segunda-feira, 4 de maio de 2015

208.- Bom Humor. Não, não existe nada melhor do que o Bom Humor


       Depois de ter andado por muitos lugares, pesquisado algumas civilizações e culturas, não achei nada melhor do que o sorriso e suas companheiras: a risada silenciosa e a gargalhada ruidosa.

       Estes ingredientes facilitam o contato. Entre estranhos, línguas diferentes, o rosto alegre acompanhado de dúvidas para se fazer entender, abre o sorriso do outro, esperando dele uma pergunta desajeitada ou mesmo uma palavra mal pronunciada sujeita a várias interpretações. Não importa como, mas a compreensão é facilitada pelo rosto alegre. E se houver a esperada simpatia do outro, meias palavras e vários gestos alcançarão as respostas procuradas.

       Nas reuniões importantes, vestimos máscaras de pessoas sérias, enrijecemos nossos músculos e a criatividade é bloqueada. Nos ambientes de trabalho sério, cada hora dura duas para passar.

Em reuniões informais, nos bares, despojados das máscaras, revelamos o artista, o palhaço simpático que existe em cada um de nós ... e as risadas e gargalhadas se sucedem até doer a barriga. E as horas se vão sem que percebamos.

Nas crianças a alegria e as risadas são naturais.

Nos adultos, tais características, vão reduzindo-se a raras manifestações. 

Ser humano não é desumanizar-se. 

Viver sem alegria e sem o bom humor é perder as maiores características que nos identificam como humanos.

O humor é aquela parte do ser humano considerada tão importante a ponto de ser a responsável pela saúde psicológica de todas as pessoas. 

Se faltar alegria, a doença entra. 

Se faltar risadas, choros e dores aparecem rapidamente, sem chamar. 

Faltando o bom humor, entra no seu lugar os desequilíbrios, e as consequências não são nada boas.

A produtividade aumenta onde a alegria se faz presente.

A saúde se mantém onde o bom humor reside.

A casa se transforma em lar. O lar se transforma em ninho. O ninho se transforma em aconchego, onde o ambiente é construído com o bom humor.

Como é gostoso voltar para casa, ao final de um dia de trabalho e ser recepcionado com um largo sorriso nos lábios, com brilho no olhar e abraços calorosos.

Quando sofrermos as pressões da vida profissional, podemos correr o risco de contaminar nossa casa com o ambiente pesado de lá, da empresa.

Daí, aqueles que apanham da vida, chegam em casa e surram os entes queridos.

Mas não deve ser assim.

Por isso trabalhar longe de casa tem lá suas vantagens, para que dê tempo suficiente para ir deixando pelo caminho o estresse acumulado durante o dia todo. 

Vá caminhando ou mesmo dirigindo, de tal forma que, quando chegar em casa, o estresse tenha se perdido pelas ruas.

Como? Observando e rindo do estresse dos motoristas absorvidos e tomados pelo estresse da vida. Vá observando a inutilidade do estresse, maneiras desumanas de demonstrar nossa incompetência em administrar a própria vida.

O bom humor não é um objetivo: é consequência.

O bom humor é consequência de um estilo de vida fundado nos princípios de vida do Heipo. (Leia os primeiros textos sobre o Heipo para encaixar melhor este assunto).

No grupo dos estressados estão aqueles que não despertaram a consciência. Apenas reagem, apenas respondem no nível dos instintos. 

Desperta a consciência aquele que está no comando da vida.

Está no comando da sua própria vida separando a função de funcionário da função de marido ou esposa, de pai ou de mãe.

Não é possível separar, claro que não.

Mas pode ser escolhido uma forma de agir bem mais humana.

Se apanhamos, reagimos.

Não... o nosso comportamento de pai, mãe, esposa ou esposo não podem ser ações de reações.

Devem ser ações ou atitudes escolhidas, de quem está no comando da vida e não consequencial da vida.

O ser humano é o construtor, o responsável por construir ambientes de paz, serenidade e boas condições de vida.

Se o ser humano hoje sente-se esvaziado do bom humor pode ser um sintoma de que não está com a mão na direção do veículo da sua própria vida.

Se você anda triste, amargurado, desmotivado, está faltando alegria no tanque de combustível da sua vida.

É fácil constatar isso se o número dos teus amigos diminuiu nos últimos anos. É fácil constatar isso se você já não consegue admirar e sorrir daquilo que acontece de gozado fora do teu mundo.

Se você não está amando, você não se sentirá amado.

Se você não está admirando nada do que é belo fora de ti é porque você pode estar curtindo o que está azedo por dentro.

E isso contagia, como contagia o bom humor.

Então, olhando os dois lados, dá para escolher o que melhores resultados produzem.

A criatividade é próprio das pessoas alegres. As lamentações e azares da vida acompanham os carrancudos.

Os duros de coração, sem sensibilidade são sérios, críticos, analíticos, perdem-se e deixam-se tomar pelo pessimismo, porque só olham para os defeitos, para os desequilíbrios ... e contaminam-se, trazendo para dentro de si, análises e pensamentos ruins. E permanecem fechados ao bem, ao belo, à paz. 

Os bons de corações, os misericordiosos são alegres. A docilidade anda junto. A ternura acompanha.

A bondade é uma menina que anda sempre vestida com as cores da alegria. E o bom humor deve ser namorado dela.

Comente comigo este texto. Entre em contato através do email eneaspb@gmail.com 

Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 28/01/2016. 

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