos estão no mundo

e vivem a cultura dos valores

anunciados pela Boa Notícia do Evangelho,

uma cultura que avança

até as fronteiras do pós morte.

 

Quem está vivendo

só a dimensão deste mundo,

vive apenas na superfície.

 

Vive uma dimensão passageira,

porém, com destino incerto.

 

Não agem:

apenas reagem

aos convites da rotina.

 

Apenas uma pequena parte

consegue despertar a consciência,

envolver-se nas dimensões da profundidade

e da verticalidade,

tomando a própria vida nas mãos

e dirigindo-se

para onde se encontram

as respostas fundamentais

da existência.

 

As consequências

do desconhecimento

ou da apatia

diante das leis da física quântica são:

falta de sentido na vida;

vazio existencial;

procura de atividades o tempo todo.

 

Estas pessoas

não conseguem ficar sozinhas e quietas.

 

O silêncio é muito forte e faz mal.

 

Não sabem lidar com o silêncio.

 

Parar e olhar para si mesmo

e ver que não está evoluindo

nem indo para lugar nenhum,

é insuportável.

 

É um inferno

ver-se vivendo

de forma incoerente.

 

Por isso, foge-se de si mesmo,

procurando mais movimento,

mais barulho, mais agitação.

 

É assim que as pessoas

que estão fora da órbita

se sentem.

 

Entrar na órbita do cosmo,

do universo,

é sintonizar

com a corrente das boas energias, disponibilizadas nas ações de solidariedade,

de amor concreto, atos de bondade

e de justiça.

 

O ser humano

encontra resposta para a sua vida

quando se coloca a serviço.


Sentir-se útil

responde às perguntas fundamentais

da existência.


Conviver, partilhar,

conversar sobre coisas importantes,

montar um grupo de estudos e debates,

procurar amigos que curtam esta dinâmica,

pode ser um recomeço.

 

 

O bom que existe em nós

não suporta viver mal.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski


Atualizado em 31/05/2016.
 
 

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