quarta-feira, 17 de maio de 2017

401.- Comunicação. O que não sabemos sobre os meios de comunicação e propagandas.

       


Não ter um mínimo 

de conhecimento sobre si mesmo 

facilita a adesão inconsciente 

às estratégias de exploração 

dos poderosos. 

 

A primeira grande verdade,

escondida, camuflada

é que a escravidão não acabou

com a Lei Áurea de 1888.

 

A Lei Áurea, no papel,

acabou com a escravidão

dos povos negros.

 

Existem outros tipos de escravidão,

autorizados e aceitos

por boa parte da população.

 

Ainda hoje existem escravos,

aqueles que desconhecem como atuam

os meios de comunicação e propaganda,

e nem percebem que usam

algemas de conforto.

 

Manifestamos escravidão quando

não nos questionamos

e nos deixamos levar

pela busca de prazer e felicidade.

 

Todas as propagandas

que exploram o tema do prazer,

do conforto e da felicidade

buscam escravizar as pessoas.

 

 E, as pessoas

que se deixam conduzir

pelas ilusões das imagens montadas,

entram dentro da arapuca

planejadas para sua captura.

 

E, em meio do prazer e das ilusões,

nem percebem que foram capturados

e estão acorrentados a ideologias de exploração.

 

Defender um político

ou um partido político,

é um tipo de escravidão.

 

A falta de senso crítico

é um tipo de escravidão.

 

A ignorância

é um tipo de escravidão.

 

As atitudes

que se originam do ego,

como a teimosia, resistências

através de comentários, discussões e brigas

revelam um tipo de escravidão ou imaturidade.

 

“Eu não”, você pensa,

você me diz e até tenta convencer-me

paciente ou agressivamente.

 

Se acha que não,

então me mostre

pelo seu tipo de conversa,

seus assuntos, suas buscas,

suas mensagens que envias pelo celular,

pelo Facebook, e, principalmente,

pelos amigos que perdeu.

 

Se acha que não, então me conte

quais são os seus programas favoritos,

suas preferencias, as novelas, os programas,

os filmes que vê e os livros que lê.

 

Quem não tem conteúdo para conversar

não tem profundidade, não tem valores,

e então fala sobre qualquer coisa,

sobre os assuntos do momento.  

 

Revela apenas a superficialidade

das coisas com as quais está envolvida,

revelando sim, que está com a consciência comida,

pelo que está acontecendo no mundo da política,

dos esportes e das aparências.

 

Se está totalmente por dentro

de tudo o que está acontecendo

no mundo da política e dos esportes,

é porque é este o tipo de alimentos

com o que você alimenta a sua cabeça,

sua personalidade.

 

Sabe o que é que revelas

quando se absorve

com o que está acontecendo no mundo,

divulgado pelos meios de comunicação?

 

Revela que está nas mãos deles,

trabalhando para eles, gratuitamente,

como escravo (a), comentando, ampliando,

divulgando as notícias divulgadas,

estrategicamente, ideologicamente,

pelos detentores de poder.

 

O que sabemos sobre política

é apenas o que é revelado,

divulgado e comentado

pelos meios de comunicação

e pela opinião pública,

a massa, sem formação

nos níveis de profundidade,

nas causas dos fatos noticiados.

 

O que assistimos

sobre os acontecimentos de violência,

acidentes, traição, infidelidade,

roubo, assalto, mortes,

te torna cada vez mais medroso,

mais pessimista,

mais preocupado com segurança,

mais consumidor.

 

Não sabemos quase nada

do que está por detrás do mundo político,

dos desequilíbrios da sociedade,

das injustiças sociais.

 

Não sabemos quase nada

do que está por detrás

do mundo do esporte,

da moda, da economia.

 

Só vê os galhos,

as folhas e os frutos lindos

ou os frutos podres.

 

Uma regra:

os meios de comunicação e propaganda

contam com a ajuda (inconsciente)

da passividade e ignorância dos usuários.

 

As propagandas são montadas

considerando o tipo de personalidade

dos usuários.

 

Estudam a psicologia do ser humano,

explorando, escravizando as pessoas

nas suas teias de atração.

 

Atraem as pessoas

naquilo que elas são fracas.

 

As pessoas

que não se conhecem a si mesmas,

se sentem fracas e vulneráveis.

 

Não sabem como defender-se.

Perdem-se no anonimato.

Refugiam-se na multidão.

 

As pessoas

que não possuem personalidade

e caráter forte,

são capturadas pelo ego

(= pela ganância, pelo orgulho,

pela aparência de beleza,

pelo físico perfeito, pelo status,

pelas posses, pela vontade de poder).

 

Outra verdade a ser observada:

não é o fato que é importante.

 

Importante é conhecer

o que gerou o fato noticiado.

 

A violência por exemplo,

qualquer ato de violência

é uma consequência de falta de educação,

de baixa escolaridade, falta de emprego,

má distribuição de renda.

 

Outra verdade escondida

atrás das propagandas:

Aquele ou aqueles

que são donos dos meios de comunicação

e propaganda, através dos meios que usam,

revelam seus interesses.

 

Quais são os interesses deles?

 

- Que sejamos dominados pelos instintos.

(Isto é, que não sejamos dono de nós mesmos (as).

 

– Que sejamos consumidores.

 

- Que estejamos ávidos por novidades.

Estejamos sempre em expectativa

de que algo novo vai aparecer.

Quando encontramos alguém,

a primeira frase que dizemos:

“E aí, quais são as novas”?

 

 

- Que sejamos divulgadores

de preconceitos.

 

– Que sejamos eternos descontentes.

(Eles fabricam o que nos deixa contente,

mas, por pouco tempo,

e já fabricam algo mais apetitoso,

mais atraente).

 

 

- Que não tenhamos tempo

para ficar quietos,

sozinhos, pensando.

(Se isto acontecer, paramos

 e percebemos

que estamos nas mãos deles).

 

As imagens

possuem força desconhecida

e as pessoas não possuem

defesas internas ativadas.

 

Geralmente as pessoas

estão automatizadas, desarmadas

e não possuem treinamento

para ativar o senso crítico.

Nem estão acostumadas a contestar,

a se defender, e, nem sabem como.

 

Para quem damos ouvido hoje?

Quem é a maior autoridade?

É o Tele Jornal dos horários nobres.

É o Canal 24 Horas de Notícias.

 

Quais são os antídotos?

 

Conhecer-se a si mesmo.

Comprar livros.

Participar de cursos.

Fazer parte de um grupo de estudos.

Achar tempo e investir em si mesmo.

 

Mais uma vez sugiro a compra dos livros

do escritor Eckhart Tolle: 

“O Despertar da Consciência”, 

“O Poder do Silêncio”, 

“O Poder do Agora”. 

E, do escritor Amit Gowwami: 

“O Ativista Quântico”; 

e do escritor Gregg Braden,

 “A Matriz Divina”.

 

Quem é dono de si mesmo

escolhe o que precisa ler,

o que precisa comprar,

o que precisa fazer.

Não se deixa levar.

 

Toda escolha

carrega consigo as consequências.

Escolher algo, portanto,

é escolher as consequências finais.

 

O senso crítico

é formado pelo conhecimento das bases,

das raízes, das motivações, dos ideais,

dos valores permanentes da Justiça,

da Verdade, da Bondade, do Bem e do Belo.

 

Tudo o que escapa destas bases,

na construção de qualquer coisa,

está destinada a durar pouco

e causar danos

à personalidade e à sociedade.

 

O senso crítico procura conhecer

as causas primárias, próprias e imediatas

dos acontecimentos.

 

Não é fato que é importante.

 

Importante é o que gerou

o fato noticiado.

 

E, ir além, até encontrar

a causa mais elevada,

a causa última.

 

É bem aqui que entra

a filosofia e a religião,

a psicologia, a antropologia

e a sociologia.

 

Possuir e exercer o senso crítico

supõe o uso da capacidade racional

de analisar tudo o que nos envolve

e não se deixar envolver

por tudo o que nos rodeia.

 

Possuir e exercer o senso crítico

significa ter a posse de si mesmo(a)

pela disciplina pessoal,

pela clareza e definição de ideais próprios,

pela capacidade de discernir o que ouve,

lê ou vê, pela reflexão antecipada

na escolha de eventos.

 

O estudo e a educação

é a solução para muitos,

talvez a solução para todos os problemas

da humanidade.

 

Se não lemos nada,

não frequentamos cursos,

não participamos de algum grupo de estudos

sobre caráter, personalidade, 

coerência, fidelidade, solidariedade, 

verdade, consciência, 

sobre espiritualidade e discernimento,

aí está a prova

de que não nos conhecemos

e que estamos nas mãos dos exploradores.

 

E de bem com eles.

 

E não opomos resistências a eles.

 

E colaboramos com eles,

sem saber, gratuitamente 

e com muito prazer.

 

Isso é escravidão.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 17/05/2017

eneaspb@gmail.com

Publicado no blog Heipo’s World

e FACEBOOK em 17/05/2017.

Atualizado em 28/02/2024.

 

Leia outros textos em

http://heiposworld.blogspot.com.br/



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