O tamanho e a competência
do nosso conhecimento
às vezes mal consegue
ultrapassar
as portas da nossa
casa.
Sabemos
um pouco
sobre nossa própria
vida.
Sabemos
quase tudo
sobre a casa
na qual moramos.
Sabemos pouco
sobre a Terra,
nossa casa comum.
Sabemos muito pouco
sobre a grandiosidade
do Universo.
E o conhecimento
é um bem imaterial,
inesgotável.
A curiosidade
tem o poder
de esticar o
conhecimento.
Para
esta vida, basta
o
conhecimento que já adquirimos?
Para
outra vida,
além
das fronteiras,
já
conquistamos
algum
tipo de conhecimento?
Levamos,
o
conhecimento,
daqui,
para lá?
A vida nos ensina
que estudamos,
lemos e nos
empenhamos
em adquirir
cada vez mais
conhecimento,
e que estamos em processo
de aprendizagem
permanente,
não só para o aqui,
para esta vida, mas
também
para lá das
fronteiras deste mundo.
Tudo o que sabemos,
já é tanto
que não esgotaremos,
não consumiremos,
não aproveitaremos
tamanha carga
de conhecimento
adquirido.
Aqui, na cultural
atual,
poucos estão
interessados
em aprender,
em conhecer,
em se aprofundar
sobre a própria vida
e sobre a vida
vindoura.
Poucos
estão antenados
e preocupados ou
ocupados
com aquilo que não
aparece,
com as coisas da
dimensão invisível.
Consideremos o
conhecimento
como um bem
imaterial,
inesgotável,
nunca finalizável,
sempre faltante,
nunca completo.
Consideremos a
aquisição
do conhecimento como
ferramenta
para construirmos
a unidade,
e a fraternidade universal.
Se fôssemos passar as
férias na lua
ou em qualquer outro
planeta
fora da Terra,
veríamos a Terra bem
pequena,
girando sobre si
mesma
na velocidade
de vinte quilômetros
por segundo.
Dentro da terra,
nosso pensamento é
pequeno.
Fora da Terra,
nossos pensamentos se
adaptam
à enormidade do
universo.
Enxergamos nossa
pequenez
e vislumbramos os
ideais
para os quais
fomos criados.
Por isso,
muita gente pensa
pequeno.
Por isso,
o conhecimento nos é
necessário,
para ultrapassarmos
os limites
da nossa natureza
humana.
Se a lei
que predomina aqui na
Terra,
é a Lei da
Relatividade,
dizem os filósofos e
teólogos,
que o relativo só
existe
porque existe o
Absoluto.
A criação, a
natureza,
é apenas uma referência humana,
para nossos sentidos.
Saindo da Terra,
saindo das
fronteiras,
dos nossos limites,
percebemos quem
somos.
Somos sim,
filhos do Absoluto,
filhos do dono do
mundo,
herdeiros do
Universo.
Se vamos continuar
vivendo,
em que tipo,
de conhecimento,
estamos investindo,
nossas energias,
e nossos recursos?
Demonstramos
nossa falta
de conhecimentos
absolutos,
gastando energia,
discutindo
bravamente,
sobre política,
economia,
esportes, moda,
cinema,
novelas, tragédias,
violência, status,
...
tudo,
tudo fechado,
sem nenhum nexo,
sem nenhuma
referência,
sem nenhuma ligação
com o ideal da paz,
da feliz convivência,
com os valores ideais
da vida fraterna,
querida e desejada
pelo Absoluto.
Pensamos baixo.
Pensamos pequeno,
porque vemos tudo
pequeno,
fechado, sem
referências,
com o Absoluto.
Como disse o escritor
George Ivanovitch
Gurdjieff:
“Nós, humanos, moramos,
dentro de uma casa
que contém quatro cômodos,
e vivemos apenas,
dentro de um deles,
no menor dos cômodos”.
Conhecemos apenas um,
e nos apegamos a ele.
Intuímos e até sabemos
que existem outros cômodos,
mas resistimos,
não nos atrevemos,
não nos aventuramos,
a procurar as portas
dos outros cômodos,
seus segredos
e tesouros.
Para
um aprofundamento
do
que foi colocado neste texto,
sugiro
a leitura do livro:
“Em
Busca Do Ser”,
do
escritor
George
Ivanovitch Gurdjieff.
Editora
Pensamento.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 16/01/2018.
Publicado no Blog Heipo World
e no FACE em 16/01/2018.
Atualizado em 27/01/2024

Nenhum comentário:
Postar um comentário