terça-feira, 16 de janeiro de 2018

452.- Conhecimento não encontra fronteiras.


O tamanho e a competência

do nosso conhecimento

às vezes mal consegue ultrapassar

as portas da nossa casa.

 

Sabemos

um pouco

sobre nossa própria vida.

 

Sabemos

quase tudo

sobre a casa

na qual moramos.

 

Sabemos pouco

sobre a Terra,

nossa casa comum.

 

Sabemos muito pouco

sobre a grandiosidade do Universo.

 

E o conhecimento

é um bem imaterial, inesgotável.

 

A curiosidade

tem o poder

de esticar o conhecimento.

 

Para esta vida, basta

o conhecimento que já adquirimos?

 

Para outra vida,

além das fronteiras,

já conquistamos

algum tipo de conhecimento?

 

Levamos,

o conhecimento,

daqui, para lá?

 

A vida nos ensina

que estudamos,

lemos e nos empenhamos

em adquirir

cada vez mais conhecimento,

 e que estamos em processo

de aprendizagem permanente,

não só para o aqui,

para esta vida, mas também

para lá das fronteiras deste mundo.  

 

Tudo o que sabemos,

já é tanto 

que não esgotaremos,

não consumiremos,

não aproveitaremos

tamanha carga

de conhecimento adquirido.

 

Aqui, na cultural atual,

poucos estão interessados

em aprender,

em conhecer,

em se aprofundar

sobre a própria vida

e sobre a vida vindoura.

 

Poucos

estão antenados

e preocupados ou ocupados

com aquilo que não aparece,

com as coisas da dimensão invisível.

 

Consideremos o conhecimento

como um bem imaterial,

inesgotável,

nunca finalizável,

sempre faltante,

nunca completo.

 

Consideremos a aquisição

do conhecimento como ferramenta

para construirmos

a unidade,

 e a fraternidade universal.

 

Se fôssemos passar as férias na lua

ou em qualquer outro planeta

fora da Terra,

veríamos a Terra bem pequena,

girando sobre si mesma

na velocidade

de vinte quilômetros

por segundo.

 

Dentro da terra,

nosso pensamento é pequeno.

 

Fora da Terra,

nossos pensamentos se adaptam

à enormidade do universo.

 

Enxergamos nossa pequenez

e vislumbramos os ideais

para os quais

fomos criados.

 

Por isso,

muita gente pensa pequeno.

Por isso,

o conhecimento nos é necessário,

para ultrapassarmos

os limites

da nossa natureza humana.

 

Se a lei

que predomina aqui na Terra,

é a Lei da Relatividade,

dizem os filósofos e teólogos,

que o relativo só existe

porque existe o Absoluto.

 

A criação, a natureza,

 é apenas uma referência humana,

para nossos sentidos.

 

Saindo da Terra,

saindo das fronteiras,

dos nossos limites,

percebemos quem somos.

 

Somos sim,

filhos do Absoluto,

filhos do dono do mundo,

herdeiros do Universo.

 

Se vamos continuar vivendo,

em que tipo,

de conhecimento,

estamos investindo,

nossas energias,

e nossos recursos?

 

Demonstramos

nossa falta

de conhecimentos absolutos,

gastando energia,

discutindo bravamente,

sobre política, economia,

esportes, moda, cinema,

novelas, tragédias,

violência, status,

...

tudo,

tudo fechado,

sem nenhum nexo,

sem nenhuma referência,

sem nenhuma ligação

com o ideal da paz,

da feliz convivência,

com os valores ideais

da vida fraterna,

querida e desejada pelo Absoluto.

 

Pensamos baixo.

Pensamos pequeno,

porque vemos tudo pequeno,

fechado, sem referências,

com o Absoluto.

 

Como disse o escritor

George Ivanovitch Gurdjieff:

Nós, humanos, moramos,

 dentro de uma casa

que contém quatro cômodos,

e vivemos apenas,

dentro de um deles,

no menor dos cômodos”.

 

Conhecemos apenas um,

e nos apegamos a ele.

 

 Intuímos e até sabemos

 que existem outros cômodos,

mas resistimos,

não nos atrevemos,

não nos aventuramos,

a procurar as portas

dos outros cômodos,

seus segredos

e tesouros.

 

Para um aprofundamento

do que foi colocado neste texto,

sugiro a leitura do livro:

“Em Busca Do Ser”,

do escritor

George Ivanovitch Gurdjieff.

Editora Pensamento.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 16/01/2018.

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo World

e no FACE em 16/01/2018.

Atualizado em 27/01/2024

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