Com sombras de dúvidas,
existem
apenas dois mundos:
o
interno e o externo.
Mas, será?
Com um olhar crítico
e lógico
olhamos para fora de
nós
e vemos um mundo, um
mundão.
Conhecemos grande
parte dele.
Olhamos para dentro
de nós mesmos
e percebemos outro mundo.
Ignoramos a maior
parte dele.
Olhando para o mundo
de fora,
“as pessoas começaram
a esquecer quem eram.
Ao se esquecerem
começaram a se sentir separadas,
separadas da terra,
separadas uma das outras
e até mesmo de quem as havia criado.
Ficaram perdidas,
vagando pela vida,
sem nenhuma direção
ou destino.
Neste estado de
separação
as pessoas
acreditavam
que deviam lutar
para sobreviver aqui
neste mundo,
para defender-se das
mesmas forças
que lhes concederam a
vida,
que tinham aprendido
a viver
com tanta harmonia e
confiança.
Logo passaram
a se proteger do
mundo
em que viviam,
em vez de viverem em
paz
com o mundo que
estava dentro deles”.
Gregg Braden, A
Matriz Divina, página 29.
“Nossa civilização,
sem sombra de dúvida,
focaliza mais o mundo em nossa volta
do que o nosso mundo interior”.
Gregg Braden, A
Matriz Divina, página 29.
O escritor,
filósofo e teólogo
Leonardo Boff,
em seu livro “O Destino do Homem e do mundo”
apresentou uma síntese do universo dizendo:
Existem apenas três grandes realidades:
o mundo, o homem e Deus.
Diante de cada uma
dessas realidades
a pessoa humana comporta-se
ou cumpre a sua
finalidade de vida assim:
- diante do mundo,
sua função
é viver como
administrador;
- diante do outro
homem,
sua vocação é ser
irmão; e
- diante do seu Deus
Criador,
possui a destino de
ser filho.
Seguindo a mesma
lógica
do escritor Gregg
Braden,
percebemos que a
síntese
do professor Leonardo
Boff
reconhece o mundo do
homem
e o mundo do
universo,
o mundo interno e o
mundo externo.
Mas, onde é o lugar
do Deus Criador?
Ou o Deus está no
homem
ou o homem está no
Deus.
Temos que achar um
lugar
para o Deus Criador.
Ele não pode estar no
mundo externo,
na natureza.
Ele só pode estar no
mundo interno,
no homem.
De acordo com a
natureza do Deus,
é mais fácil
percebermos
que Ele mora dentro
dos humanos,
por sermos Imagem e
Semelhança com Ele
e, pelas manifestações de amor, ternura, carinho,
compreensão, tolerância e bondade
que existe nas pessoas.
Como Deus, temos as capacidades
de criar, gerar,
procriar e transformar.
Mas, no mundo de fora,
há tanta beleza,
grandeza,
imensidão, ordem,
harmonia,
que, podemos dizer,
se não é Deus, são
reflexos,
manifestações, sinais
visíveis
do Deus Invisível.
Quanto mais nos
distanciamos
dos nossos poderes
internos,
mais confusos
ficamos.
Quanto mais nos
ocupamos
com o mundo exterior,
mais esquecemos de
cultivar
nosso mundo interior
e, por isso,
nos sentimos cada vez
mais vazios.
“Só alimentos infinitos
conseguem satisfazer
nossa fome do Deus Infinito”,
dizia Ignácio Larranaga.
As civilizações do
passado
quase nada nos
legaram
de tecnologias e
ferramentas
que facilitaram nossa
vida externa, confortável,
como a que hoje nos é
proporcionada.
Porém, deixaram
descobertas
no campo da
Sabedoria,
na área da tecnologia
interna.
“No nível das partículas,
da física e da mística quântica,
tudo está interconectado e é infinito.
Existe algo no nosso mundo interior
que não é limitado pelo tempo,
nem pelo espaço e nem mesmo pela morte”.
Gregg Braden, A
Matriz Divina, página 33.
“Vivemos em um universo
em que tudo está conectado”.
“Todas as coisas do mundo
estão ligadas a todas as outras coisas”.
Gregg Braden, A
Matriz Divina, página 33.
Em 1222 mais ou
menos,
São Francisco de
Assis
percebeu a lei do
universo e cantava:
Louvado seja, Deus Pai Criador,
pela irmã minhoca, pelo irmão lobo,
pelo irmão vento, pelo irmão fogo,
pela irmã água, pela irmã lua
e pela irmã morte”.
“Essa ligação, essa conectividade,
nos dá o poder de ajeitar as coisas,
para que nos favoreçam.
Somos uma parte integral
do que experimentamos todos os dias.
Temos uma conexão direta
com a mesma força que cria tudo,
dos átomos, às estrelas e ao DNA da vida”.
Gregg Braden, A
Matriz Divina, página 34.
“Uma pequena mudança de perspectiva
vai acontecer: começar a nos ver
como parte do mundo,
não como se estivéssemos separados dele,
nos convencermos de que realmente somos um
com tudo o que vemos e experimentamos”.
Gregg Braden, A
Matriz Divina, página 34,
Editora Cultrix, São
Paulo.
Se tudo está
conectado,
podemos concluir,
sem sombra de dúvida,
que não há dois
mundos,
mas há apenas um
mundo:
O mundo do nosso Deus
Pai Criador.
Eneas Paulo Budel
Bogucheski
Atualizado em 16/05/2017
Publicado no blog Heipo’s World
e no FACEBOOK em 16/05/2017.
Atualizado em 28/02/2024.
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http://heiposworld.blogspot.com.br

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