segunda-feira, 30 de maio de 2016

228.- Sofrimento. Achamos o significado do sofrimento humano.




O Sofrimento
é um professor exigente.

          Éle é o escultor, 
a nos tirar lascas.

           É o marceneiro,
           passando lixa grossa,
           em nossa indomável
           madeira humana.

             Talvez o sofrimento 
             seja um desafiador
             ou um mensageiro, 
             provocando-nos 
             a nos deixar levar 
             para as perfeições.

Tudo o que não está bem feito
gera algum tipo de sofrimento. 

Se sofremos, estamos sendo confrontados,
desafiados pelo professor Sofrimento
a buscar soluções, invertendo a situação,
derrotando as causas do sofrimento
transformando-as em vitórias. 

A vida é um pacote
dentro do qual estão incluídos,
entre tantos produtos,
dois tipos de emoções:
as alegrias e as tristezas.


Com as alegrias nos sentimos bem,
curtimos bem e aproveitamos o máximo.

Não fomos educados 
a conviver com o sofrimento, ou então,
no dia em que foi ensinado,
faltamos às aulas.

E nossos pais também.

E nossos professores também faltaram.


Sendo o sofrimento
um produto que faz parte
do pacote da vida,
vamos procurar conhece-lo,
fazer amizade com ele
e tirar o maior proveito possível.


Não há como descartá-los
ou excluí-los da vida.

Não dá para ignorá-los.
Não podemos fugir deles.

 

Eles estão por toda parte,
o dia todo, e nas noites também,
em todos os ambientes.


Passamos alguns dias,
meses e ate anos, sem a sua companhia.


De quando em quando
ele vem morar na nossa vida
e não quer mais ir embora.


O sofrimento faz parte da nossa vida,
tanto no corpo,
em nossa mente
e no nosso espírito.

 
Se ele está por aqui,
deve ter finalidade.


É isto que queremos captar,
e, dentro do possível, aceitar.


Não resta alternativa
a não ser fazer amizade com ele,
já que ele insiste em fazer companhia
para nós, humanos e limitados que somos.


O sofrimento
é uma companhia inevitável
para o ser humano, ainda incompleto.

É o professor exigente.

É o escultor, a nos tirar lascas.


É o marceneiro,
passando lixa grossa,
em nossa indomável
e resistente madeira humana.


Talvez o sofrimento seja um mensageiro,
talvez um anjo,
misterioso companheiro, purificador.


Talvez o sofrimento
seja preparador de novos caminhos,
novas alternativas,
avisando sobre novas rotas,
exigindo mudanças.

 
Talvez o sofrimento
seja um amigo
que quer transformar-nos
em alguém especial,
para mim mesmo ou para os outros.


Temos, temos sim
que descobrir os segredos
do sofrimento.

 
Se não gostamos dele,
e mesmo assim ele é amigo,
não estamos dando-lhe
a importância que merece.


Estamos sim,
sendo indiferente com ele.


Não, claro que não.
Não vemos o sofrimento
como desnecessário à vida.


É que não gostamos de sofrer
e nem gostamos de ver sofrimento,
em lugar algum. Incomoda.


Ele faz parte integrante,
assim como as alegria
são como os dias ensolarados,
as tristezas,  os sofrimentos
são como as noites escuras da vida.


Assim como os dias
são importantes para a vida,
as noites também são importantes.


Se as alegrias
são importantes para a vida,
carregando nossas baterias
de entusiasmo e motivações,
os sofrimentos carregam utilidades.


O Cristianismo, fundado pelo Homem-Deus,
o Jesus Cristo,
foi a pessoa que soube lidar
com o sofrimento.


Pelo que conhecemos
através de filmes,
documentos históricos e bíblicos,
o Jesus Cristo,
através da aceitação dos sofrimentos,
transformou a Cruz
na sua principal ferramenta de trabalho.


Talvez seja nele
que devemos buscar
o significado mais profundo
do sofrimento.


Veja abaixo, uma citação 
de um Frei Franciscano Capuchinho:


“Durante a sua vida,
o Jesus Cristo não te pedes
que carregues com Ele
todo o peso da tua cruz humana,
que é uma cruz pesada,
mas apenas uma pequena parte dela,
aceitando seus sofrimentos
e oferecendo a Ele
como parte do Projeto Redentor
da Humanidade.

A outra parte,
mais insuportável,
é por conta Dele.

Considere-se importante
por teres sido julgada(o)
digna(o) de participar
dos sofrimentos do Homem-Deus.

Não penses
que o Deus Pai te abandonou
ou que está a castigar-te,
pelo contrário,
Ele está a dar-te
uma prova do seu amor,
do seu grande amor.

Algumas vezes
ou frequentemente
o Senhor faz você sentir
o peso da Tua cruz.

Este peso parece-te insuportável
e, contudo, você carrega-o
porque o Senhor,
que é cheio de amor e misericórdia,
te estende a sua mão
e te dá as forças
que necessitas
para continuar suportando tal peso.

Que Ele seja bendito
porque o seu amor
leva a doçura
no meio da amargura
e transforma
os sofrimentos passageiros desta vida
em méritos para a eternidade"


Quem escreveu estas linhas 
chama-se Padre Pio 
ou são Pio de Pietrelcina 25/05/1887-23/09/1968. 
Foi sacerdote católico, italiano, da Ordem dos Franciscanos Capuchinhos. 
Nasceu em Francesco Gorgione, Pietrelcina, Itália
e morreu em São Giovanni Rotondo, Itália.  

Se você quiser ser sócio
neste empreendimento
conhecido como
Projeto Redentor da Humanidade, 
unifique teus sofrimentos,
enxerte-os
no sofrimento do Jesus Cristo
e receberás os dividendo
em bens eternos,
alguns já nesta vida,
com a substituição
do peso da cruz
que você arrastava,
em doçura
da companhia de um Ser Especial,
que transforma dores em significados.


Este tema merece mais aprofundamentos.
Voltaremos a ele. 


Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com  41 98854 5166

atualizado em 30/05/2016.
Atualizado em 14/05/2026.



  

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