Nós somos
criaturas novas,
renovadas pela graça, divina.
Nós somos
investimentos do Criador
nas suas criaturas.
Somos obras e ferramentas
preparadas para trabalhar
projetos Eternos.
O nosso bem-estar
e o nosso bem-viver
vem das graças
que nos são dadas
pelo nosso Pai do céu.
Graças são favores,
socorros gratuitos
que o Pai dá
para que tenhamos forças
para responder ao seu convite
de tornar-nos filhos Dele,
adotados para participar
da natureza divina e da vida eterna.
É a ajuda externa
que necessitamos.
A vida eterna
é o destino do ser humano.
Esta destinação ou vocação
é de natureza sobrenatural,
claramente perceptível para alguns
e imperceptível para a maioria.
Os bens
que nós, os herdeiros
herdamos
e herdaremos,
são bens eternos,
por isso, já pode
gastar aqui,
pois já vivemos
dentro do infinito.
Já somos parte da
eternidade,
ou melhor, já estamos
dentro
do bojo da eternidade.
Esta vocação
ultrapassa
as capacidades da
inteligência
e as forças da
vontade das pessoas.
Como herdeiros,
ganhamos uma baita
herança,
talvez sem méritos
para tão grande bem,
já que é um bem
eterno, para sempre.
Como curtir as graças
que recebemos?
Primeiramente,
perceber,
com clareza e
distinção,
a vida que temos,
a vida que sou.
Segundamente,
perceber
a perfeição que há em
mim,
desde a minha
capacidade para andar,
mover-me, sentir-me,
expressar-me.
Terceiramente,
perceber a complexidade
dos membros e
funções, a multiplicidade
de elementos
diferentes em meu corpo,
em meu cérebro,
memória, inteligência,
racionalidade e consciência,
racionalidade e consciência,
funcionando em
unidade
e harmonia pacífica.
Em seguida, perceber
o lugar, o ambiente,
a natureza toda que
me rodeia
ou o lugar que
escolhi para viver.
Perceber a gratuidade
de tudo o que contém
o Planeta Terra,
a própria terra, os
rios, os mares,
o ar, o sol, o dia e
a noite, o frio e o calor,
a água, vestuário, os
alimentos, a proteção
e o aconchego de uma
casa, um lar ...
as pessoas queridas,
enfim tudo que me
ajuda
a crescer, a
trabalhar, a viver,
a ser o que sou.
Faltam ainda outras
graças,
gratuidades, como os
frutos todos,
oriundos da evolução,
das descobertas,
das invenções, do
progresso.
Sim, muitas coisas
ainda,
frutos do empenho,
das capacidades
e liberdade do ser
humano,
resultado das
pesquisas,
da vontade de
melhorar as condições
e qualidades de vida
de todos os humanos.
Mas não temos aqui na
Terra
lugar e morada
permanente.
Não estamos não,
construindo cidades
para que sejam
eternas.
Até onde o ser humano
pode chegar
com as próprias
forças?
Poderíamos separar,
racionalmente,
analiticamente, e
perceber
onde o ser humano, as
pessoas humanas
foram responsáveis,
só elas,
as únicas
responsáveis
pelos caminhos
percorridos,
da evolução?
Não dá para
visualizar
a parceria, a fusão,
a aliança
do humano com o
divino.
Não há instrumentos
de medição,
para perceber onde o
nosso Pai
e o seu Espírito
participam.
Estamos sim,
usando a justiça e as
atitudes amorosas,
como materiais de
construção corretos,
construindo o céu,
lenta e sutilmente.
Não é a sociedade dos
humanos
que estamos
construindo.
É a fraternidade
filial.
Com as graças
recebidas,
estamos a construir
nova Terra,
e o céu.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 24/05/2016.
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