Deve haver um jeito diferente
de
conhecer o Deus, Criador do Céu,
da
Terra e de todas as criaturas viventes.
Se
não o podemos ver diretamente,
talvez,
indiretamente, por suas criaturas.
Através
das coisas criadas,
podemos
conhecer o Criador delas.
Tantos
e tantas
tentaram
conhecer
e
não conseguiram,
e
desistiram, e perderam
o
mapa e o GPS.
Somos
do tempo.
Ele
é da eternidade.
Não
adianta teimar,
nem
começar.
Não
há como Vê-lo, diretamente,
pois
que no Livro dos Livros,
na
Bíblia, está escrito:
“Ninguém
pode Vê-Lo
e
continuar a viver”.
Todos
queremos viver.
Ninguém
quer morrer.
E
todos temos um desejo secreto
de
conhecer o Deus da Vida.
Como
conhecer alguém
se
não conviver com Ele,
se
não há intimidade,
intercâmbio
de afetos?
Como
conviver com Ele
se
Ele é diferente,
é
perfeito, e nós,
imperfeitos.
Como
achegar-se a Ele
senão
através das suas obras
e
das suas criaturas?
Se
Ele é perfeito,
as
suas obras, as perfeitas
e
até mesmo as imperfeitas,
devem
revelá-lo.
O
título deste texto dá as dicas:
ouvindo
o silêncio, tateando no escuro,
comendo
pelas beiradas.
Se não conseguimos
vê-Lo diretamente,
tentemos indiretamente,
como Francisco de Assis,
no seu Cântico ao Irmão Sol.
São
Francisco de Assis
em
abril de 1224,
compõe
o Cântico ao Irmão Sol,
canto
de amor, ao Pai de toda a criação.
O
Cântico do Irmão Sol
revela
o desejo
alimentado
por São Francisco,
e
por cada um de nós,
de
ver o mundo inteiro
num
estado de exaltação
de
intimidade e louvor
ao
Deus Pai, Criador do Céu
e
da Terra.
“Altíssimo,
onipotente,
bom Senhor,
Teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
Só a ti, Altíssimo, são
devidos;
e homem algum é digno
de te mencionar.
Louvado sejas, meu Senhor,
com todas as tuas criaturas,
especialmente o senhor irmão Sol,
que clareia o dia
e com sua luz nos alumia.
e ele é belo e radiante
com grande esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
pela irmã Lua e as Estrelas,
que no céu formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
pelo irmão Vento,
pelo ar, ou nublado
ou sereno, e todo o tempo,
pelo qual às tuas criaturas
dás sustento.
Louvado sejas, meu Senhor
pela irmã Água,
que é muito útil e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor,
pelo irmão Fogo
pelo qual iluminas a noite.
Ele é belo e jovial
e vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor,
por nossa irmã a mãe Terra,
que nos sustenta e governa,
e produz frutos diversos
e coloridas flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor,
pelos que perdoam por teu
amor,
e suportam enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados
os que as sustentam em paz,
que por ti, Altíssimo,
serão coroados.
Louvai e bendizei o meu
Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o
com grande humildade”.
São Francisco de Assis
1182-1226
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 06/08/2017
Publicado
no blog Heipo World
e
no FACEBOOK em 06/08/2017.
Atualizado em 17/02/2024.

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