A partir deste momento
você está começando
o seu Mestrado ou
Doutorado
sobre o tema da
Unidade.
entender um pouquinho
sobre as leis que
vigoram
e nos envolvem neste
mundo,
dando-nos um nível de
consciência
suficientemente necessário
para fins de
significação da vida.
Se você for curioso, vai entender um pouco
da grandiosidade da unidade do universo
e da sua própria unidade.
Em termos bem
simples,
sigamos as pegadas
dos cientistas.
“A conquista
do dom da liberdade
coloca as energias do
espírito
em posição
de superioridade
absoluta
em relação à energia
física,
cuja desagregação, pela
morte,
já não consegue
aniquilar
ou reabsorver a
integridade psíquica
liberada em forma de
pensamento.
A soma
de todo o pensamento
liberado
pela mesma unidade
psíquica,
que se denomina
‘alma’,
é uma energia
individual,
indestrutível e
intransferível.
Constitui o assim
chamado
‘átomo do espírito’,
cuja natureza enriquecida
pelo dom da liberdade
lhe confere
uma indivisibilidade
definitiva,
preservando-o(a)
contra todas aquelas
forças
de dissolução que
podem reduzir
à multiplicidade qualquer
espécie
de energia, inclusive
o próprio átomo
material”.
Padre Pierre Teilhard de Chardin.
As
ciências foram construídas
obedecendo
o princípio da unidade.
É
sobre a base científica
que
continuaremos construindo
a
estrutura que nos manterá
unidos
e eficientes no futuro.
É
a busca permanente da unidade
que
nos manterá ancorados
e
projetado para a fase final,
a
fase da perfeição para a qual fomos criados.
A unidade
é o código secreto,
inserido na Lei da Vida
e na Lei da eternidade,
que permite-nos chegar à perfeição.
A busca da unidade
como objetivo maior,
permite-nos construir
a nossa casa sobre a rocha,
e não sobre a areia.
É este o único princípio
que nos levará à conquista
do ideal da fraternidade universal.
A busca da unidade
criará em nós
um jeito oficial de ser o homem novo,
planejado pelo supremo cientista Deus Pai:
“que todos sejamos um”.
Veremos uma série
de argumentos
sobre a unidade como elemento básico
e essencialmente necessário
para qualquer tipo de evolução.
Vamos buscar primeiramente
a definição de unidade
no dicionário de filosofia.
Em sentido próprio, unidade
é o que é necessariamente uno,
indivisível, seja no sentido
de ser desprovido de partes,
seja de suas partes serem inseparáveis
da totalidade e inseparáveis entre si.
(Dicionário de Filosofia,
Nicola Abbagnano.
Editora Martins Fontes.
São Paulo. 2007).
Não é nossa intenção esgotar o assunto,
apenas trazer à tona a importância
de cada princípio neste contexto,
da busca do essencial.
O princípio da unidade
também está inserido
como fundamento
e princípio da diversidade
e ordem do cosmo.
A evolução caminhou
nas estradas da dispersão
até deixar o homem pronto,
com as capacidades da consciência
e do pensamento reflexo.
A partir da construção do homem,
como autêntica unidade, a evolução,
inclusive do cosmos ou do universo
começou o processo da entropia,
da convergência, da unificação
como estrada ou meio
de continuar o processo da evolução
até chegar à total carga da perfeição
a que foi destinado.
A diversidade leva à dispersão, e,
a busca da unidade leva à atividade
como motor e construtor de maiores sínteses,
cada vez mais poderosas.
O que importa
é não mais a lenta evolução,
mas a pressa,
para levar a cabo as potencialidades
capazes de alcançar os patamares de perfeição
a que estamos destinados.
Neste ponto de vista
sugiro a leitura do Livro
Evolução e Antropologia
no espaço e no tempo.
do cientista
Pierre Teilhard de Chardin,
Editora
Herder. São Paulo. 1972.
Nesse livro está colocada
a fundamentação científica,
a Física e a Biologia
como as leis responsáveis
pelas provas que necessitamos compreender.
A Lei da Complexificação
do filósofo inglês
Herber Spencer 1820-1903
procurou demonstrar que:
“A complexificação crescente
dos seres vivos,
consiste num processo de unificação
ou composição dos elementos dispersos,
passando do uno ao múltiplo
e do simples ao complexo.
Constitui uma surpresa notável
para o nosso conhecimento
a descoberta de que o crescimento
e a transformação da matéria universal,
desde os primórdios até o presente,
foi um permanente processo biológico
de enrolamento da matéria sobre si mesma,
por aglutinação dos elementos,
o que chamamos complexificação.
Essa lei explica
não somente os enigmas da origem da vida
e do seu desenvolvimento; não rege somente
todas as transformações econômicas, técnicas,
científicas e sociais dos nossos tempos,
mas explica também a remota origem
da própria matéria universal,
até o estado atual.
Pierre Teilhard de Chardin
Pierre Teilhard de Chardin 1881-1955,
foi sacerdote, paleontólogo, filósofo
e cientista francês. Com suas teorias
superou o alcance da Lei de Complexificação
do filósofo Herbert Spencer,
enriquecendo-a com a Lei da Interiorização:
“Todo ser, na mesma medida
em que se aperfeiçoa, também adquire
maior poder de interioridade,
isto é, mais consciência
ou maior força de espírito”.
A partir da elaboração
desta Lei da Complexificação Universal
foi possível aos cientistas perceberem
que surgiram novas aglomerações
ainda desordenadas
que são as partículas atômicas:
prótons, nêutrons e mésons; elétrons,
posítons e neutritos.
Ao mesmo tempo
também surgem íons,
que são átomos incompletos.
Todas estas partículas,
inicialmente separadas,
não havia ainda encontrado
seu estado de acabamento ou de repouso,
pois sob o influxo de uma tendência cósmica
sempre mais intensa,
procuraram associar-se
num estado de unidade mais perfeita
pela agregação das massas diferentes.
Atendendo
a uma ordem divina ou natural,
a um espírito criador e unificador,
que dizia: “Partículas dispersas,
atomizai-vos”.
A partir daí,
apareceu a matéria
tal qual hoje a conhecemos
na escala dos noventa e dois átomos.
Obedecendo à
força criadora,
as partículas lançaram-se à tarefa de agregação,
absorvendo, praticamente, em forma de átomos,
a totalidade da matéria caótica universal.
Interiorizaram-se, formando núcleos,
que, aos poucos, foram guarnecidos
por órbitas de elétrons.
Surge o átomo,
constituição básica
de todos os elementos.
Com a atomização termina
o primeiro grande capítulo
da organização fundamental
da matéria universal.
Na ordem lógica e cronológica
seguiriam explicações
sobre a molecularização
que segue o mesmo caminho.
Da afinidade atômica
surgiu o mundo das moléculas,
isto é, de pequenas massas,
pela associação de dois ou mais átomos.
Seguem a mesma fórmula
da agregação.
A diversificação
das composições moleculares
tem um número de possibilidades
praticamente ilimitado,
pois quanto mais complexas
forem as composições,
maiores probabilidades
de associação se criam
na estruturação das massas.
Lembrem-se sempre,
estamos nos empenhando em valorizar
a percepção do fio condutor
que é a busca da unidade,
dentro do processo de evolução
ou da precipitação consciente e planejada.
Na ordem lógica
segue a polimerização.
Polimerias são moléculas livres
que não cessam de crescer
no sentido da complexificação interna,
plasmando a matéria no sentido externo.
O crescimento da matéria
ocorreu
através das moléculas livres,
das polimerias,
pelas quais se prolongaram
os caminhos da evolução
até o desabrochar da vida.
Cabe aqui um parêntesis,
alertando para duas situações
comuns a nós humanos:
o valor e a prática da liberdade
e o cultivo da nossa interioridade
como condições de crescimento.
Acrescentando
sempre novos elementos
à sua complexidade interna,
as polimerias também ampliaram
as probabilidades estatísticas
de chegarem à criação
de novas realidades
essencialmente superiores.
Surgiram as mega moléculas,
mais tarde as albuminas
e as demais proteínas.
As proteínas
são fundamentais
em qualquer forma de vida.
Convém acrescentar
algumas informações
sobre as proteínas
como de fundamental importância
para o corpo humano.
Da abundância crescente
de albuminas e proteínas
brotou o protoplasma, a vida.
O sistema
de complexificação material,
havendo atingido a cifra de milhões
e bilhões de átomos, interiorizados,
na mesma unidade, entrou em estado
de prolongada tensão crítica,
para além do qual está a vida.
Os cientistas descobriram
que a vida, nós,
somos os próprios átomos materiais,
aglutinados em torno de si mesmos
por uma força interna,
que são os agentes biológicos
obedecendo a lei da complexificação
e interiorização.
A matéria superou-se a si mesma,
transformando-se em vida.
A matéria cresceu
obedecendo leis biológicas.
A vida e o pensamento
jamais teriam surgido
se não estivessem estratificados
na própria matéria universal,
desde o início da sua existência.
Essa é a visão filosófica ou Metafísica
que procura demonstrar
a força que a unidade exerce
como fundamento de todas as construções.
A unidade
exclui a divisão em ato.
Todo ser é uno por essência.
O ser com efeito,
pode ser simples ou composto.
Ora, o que é simples
por definição só pode ser indiviso.
O que é composto não tem ser,
isto é, não existe enquanto suas partes
estão separadas, mas somente quando
essas partes estão reunidas
e formam o próprio composto.
Regis Julivet. Tratado de Filosofia III –
Metafísica, Editora Agir. 1972, página 245.
Estamos nos esforçando
para demonstrar o caminho
ou o fio condutor da evolução,
tendo a unidade como seiva
ou razão de ser
de todo o movimento da vida.
Vamos observar
se esse mesmo movimento está por trás
da busca da unidade dos povos.
Pesquisaremos
e tentaremos aprofundar
essa intenção, verificando
se a tendência ou a intenção dos povos,
da humanidade ou das civilizações
ou nações atuais estão preocupadas
em viver a vida tendo como base,
os princípios de aperfeiçoamento,
as regras e leis da convivência,
ou seja, a construção de políticas
direcionadas ao aperfeiçoamento
da unidade dos povos
através da busca consciente
da fraternidade universal.
A busca da unidade é (ou deve ser)
um dos principais ideais
da humanidade.
Unidade como busca
da união de todos os povos
é o ideal máximo
a ser conquistado por nós, humanos.
É o cumprimento do mandato divino:
Que todos sejam um.
As ideias básicas
já estão nos Evangelhos, a Boa Notícia,
semeada pelo Jesus Cristo, e já está escrita também
na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
O que está faltando?
O despertar dos políticos
e ações em vista do bem comum.
Falta a ação dos políticos,
ações de responsabilidade
dos nossos representantes
governamentais, primeiro,
que cheguem ao conhecimento
das leis da unidade,
e, em segundo lugar,
criando leis e sistemas práticos
para desenvolvermos
a fraternidade universal.
*Atenção. Não deixe de frequentar as aulas sobre a 2a. parte, que trata das fundamentações teológicas sobre a unidade.(no prelo).
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 09/08/2017
Publicado no Blog Heipo’s World
em 09/08/2017. Não foi publicado no FACE.
Atualizado em 15/02/2024.

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