quarta-feira, 9 de agosto de 2017

418.- Unidade. Fundamentações antropológicas e científicas sobre Unidade.


A partir deste momento

você está começando

o seu Mestrado ou Doutorado

sobre o tema da Unidade.

 

Convém a cada ser humano

entender um pouquinho

sobre as leis que vigoram

e nos envolvem neste mundo,

dando-nos um nível de consciência

suficientemente necessário

para fins de significação da vida.


Se você for curioso, vai entender um pouco

da grandiosidade da unidade do universo

e da sua própria unidade.

 

Em termos bem simples,

sigamos as pegadas dos cientistas.

 

“A conquista

do dom da liberdade

coloca as energias do espírito

em posição

de superioridade absoluta

em relação à energia física,

cuja desagregação, pela morte,

já não consegue aniquilar

ou reabsorver a integridade psíquica

liberada em forma de pensamento.

 

A soma

de todo o pensamento liberado

pela mesma unidade psíquica,

que se denomina ‘alma’,

é uma energia individual,

indestrutível e intransferível.

 

Constitui o assim chamado

‘átomo do espírito’,

cuja natureza enriquecida

pelo dom da liberdade

lhe confere

uma indivisibilidade definitiva,

preservando-o(a)

contra todas aquelas forças

de dissolução que podem reduzir

à multiplicidade qualquer espécie

de energia, inclusive

o próprio átomo material”.

Padre Pierre Teilhard de Chardin.

 

As ciências foram construídas

obedecendo o princípio da unidade.

 

É sobre a base científica

que continuaremos construindo

a estrutura que nos manterá

unidos e eficientes no futuro.

 

É a busca permanente da unidade

que nos manterá ancorados

e projetado para a fase final,

a fase da perfeição para a qual fomos criados.

 

A unidade

é o código secreto,

inserido na Lei da Vida

e na Lei da eternidade,

que permite-nos chegar à perfeição.

 

A busca da unidade

como objetivo maior,

permite-nos construir

a nossa casa sobre a rocha,

e não sobre a areia. 

 

É este o único princípio

que nos levará à conquista

do ideal da fraternidade universal.

 

A busca da unidade

criará em nós

um jeito oficial de ser o homem novo,

planejado pelo supremo cientista Deus Pai:

“que todos sejamos um”.

 

Veremos uma série de argumentos

sobre a unidade como elemento básico

e essencialmente necessário

para qualquer tipo de evolução.

 

Vamos buscar primeiramente

a definição de unidade

no dicionário de filosofia.

 

Em sentido próprio, unidade

é o que é necessariamente uno,

indivisível, seja no sentido

de ser desprovido de partes,

seja de suas partes serem inseparáveis

da totalidade e inseparáveis entre si.

(Dicionário de Filosofia, Nicola Abbagnano.

Editora Martins Fontes. São Paulo. 2007).

 

Não é nossa intenção esgotar o assunto,

apenas trazer à tona a importância

de cada princípio neste contexto,

da busca do essencial.

 

O princípio da unidade

também está inserido

como fundamento

e princípio da diversidade

e ordem do cosmo.

 

A evolução caminhou

nas estradas da dispersão

até deixar o homem pronto,

com as capacidades da consciência

e do pensamento reflexo.

 

A partir da construção do homem,

como autêntica unidade, a evolução,

inclusive do cosmos ou do universo

começou o processo da entropia,

da convergência, da unificação

como estrada ou meio

de continuar o processo da evolução

até chegar à total carga da perfeição

a que foi destinado.

 

A diversidade leva à dispersão, e,

a busca da unidade leva à atividade

como motor e construtor de maiores sínteses,

cada vez mais poderosas.

 

O que importa

é não mais a lenta evolução,

mas a pressa,

para levar a cabo as potencialidades

capazes de alcançar os patamares de perfeição

a que estamos destinados.

 

Neste ponto de vista

sugiro a leitura do Livro

Evolução e Antropologia

no espaço e no tempo.

do cientista

Pierre Teilhard de Chardin,

Editora Herder. São Paulo. 1972.

 

Nesse livro está colocada

a fundamentação científica,

a Física e a Biologia

como as leis responsáveis

pelas provas que necessitamos compreender.

 

A Lei da Complexificação

do filósofo inglês

Herber Spencer 1820-1903

procurou demonstrar que:

“A complexificação crescente

dos seres vivos,

consiste num processo de unificação

ou composição dos elementos dispersos,

passando do uno ao múltiplo

e do simples ao complexo.

 

Constitui uma surpresa notável

para o nosso conhecimento

a descoberta de que o crescimento

e a transformação da matéria universal,

desde os primórdios até o presente,

foi um permanente processo biológico

de enrolamento da matéria sobre si mesma,

por aglutinação dos elementos,

o que chamamos complexificação.

 

Essa lei explica

não somente os enigmas da origem da vida

e do seu desenvolvimento; não rege somente

todas as transformações econômicas, técnicas,

científicas e sociais dos nossos tempos,

mas explica também a remota origem

da própria matéria universal,

até o estado atual.

Pierre Teilhard de Chardin

 

Pierre Teilhard de Chardin 1881-1955,

foi sacerdote, paleontólogo, filósofo 

e cientista francês. Com suas teorias

superou o alcance da Lei de Complexificação

do filósofo Herbert Spencer,

enriquecendo-a com a Lei da Interiorização:

“Todo ser, na mesma medida

em que se aperfeiçoa, também adquire

maior poder de interioridade,

isto é, mais consciência

ou maior força de espírito”.

 

A partir da elaboração

desta Lei da Complexificação Universal

foi possível aos cientistas perceberem

que surgiram novas aglomerações

ainda desordenadas

que são as partículas atômicas:

prótons, nêutrons e mésons; elétrons,

posítons e neutritos.

 

Ao mesmo tempo

também surgem íons,

que são átomos incompletos.

 

Todas estas partículas,

inicialmente separadas,

não havia ainda encontrado

seu estado de acabamento ou de repouso,

pois sob o influxo de uma tendência cósmica

sempre mais intensa,

procuraram associar-se

num estado de unidade mais perfeita

pela agregação das massas diferentes.

 

Atendendo

a uma ordem divina ou natural,

a um espírito criador e unificador,

que dizia: “Partículas dispersas,

atomizai-vos”.

 

A partir daí,

apareceu a matéria

tal qual hoje a conhecemos

na escala dos noventa e dois átomos.

 

 Obedecendo à força criadora,

as partículas lançaram-se à tarefa de agregação,

absorvendo, praticamente, em forma de átomos,

a totalidade da matéria caótica universal.

 

Interiorizaram-se, formando núcleos,

que, aos poucos, foram guarnecidos

por órbitas de elétrons.

 

Surge o átomo,

constituição básica

de todos os elementos.

 

Com a atomização termina

o primeiro grande capítulo

da organização fundamental

da matéria universal.

 

Na ordem lógica e cronológica

seguiriam explicações

sobre a molecularização

que segue o mesmo caminho.

 

Da afinidade atômica

surgiu o mundo das moléculas,

isto é, de pequenas massas,

pela associação de dois ou mais átomos.

 

Seguem a mesma fórmula

da agregação.

 

A diversificação

das composições moleculares

tem um número de possibilidades

praticamente ilimitado,

pois quanto mais complexas

forem as composições,

maiores probabilidades

de associação se criam

na estruturação das massas.

 

Lembrem-se sempre,

estamos nos empenhando em valorizar

a percepção do fio condutor

que é a busca da unidade,

dentro do processo de evolução

ou da precipitação consciente e planejada.

 

Na ordem lógica

segue a polimerização.

 

Polimerias são moléculas livres

que não cessam de crescer

no sentido da complexificação interna,

plasmando a matéria no sentido externo.

 

O crescimento da matéria

ocorreu

através das moléculas livres,

das polimerias,

pelas quais se prolongaram

os caminhos da evolução

até o desabrochar da vida.

 

Cabe aqui um parêntesis,

alertando para duas situações

comuns a nós humanos:

o valor e a prática da liberdade

e o cultivo da nossa interioridade

como condições de crescimento.

 

Acrescentando

sempre novos elementos

à sua complexidade interna,

as polimerias também ampliaram

as probabilidades estatísticas

de chegarem à criação

de novas realidades

essencialmente superiores.

 

Surgiram as mega moléculas,

mais tarde as albuminas

e as demais proteínas.

 

As proteínas

são fundamentais

em qualquer forma de vida.

 

Convém acrescentar

algumas informações

sobre as proteínas

como de fundamental importância

para o corpo humano.

 

Da abundância crescente

de albuminas e proteínas

brotou o protoplasma, a vida.

 

O sistema

de complexificação material,

havendo atingido a cifra de milhões

e bilhões de átomos, interiorizados,

na mesma unidade, entrou em estado

de prolongada tensão crítica,

para além do qual está a vida.

 

Os cientistas descobriram

que a vida, nós,

somos os próprios átomos materiais,

aglutinados em torno de si mesmos

por uma força interna,

que são os agentes biológicos

obedecendo a lei da complexificação

e interiorização.

 

A matéria superou-se a si mesma,

transformando-se em vida.

 

A matéria cresceu

obedecendo leis biológicas.

 

A vida e o pensamento

jamais teriam surgido

se não estivessem estratificados

na própria matéria universal,

desde o início da sua existência.

 

Essa é a visão filosófica ou Metafísica

que procura demonstrar

a força que a unidade exerce

como fundamento de todas as construções.

 

A unidade

exclui a divisão em ato.

 

Todo ser é uno por essência.

 

O ser com efeito,

pode ser simples ou composto.

 

Ora, o que é simples

por definição só pode ser indiviso.

 

O que é composto não tem ser,

isto é, não existe enquanto suas partes

estão separadas, mas somente quando

essas partes estão reunidas

e formam o próprio composto.

Regis Julivet. Tratado de Filosofia III –

Metafísica, Editora Agir. 1972, página 245.

 

Estamos nos esforçando

para demonstrar o caminho

ou o fio condutor da evolução,

tendo a unidade como seiva

ou razão de ser

de todo o movimento da vida.

 

Vamos observar

se esse mesmo movimento está por trás

da busca da unidade dos povos.

 

Pesquisaremos

e tentaremos aprofundar

essa intenção, verificando

se a tendência ou a intenção dos povos,

da humanidade ou das civilizações

ou nações atuais estão preocupadas

em viver a vida tendo como base,

os princípios de aperfeiçoamento,

as regras e leis da convivência,

ou seja, a construção de políticas

direcionadas ao aperfeiçoamento

da unidade dos povos

através da busca consciente

da fraternidade universal.

 

A busca da unidade é (ou deve ser)

um dos principais ideais

da humanidade.

 

Unidade como busca

da união de todos os povos

é o ideal máximo

a ser conquistado por nós, humanos. 

 

É o cumprimento do mandato divino:

Que todos sejam um.

 

As ideias básicas

já estão nos Evangelhos, a Boa Notícia,

semeada pelo Jesus Cristo, e já está escrita também

na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

 

O que está faltando?

O despertar dos políticos

e ações em vista do bem comum.

 

Falta a ação dos políticos,

ações de responsabilidade

dos nossos representantes

governamentais, primeiro,

que cheguem ao conhecimento

das leis da unidade,

e, em segundo lugar,

criando leis e sistemas práticos

para desenvolvermos

a fraternidade universal.


*Atenção. Não deixe de frequentar as aulas sobre a 2a. parte, que trata das fundamentações teológicas sobre a unidade.(no prelo). 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 09/08/2017

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo’s World

em 09/08/2017. Não foi publicado no FACE.

Atualizado em 15/02/2024.

 


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