sábado, 20 de maio de 2017

402.- Música. Dançamos de acordo com a música.


        

Estamos no mundo com os ouvidos

                e os olhos abertos.

 

Se estão abertos,

tudo o que escutamos e vemos,

entra dentro de nós.

 

Que bagunça,

que montão de coisas, sons,

palavras e imagens.

 

E sabemos lá

o que acontece cá dentro.

 

Quanto coisa entra dentro de nós,

por nossos olhos e ouvidos.

 

E onde ficam?

Que benefícios

ou estragos produzem?

 

Só sabemos que temos

poucos momentos de paz.

 

Nossa mente é tagarela,

pensa sem parar.

 

Mil pensamentos

ocorrem a cada minuto

em nossa cabeça.

 

É muita coisa

para nossa cabeça tão pequena.

 

Será que é assim mesmo

que devemos viver a vida?

 

Não sabemos viver com tudo isso.

Não sabemos escolher.

E nos prejudicamos.

 

Será que está tudo certo?

 

É assim mesmo?

 

Um mundo de palavras e imagens

entram dentro de cada um de nós,

constantemente.

 

As letras,

as palavras, as frases,

são um tipo de código

regional ou nacional.

 

As letras

compõem o alfabeto organizado,

ferramenta disponível

 para facilitar a comunicação,

 o entendimento e a paz,

entre nós, entre os povos e nações.

 

As palavras organizam nossa mente,

aproximam e unem as pessoas

na busca dos nossos objetivos

racionais e profissionais.

 

Mas há outros códigos,

outros alfabetos,

 outros meios de comunicação.

 

De vez quando ouço

lá no fundo da floresta,

dentro de algum auditório,

um tipo de som, que não é barulho.

 

Parece sons celestiais,

músicas, letras combinadas,

sílabas curtas, produzindo efeitos,

que fazem bem para nossos ouvidos:

dó, ré, mi, fá, sol, lá, si.

 

Às vezes

é um instrumento só,

a comunicar e traduzir

um tipo de comunicação universal.

 

Outras vezes,

é uma orquestra,

dezenas de instrumentos,

diferentes sons,

todos lendo uma partitura,

executada em obediência lógica,  

uma única mensagem musical

entendida por todos os povos.

 

Cada instrumento

com um som distinto,

sintonizado, harmonizado,

produzindo unidade no som.

 

A música aproxima as pessoas

nos momentos de lazer,

de diversão,

despertando e ativando

não só a razão,

mas também os sentimentos.

 

Se o uso das palavras é importante,

inserindo música nas palavras,

subimos a um nível mais perfeito:

as poesias se transformam em canções

e as canções cantam sentimentos.  

 

Então, concordamos

ser a música um degrau a mais

na escala da perfeição humana.

 

Se os alfabetos são de uso da razão

a música vai mais de encontro

do coração, dos sentimentos.

 

Num nível mais acima ainda,

as pessoas conscientes,

engajadas no processo da evolução,

aceitam e vivenciam os sentimentos,

na curtição da poesia

e da música.

 

A música,

para muitos pensadores,

filósofos, escritores e cientistas,

pode ser classificada como algo

acoplado pelos deuses, na estrutura humana,

elevando-nos à categoria privilegiada

da natureza divina.

 

A música

nos faz experimentar

algo bom, como a diversão,

o relaxamento, o alívio do espírito,

o descanso.

 

A música curtida,

a partir dos ritmos sensíveis

leva-nos a perceber

a harmonia inteligível.

 

Então a música,

incorpora, irmana,

eleva os sentimentos à consciência.

 

Não é a música

caracterizada

pela harmonia?

 

A harmonia

que há nas músicas

coloca em harmonia

o caos que há em nós.

 

A música

vem ajudar os humanos

a sentir, a desejar,

a despertar os ideais da união,

da harmonia e da comunhão.

 

Não é a harmonia do universo

obra do Deus Criador?

 

Deus Pai Criador

é o supremo Engenheiro,

 o Supremo Artista,

e o Supremo Maestro.

 

Não foi talvez,

com um fundo musical,

que o Deus Criador

começou e terminou

a obra da criação?

 

Não é a música,

uma ciência, que nos eleva

acima e além do comum,

do sem sentido?

 

Não é a música, universal,

irmã de todas as culturas,

igual em todos os povos

e nações?

 

Não é a música,

filha da eternidade,

linguagem ou meio de comunicação

dos anjos?

 

E quando ouvimos músicas gostosas,

não nos sentimos elevados,

como anjos, no céu?

 

“Ouvindo música,

 brotam sentimentos,

e, arrebatados,

somos transportados

para um ambiente místico,

onde os acordes musicais

são interpretados

como palavras

de uma divindade oculta”.

Nicola Abbagnano.

 

Se tivermos a música em consideração

estamos dando vida à alma,

imortalizando-nos.  

 

Na subida em direção à perfeição

é a poesia e a música

que nos promovem.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 21/05/2017

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo World

e FACEBOOK em 21/05/2017.

Atualizado em 27/02/2024.

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