segunda-feira, 15 de maio de 2017

400.- Mundos ou mundo?


 

Com sombras de dúvidas,

existem apenas dois mundos:

o interno e o externo.

Mas, será? 

 

Com um olhar crítico e lógico

olhamos para fora de nós

e vemos um mundo, um mundão.

Conhecemos grande parte dele.

 

Olhamos para dentro de nós mesmos

e percebemos outro mundo.

Ignoramos a maior parte dele.

 

Olhando para o mundo de fora,

as pessoas começaram

a esquecer quem eram.

Ao se esquecerem

começaram a se sentir separadas,

separadas da terra,

separadas uma das outras

e até mesmo de quem as havia criado.

 

Ficaram perdidas,

vagando pela vida,

sem nenhuma direção

ou destino.

 

Neste estado de separação

as pessoas acreditavam

que deviam lutar

para sobreviver aqui neste mundo,

para defender-se das mesmas forças

que lhes concederam a vida,

que tinham aprendido a viver

com tanta harmonia e confiança.

 

Logo passaram

a se proteger do mundo

em que viviam,

em vez de viverem em paz

com o mundo que estava dentro deles”.

Gregg Braden, A Matriz Divina, página 29.

 

Nossa civilização,

sem sombra de dúvida,

focaliza mais o mundo em nossa volta

do que o nosso mundo interior”.

Gregg Braden, A Matriz Divina, página 29.

 

O escritor,

filósofo e teólogo Leonardo Boff,

em seu livro “O Destino do Homem e do mundo”

 apresentou uma síntese do universo dizendo:

Existem apenas três grandes realidades:

o mundo, o homem e Deus.

 

Diante de cada uma dessas realidades

  a pessoa humana comporta-se

ou cumpre a sua finalidade de vida assim:

 

- diante do mundo, sua função

é viver como administrador;

 

- diante do outro homem,

sua vocação é ser irmão; e

 

- diante do seu Deus Criador,

possui a destino de ser filho.

 

Seguindo a mesma lógica

do escritor Gregg Braden,

percebemos que a síntese

do professor Leonardo Boff

reconhece o mundo do homem

e o mundo do universo,

o mundo interno e o mundo externo.

 

Mas, onde é o lugar

do Deus Criador?

Ou o Deus está no homem

ou o homem está no Deus.

 

Temos que achar um lugar

para o Deus Criador.

 

Ele não pode estar no mundo externo,

na natureza.

Ele só pode estar no mundo interno,

no homem.

 

De acordo com a natureza do Deus,

é mais fácil percebermos

que Ele mora dentro dos humanos,

por sermos Imagem e Semelhança com Ele

e, pelas manifestações de amor, ternura, carinho,

 compreensão, tolerância e bondade 

que existe nas pessoas. 

Como Deus, temos as capacidades

de criar, gerar, procriar e transformar.

 

Mas, no mundo de fora,

há tanta beleza, grandeza,

imensidão, ordem, harmonia,

que, podemos dizer,

se não é Deus, são reflexos,

manifestações, sinais visíveis

do Deus Invisível.

 

Quanto mais nos distanciamos

dos nossos poderes internos,

mais confusos ficamos.

 

Quanto mais nos ocupamos

com o mundo exterior,

mais esquecemos de cultivar

nosso mundo interior e, por isso,

nos sentimos cada vez mais vazios.

 

Só alimentos infinitos

conseguem satisfazer

nossa fome do Deus Infinito”,

dizia Ignácio Larranaga.

 

As civilizações do passado

quase nada nos legaram

de tecnologias e ferramentas

que facilitaram nossa vida externa, confortável,

como a que hoje nos é proporcionada.

Porém, deixaram descobertas

no campo da Sabedoria,

na área da tecnologia interna.

 

No nível das partículas,

da física e da mística quântica,

tudo está interconectado e é infinito.

 

Existe algo no nosso mundo interior

que não é limitado pelo tempo,

nem pelo espaço e nem mesmo pela morte”.

Gregg Braden, A Matriz Divina, página 33.

 

Vivemos em um universo

em que tudo está conectado”.

“Todas as coisas do mundo

estão ligadas a todas as outras coisas”.

Gregg Braden, A Matriz Divina, página 33.

 

Em 1222 mais ou menos,

São Francisco de Assis

percebeu a lei do universo e cantava:

Louvado seja, Deus Pai Criador,

pela irmã minhoca, pelo irmão lobo,

pelo irmão vento, pelo irmão fogo,

pela irmã água, pela irmã lua

e pela irmã morte”.

 

“Essa ligação, essa conectividade,

nos dá o poder de ajeitar as coisas,

para que nos favoreçam.

Somos uma parte integral

do que experimentamos todos os dias.

Temos uma conexão direta

com a mesma força que cria tudo,

dos átomos, às estrelas e ao DNA da vida”.

Gregg Braden, A Matriz Divina, página 34.

 

Uma pequena mudança de perspectiva

vai acontecer: começar a nos ver

como parte do mundo,

não como se estivéssemos separados dele,

nos convencermos de que realmente somos um

com tudo o que vemos e experimentamos”.

Gregg Braden, A Matriz Divina, página 34,

Editora Cultrix, São Paulo.

 

Se tudo está conectado,

podemos concluir,

sem sombra de dúvida,

que não há dois mundos,

mas há apenas um mundo:

O mundo do nosso Deus Pai Criador.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 16/05/2017

eneaspb@gmail.com

Publicado no blog Heipo’s World

e no FACEBOOK em 16/05/2017.

Atualizado em 28/02/2024.

 

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