Depois de ter andado por muitos lugares, pesquisado algumas civilizações
e culturas, não achei nada melhor do que o sorriso e suas companheiras: a
risada silenciosa e a gargalhada ruidosa.
Estes ingredientes facilitam o contato. Entre estranhos,
línguas diferentes, o rosto alegre acompanhado de dúvidas para se fazer
entender, abre o sorriso do outro, esperando dele uma pergunta desajeitada ou
mesmo uma palavra mal pronunciada sujeita a várias interpretações. Não importa
como, mas a compreensão é facilitada pelo rosto alegre. E se houver a esperada
simpatia do outro, meias palavras e vários gestos alcançarão as respostas
procuradas.
Nas reuniões importantes, vestimos máscaras de pessoas sérias,
enrijecemos nossos músculos e a criatividade é bloqueada. Nos ambientes de
trabalho sério, cada hora dura duas para passar.
Em
reuniões informais, nos bares, despojados das máscaras, revelamos o artista, o
palhaço simpático que existe em cada um de nós ... e as risadas e gargalhadas
se sucedem até doer a barriga. E as horas se vão sem que percebamos.
Nas
crianças a alegria e as risadas são naturais.
Nos
adultos, tais características, vão reduzindo-se a raras manifestações.
Ser humano não é desumanizar-se.
Viver sem alegria e sem o bom humor é perder as maiores características que nos identificam como humanos.
Ser humano não é desumanizar-se.
Viver sem alegria e sem o bom humor é perder as maiores características que nos identificam como humanos.
O
humor é aquela parte do ser humano considerada tão importante a ponto de ser a
responsável pela saúde psicológica de todas as pessoas.
Se faltar alegria, a doença entra.
Se faltar risadas, choros e dores aparecem rapidamente, sem chamar.
Faltando o bom humor, entra no seu lugar os desequilíbrios, e as consequências não são nada boas.
Se faltar alegria, a doença entra.
Se faltar risadas, choros e dores aparecem rapidamente, sem chamar.
Faltando o bom humor, entra no seu lugar os desequilíbrios, e as consequências não são nada boas.
A
produtividade aumenta onde a alegria se faz presente.
A
saúde se mantém onde o bom humor reside.
A
casa se transforma em lar. O lar se transforma em ninho. O ninho se transforma
em aconchego, onde o ambiente é construído com o bom humor.
Como
é gostoso voltar para casa, ao final de um dia de trabalho e ser recepcionado
com um largo sorriso nos lábios, com brilho no olhar e abraços calorosos.
Quando
sofrermos as pressões da vida profissional, podemos correr o risco de
contaminar nossa casa com o ambiente pesado de lá, da empresa.
Daí,
aqueles que apanham da vida, chegam em casa e surram os entes queridos.
Mas
não deve ser assim.
Por
isso trabalhar longe de casa tem lá suas vantagens, para que dê tempo suficiente
para ir deixando pelo caminho o estresse acumulado durante o dia todo.
Vá
caminhando ou mesmo dirigindo, de tal forma que, quando chegar em casa, o
estresse tenha se perdido pelas ruas.
Como?
Observando e rindo do estresse dos motoristas absorvidos e tomados pelo
estresse da vida. Vá observando a inutilidade do estresse, maneiras desumanas
de demonstrar nossa incompetência em administrar a própria vida.
O
bom humor não é um objetivo: é consequência.
O
bom humor é consequência de um estilo de vida fundado nos princípios de vida do
Heipo. (Leia os primeiros textos sobre o Heipo para encaixar melhor este
assunto).
No
grupo dos estressados estão aqueles que não despertaram a consciência. Apenas reagem, apenas respondem no nível dos instintos.
Desperta
a consciência aquele que está no comando da vida.
Está
no comando da sua própria vida separando a função de funcionário da função de
marido ou esposa, de pai ou de mãe.
Não
é possível separar, claro que não.
Mas
pode ser escolhido uma forma de agir bem mais humana.
Se
apanhamos, reagimos.
Não...
o nosso comportamento de pai, mãe, esposa ou esposo não podem ser ações de
reações.
Devem
ser ações ou atitudes escolhidas, de quem está no comando da vida e não
consequencial da vida.
O
ser humano é o construtor, o responsável por construir ambientes de paz,
serenidade e boas condições de vida.
Se o
ser humano hoje sente-se esvaziado do bom humor pode ser um sintoma de que não
está com a mão na direção do veículo da sua própria vida.
Se
você anda triste, amargurado, desmotivado, está faltando alegria no tanque de
combustível da sua vida.
É
fácil constatar isso se o número dos teus amigos diminuiu nos últimos anos. É
fácil constatar isso se você já não consegue admirar e sorrir daquilo que
acontece de gozado fora do teu mundo.
Se
você não está amando, você não se sentirá amado.
Se
você não está admirando nada do que é belo fora de ti é porque você pode estar
curtindo o que está azedo por dentro.
E
isso contagia, como contagia o bom humor.
Então,
olhando os dois lados, dá para escolher o que melhores resultados produzem.
A
criatividade é próprio das pessoas alegres. As lamentações e azares da vida
acompanham os carrancudos.
Os
duros de coração, sem sensibilidade são sérios, críticos, analíticos, perdem-se
e deixam-se tomar pelo pessimismo, porque só olham para os defeitos, para os
desequilíbrios ... e contaminam-se, trazendo para dentro de si, análises e
pensamentos ruins. E permanecem fechados ao bem, ao belo, à paz.
Os
bons de corações, os misericordiosos são alegres. A docilidade anda junto. A
ternura acompanha.
A
bondade é uma menina que anda sempre vestida com as cores da alegria. E o bom
humor deve ser namorado dela.
Comente comigo este texto. Entre em contato através do email eneaspb@gmail.com
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Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 28/01/2016.
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