"Beleza,
essa da mulher,
está
nos vãos, nos entres,
nessa
telegrafia sem fio,
que
perpassa, qual arrepio,
o
plano sutil, e antes de chegar
já
partiu por entre as malhas da intuição".
Eduardo
Alves da Costa.
Beleza
atrai. Beleza estimula.
Beleza
extasia. Beleza fascina.
A
beleza lá de fora
me
faz bem aqui dentro.
A beleza que se manifesta na mulher
(mais
do que no homem),
é
fruto do cuidado,
da
valorização
de
si mesma.
Há
beleza na mulher,
na
criança, no pequeno animal.
Há
beleza na natureza.
Há
algo de infinito
na
beleza, que não se esgota
no
que se vê.
E
quem curte a beleza,
senão
aquele ou aquela
que
é puro ou pura, por dentro,
unificada
que está, como pessoa humana,
participante
da natureza divina.
A
beleza está sim, lá fora,
mas
a fonte mora aqui dentro.
A
beleza
é
percebida fora
quando
há beleza interna,
morando
dentro do observador.
Muita
gente olha e diz,
‘que
bonito, que bonita’.
Mas
não observou a Beleza,
a fonte, a origem e o autor da beleza.
Não
somos inteligentes
admirando
uma obra de arte.
Somos
sábios
quando
descobrimos o autor
e
comungamos com seus sentimentos.
A
beleza
não
existe para ser profanada,
vulgarizada,
usada, vendida
ou
explorada.
Raramente
uma obra de arte
é
criticada e desvalorizada.
Beleza
é algo sagrado,
e
quem é belo(a) merece respeito,
admiração
e incenso.
A
beleza, portanto, tem a ver
com
códigos ou senhas,
a
serem decifrados e lidos
nas
linhas e entrelinhas
de
cada pessoa ou ser,
que
exerce atração.
Em
tudo o que é belo,
a
beleza exprime mistério,
promessa
de realização,
ânsia
de perfeição.
A
beleza, existe sim,
para
mostrar
que
temos sentimentos,
que
nos emocionamos,
que
estamos vivos
e
que temos sensibilidade
para
perceber o bem, a bondade,
e
uma infinidade de valores.
A
beleza bem que quer te acordar,
levantar
teu ânimo, levar-te
a
apaixonar-te por alguém.
Pode
até acontecer
que
você more
com
uma ‘pequena’,
extraordinária,
e
não percebas
quão
cheia de valores
esta
beleza está equipada.
Numa
mulher,
obra
de arte inacabada,
internamente,
há
mais energia,
valores
invisíveis,
prontos
a manifestar-se
a
partir de um elogio,
de
reconhecimento,
respeito,
e olhar, de admiração.
Tenho
dó dos homens
que
não sabem
ou
não conseguem
perceber
a enorme
quantidade
de beleza
disponível
na mulher.
E
contentam-se com o pouco
que
o corpo consegue dar.
Mais
do que o corpo,
as
obras de arte carregam segredos,
belezas,
ainda não exploradas,
invisíveis,
indizíveis,
apenas
percebíveis por
românticos,
poetas e estetas.
Mulher,
tenha coragem
e
peça ao seu companheiro
que
seja mineiro,
e,
com galanteios, procure tesouros
que
ainda não foram encontrados
nas
imensas regiões da afetividade.
Homens,
sejam de fato homens,
não
apenas animais sensitivos,
preguiçosos
mentais.
Estude
sua esposa,
sua
companheira,
seja
curioso e realizador
de
expectativas femininas.
Se
você é incompleto sem ela,
complete-a,
sendo complemento.
Dialogue,
converse,
convide-a
a dançar
e
acertem os passos.
A beleza requer no mínimo um par.
Onde está a beleza, vem o carinho completar.
Não
há beleza
sem
que a ternura
lhe dê leveza ao se expressar.
Por
que a beleza
exerce
tamanho encanto?
Porque a feiura não é da nossa natureza.
Não existe nada feio fora de nós.
Pode
sim, existir feiura,
quando
rejeitamos, julgamos,
criticamos,
e excluímos,
quando
achamos defeitos,
quando
mentimos,
quando
somos infiéis,
quando
fugimos
das
nossas responsabilidades.
Aí,
os mais vividos,
os embelezados no fogo da purificação,
olham para nós, e dizem: ''Que beleza divina''.
O
Artista te chamou
para
trabalhar no atelier dele
e
te disse:
Toma um corpo,
bonito e bom.
Tens aí dentro
todas as ferramentas.
Mulher, te fiz bonita.
Complete a obra que iniciei.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 20/08/2017
Publicado no blog Heipo World
e no FACE em 20/08/2017.
Atualizado em 14/02/2024.

Nenhum comentário:
Postar um comentário