sexta-feira, 27 de maio de 2016

295.- Comunicação. O discernimento necessário diante dos meios de comunicação. 295




Tudo ou quase tudo entra em nós
através dos nossos olhos, ouvidos,
pela boca e pelo nariz.


Pelo nariz só entra ar,
nem sempre puro,
e o agradável aroma
do perfume.


Entra também
o mau cheiro e a fumaça.


Quando acontece isso,
logo nos afastamos do lugar.


Não deixamos nosso nariz irritar-se.


O que entra pela nossa boca,
isto sim, selecionamos.


Só entra coisa boa,
alimentos, nutrientes,
doce ou amargo,
mas, selecionado.


Não entra nada estragado
ou contaminado.


É por isso que
raramente experimentamos
revolta do estomago,
como náuseas ou vômito.


Diferente é o que entra pelos nossos olhos
e ouvidos: pouca seleção praticamos.



É por isso que ficamos pessimistas,
lamurientos e até deprimidos.


Não sabemos vomitar
o que nos faz mal,
racional ou emocionalmente.


Não usamos filtros
para selecionar tudo o que vem
através das avalanches de comunicação
com as quais somos bombardeados
a todo instante.


A causa da falta de entusiasmo
e motivação na vida,
muitas e muitas vezes,
está naquilo que permitimos
que entre dentro de nós,
sem que tenhamos
exercido a seleção
do que temos necessidade
de saber e conhecer.


Nossos olhos olham para tudo.


Nossos ouvidos ouvem de tudo,
nem que não queiram.


Somos culpados
pelas atitudes agressivas
e pela falta de bom humor
em nossa vida.


Nossos amigos até sabem disso,
mas cuidam, não falam,
para não aumentar ainda mais
o volume de comunicação.


Há excesso
de bombardeamento de comunicação,
e nossa capacidade de digerir,
racional e sentimentalmente,
tudo o que entra,
sofre consequências de saturação,
e não descartamos.


Carregamos vida afora
as causas dos nossos estresses,
e nem percebemos o que vai azedando
e deixando pesada, sem sabor, a nossa vida.  


Vamos acumulando, acumulando
e vamos aceitando como natural,
por isso, não descartamos.


E nem sabemos descartar,
porque não gostamos de pescar
ou de passear em meio à Natureza viva.  


Infelizmente
não temos como vomitar o excesso
de comunicação virtual
que permitimos cair, em nosso pacífico
aeroporto mental e sentimental,
explodindo nossas naturais resistências.


E faz mal. Passamos mal.
Daí, as consequências: pensamos mal
e falamos do mal que estamos penando.


Tudo o que entra em nosso inconsciente,
sem nossa autorização,
funciona como inimigo,
como veneno,
como causadores de dúvidas,
e de mal estar.


Tudo o que absorvemos
através dos canais receptivos
dos ouvidos e da visão,
afetam a personalidade
e a saúde.


Podemos consertar esta falha
através do acionamento de uma qualidade,
digamos, de uma virtude conquistada,
que é o discernimento.
Discernir então, é escolher.


Escolher o que queremos ver
e o que queremos ouvir.
Aí se restabelece nossa saúde mental.
A pastosidade mental desaparece,
e a clareza limpa a névoa dos espelhos.


Você pode escolher
entre ouvir músicas
em volume alto
ou em volume baixo.


Pode escolher
entre músicas barulhentas
e músicas lentas,
músicas estressantes
ou músicas orquestradas.


Existe sim,
a possibilidade de escolha.



Você tem o poder de escolher
o que te faz bem.


Você pode recusar a ver estes programas
ou filmes de terror, filmes de ação,
noticiários de desastres,
roubos, corrupção, violências,
e luta livre.   


Usando a capacidade do discernimento
você recusa, porque agora sabe,
que este tipo de sons e imagens
te fazem mal e te deixam
agitado, cheio de energias
agressivas.


Escolha os outros programas
e terá mais saúde, mais otimismo.


Serás aceito
e bem vindo nos teus grupos
de convivência, pois serás pacífico,
companheiro leve, de fala agradável
e atitudes educadas.


Como você interage
com os meios de comunicação?


Tudo o que você ouve e vê,
é mercadoria colocada à venda.


Você pode adquirir
ou ficar com vontade de comprar.


Às vezes você compra,
mesmo sem precisar.


Veja claramente
dois interesses em jogo.


Na faixa externa
está a propaganda,
a notícia, o programa à venda.


Na faixa interna está você,
com sua inteligência
e capacidade de discernir,
escolher, ou rejeitar.


Se você não ativa
sua capacidade CONSCIENTE,
a comunicação, a propaganda,
a notícia, o programa te absorve
e come o teu tempo e te explora.


Você tem o poder de resistir,
se discernir, separar e escolher.

  
Poucos, poucos estão treinados
e capacitados a permanecer
donos das suas escolhas.


Os meios de comunicação
e o que eles transmitem (=vendem)
é uma ciência de interesses,
muito sutil,
que estuda as fraquezas,
 ambições e paixões
do ser humano.


Eles enriquecem,
nós empobrecemos,
a não ser que estejamos preparados,
com o discernimento ativado
e jogando na defesa,
para não nos deixar comer.


Entenda o termo ‘noofagia’:
Noo = consciência;
Fagia = fome.
‘Comer sua consciência’
é o objetivo dos meios de comunicação.


E você é fisgado
quando é despertada
a sua curiosidade.


As iscas,
são as técnicas usadas
para prender a atenção
do 'ouvidor' ou do ‘leitor’.


Você pode ser,
opositor, escolhedor,
dono do seu próprio nariz.


Opor resistência,
não concordar,
não aderir,
não comprar jornal,
não comprar revista,
não ligar a televisão,
não ligar o som.


Ligou, se ferrrrrou.
Ligou: beliscou, mordeu, comprou.


Perceba como é difícil, hoje,
viver sem estar ‘fisgado’
pelas técnicas de comunicação.


Confira e concorde:
você está sempre
com a curiosidade ativada.


Confira e concorde:
você não sabe ficar
sem ter alguma coisa ligada
para ouvir ou para ver.


Confira e concorde:
você dificilmente ativa
sua inteligência,
para escolher ou recusar.


Raramente
você aciona o discernimento
para escolher aquele programa
que te ajudará a ser melhor profissional,
melhor pai ou mãe, marido ou esposa,
melhor irmão, melhor amigo.


Além do mais,
você ainda corre o risco
de entrar na filosofia
do consumismo
e incentivar outras pessoas
a seguirem a moda,
comentar mais um pouco,
tudo o que está sendo mastigado
e consumido pela mídia.


Discernimento é julgamento crítico.


Mídia é repetição, re-petição,
insistência, em volume alto,
mais alto do que o normal.

  
Conversamos
tão somente sobre o que vemos na tv
e ouvimos no rádio.


Onde estão os valores permanentes?
Referenciais de diálogos profundos?


Quando é que conversamos
sobre os princípios universais,
que estão na base
da estrutura da personalidade,
que sustentam as vigas mestras
da sociedade?


Onde ou quando falamos
sobre honestidade,
verdade, coerência, educação,
justiça, bem comum?


Onde está a sua liberdade?
Você não é mais livre.


Você não sabe o que fazer
com a sua liberdade.


Perceba como estamos alienados.
Ficamos apenas na superfície.
Estamos comidos.

E ainda jogamos no time deles.

Você não é mais original.

Você não é mais você mesmo.

O que é que você vai fazer?
- Nada.


Só tem uma saída.


Conhecer-se a si mesmo.
Despertar-se para ideais de nobreza,
superação, aquisição de novos valores,
subir, escalar novos patamares,
níveis de dignidade,
exemplo de vida aperfeiçoada,
com arte, fina arte de acabamento.

Deixe de ser um ser manipulado.

Permita-se a promoção
para ser senhor(a) de si mesmo(a).

Vá até uma livraria
e compre livros que te ressuscitem.

Forme um grupo de pessoas
para conversar
sobre originalidade,
evolução, família, solidariedade,
ideais que transformaram pessoas
e mudaram  o rumo da história.

Forme um grupo de pessoas
para ler e conversar
sobre os textos do Heipo’s World.

Entre em contato comigo
e diga-me para onde quer ir,
e com quem quer ir.




Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 07/10/2016

eneaspb@gmail.com     41 98854 5166



Leia outros textos:






Nenhum comentário:

Postar um comentário