A característica da
razão
ou da racionalidade
é a imparcialidade.
A razão apreende,
analisa,
tece comentários,
efetua raciocínios,
sem a interferência
dos sentimentos.
A razão é destituída
de emoções.
A razão, o raciocínio
pode sim,
despertar as emoções.
Quando isso acontece,
soma-se inteligência
racional
com inteligência
emocional.
Aí, as operações
humanas
são mais completas.
Por exemplo,
sei que preciso
adquirir conhecimentos
para passar num
concurso.
Preciso acrescentar
motivações
para que as horas
empenhadas no estudo
sejam proveitosas.
Tenho então que
motivar,
criar emoções fortes,
visualizando-me
vencedor,
superando cansaços,
preguiça,
desanimo e
desistências.
O que é que está por
trás das emoções,
das motivações? –
Está o coração.
Quero deixar bem
claro
que a pessoa humana é
uma só realidade.
É unidade.
Somos personalidade.
Somos a soma
de todas as nossas
capacidades.
Temos
potencialidades,
energias, forças
latentes.
Somos capazes
porque somos uma
usina,
fábrica de energias.
Porém, parece-me
que temos necessidade
de separar as coisas,
dar nomes,
e perceber
individualidades
dentro do grande
potencial
que é a pessoa
humana.
Queremos focar as emoções
e o coração,
como a fonte de energias
capaz de
convencer-nos
e orientar-nos
em vista de bens a
conquistar.
Estaremos fazendo
poesia,
palavras e frases
leves,
afinadas com nossos
gostos,
próximas daquilo que
mais gostamos,
que é
afetuosidade, carinho,
simpatia e ternura.
Gostamos do romance,
das declarações de
amor,
dos gestos de
aceitação,
dos elogios e
reconhecimentos.
Experimentemos ver
e sentir com o
coração.
Criemos em nós,
o clima das
expectativas boas.
Abramos nosso coração
à receptividade.
Desarmemos
o senso crítico racional.
Afastemos
os olhares de
julgamento.
Apertemos o botão
que ativa o
acolhimento.
Onde está a chave
que liga o
Entusiasmo?
Ache-a.
E o encantamento,
como ativar?
– Basta desativar a
racionalidade
que só se manifesta
para analisar.
Encantar-se
é o mesmo que
enamorar-se.
Cada um de nós
é Rei ou Rainha do
Universo,
se observar
cuidadosamente,
usando, agora sim,
a capacidade racional
para perceber tudo
o que contém a
natureza.
Primeiro, observe o teu
mundo,
o teu universo
interior,
observando-se a si mesmo
e percebendo todas as
capacidades
que tens para olhar,
escutar, absorver,
apreender, acolher.
Tudo o que é bom e
bonito
pode entrar através
dos olhos,
ouvidos, atenção,
recepção,
intelecto, cérebro.
E, cuidado,
o que não é bom
também pode entrar,
se você selecionar e
deixar entrar.
Em segundo lugar,
observe o mundão fora
de você,
toda a natureza,
tudo o que existe de
bom,
de bonito, de útil.
Desde a natureza
florestal,
fauna, flora, peixes,
pássaros,
animais, pessoas
humanas, profissões ...
Tudo o que existe,
existe em função da
sua vida.
Você recebe
constantes homenagens
da natureza.
Perceba-se
e sinta como a
natureza te trata.
Continuamente você
recebe
declarações de amor
de tudo o que existe.
Desde o nascer até o
por-do-sol,
tudo e todos te fazem
declarações
de que és importante
no grande palco da
vida.
As nuvens te
assistem,
te fazem sombra.
O vento te visita,
te acaricia a pele.
Á água te sacia
a sede e te refresca
... e te lava.
Os pássaros cantam
para você.
Todo mundo te dá
passagem.
Alguns param
e ficam te olhando,
contemplando.
Outros, até batem
palmas.
Aplaudem teu ser e
agir.
Fique observando,
em
silêncio.
Crie o clima.
Fique na expectativa.
E comece a receber.
Espante-se!
Admire.
Tome consciência.
Coloque-se na atitude
de quem está olhando
para uma maravilha,
algo raro,
como se estivesse
vendo
pela primeira vez ...
assim como um cego
que acaba de receber
de volta
sua visão.
Pule, grite, dance,
volte a ser criança.
Recomece a curiosar
sobre a vida
que se esconde
atrás das
aparências.
Pare.
Pare de usar apenas
sua racionalidade.
Deixe o teu cérebro
descansar um pouco.
Diga ao teu cérebro
que você quer deixar
de ser adulto
por alguns minutos.
Recupere sua infância
e aja como criança,
por alguns
minutos por dia.
Deixe a sua
maturidade de adulto
de folga por alguns
minutos,
ou alguma horas.
Que o teu coração
dê autoridade
para, de novo,
voltar a ser criança,
deixar teu coração
ser alegre,
risonho, solto, inocente
e moroto.
Volte a olhar para
cima,
lá onde não há
limites, nem barreiras,
nem tampouco regras
impondo estresses.
Suba nos galhos das
árvores
da tua imaginação.
Deixe chover
em cima dos teus
pensamentos,
e que molhe e amoleça
seus padrões de adulto.
Solte tuas amarras,
tuas cordas
e abras as algemas.
Liberte-se das
tensões
que a razão te
impõe.
Deixe teu coração
bater depressa e
descompassadamente.
Observe-se e dê
risadas
das tuas burrices de
adulto.
Veja como é bom ser
cordial,
dirigido mais pelo
coração
do que pelas tuas
razões
sérias e tensas.
Tente ficar parado,
olhando, observando
tanto quanto te for
possível,
para uma flor, para
uma árvore
ou para uma pessoa
idosa, seja quem for.
Brinque com uma
criança,
no mesmo nível dela,
e sinta-se como ela,
rei ou rainha
do mundo.
Brinque com um cachorrinho
ou gatinho,
ou apenas observe-os
e deixe o teu coração
sentir o que é
empatia, simpatia e amor.
Pense, com a ajuda do
coração,
nas maravilhas da técnica, dos carros,
da transmissão
das imagens e dos
sons.
Quanta maravilha nos
homens, nas mulheres,
nossos irmãos e irmãs, companheiros,
amigos e sócios da
Natureza toda.
Que estupenda
harmonia e integração
entre todas as
profissões:
uma depende da outra;
e se completam, e auxiliam-nos,
melhorando e facilitando
nossa qualidade de
vida.
Ninguém é auto
suficiente.
Cada um de nós
colabora
para que este grande
universo
torne-se uma grande
orquestra
em que cada um toca
um instrumento.
Mas aí de nós, se as crianças
não ocuparem seus
lugares.
Nem que, aos nossos olhos,
desafinem,
mas que se façam
presentes.
Aí de nós todos, se os
homens e as mulheres
se esquecerem de como
é bom ser
como as crianças.
Bem aventurados os
puros de coração
porque possuirão a
terra.
E os céus
já pertence a quem se
parece
com as crianças.
As crianças são
crianças
porque ainda não desenvolveram
bem
as capacidades
racionais.
A simplicidade e a
inocência
fazem o coração ditar
as normas
da sua conduta,
atraente
e benfazeja.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com 41 98854 5166
Atualizado em 25/05/2016.

Nenhum comentário:
Postar um comentário