É
inegável,
porque
observável,
que
a ansiedade
é
um dos nossos principais desequilíbrios
da
nossa cultura, ou do nosso modo de vida,
nos
tempos atuais.
O
que provoca a ansiedade?
Qual
a origem dessa insatisfação
de
querer escapar,
livrar-se
do tempo presente?
Ou
apressá-lo para que passe rápido?
Depois
de um susto,
depois
de um tentar pensar
sobre
a ansiedade nossa de cada dia,
a
primeira observação a que chegamos
é
que o problema da ansiedade
se
relaciona com o tempo.
Ansiedade
e impaciência convivem.
Mas,
tanto a ansiedade
como
o tempo
não
existem concretamente.
Não
se vê a ansiedade vestida,
caminhando,
cantando tristezas,
lá
fora, na rua, nas árvores.
A
ansiedade não existe
como
substantivo próprio, concreto.
Ela
só existe virtualmente.
Só
existem conceitos dela.
Mesmo
que na psicologia e na medicina
tenha
recebido o nome de Ansiedade,
ela
não existe. Não existe.
Ela
é uma fantasma, virtual.
Ela
só existe como nome, como conceito,
dado
às pessoas visitadas por ela.
Só
existe a pessoa concreta,
que
está sendo submetida
pelo
que se entende por ansiedade.
Da
mesma forma o tempo.
Não
se vê o tempo.
Você
não conversa com o tempo.
Você
acha que o tempo existe,
mas
nunca viu ele.
O
tempo só existe em sua mente,
nos
relógios e nos calendários.
Então,
o tempo também é um fantasma,
vivente
apenas no mundo virtual, mental.
E,
tudo o que é virtual,
não
responde concretamente.
Iludem.
Trapaceiam. Alienam.
Desviam
a atenção, despersonalizam
e
escravizam.
Somos
ou nos comportamos
como
escravos, acorrentados e submetidos
à
ansiedade e ao tempo.
O
tempo e a ansiedade
provocam
vazios
incapazes
de preencher
o
que é fundamental para a perfeita saúde
do
ser humano que é a necessidade do silêncio,
da
paz e da harmonia, que acontecem
com
as confrontações com as verdades.
A
ansiedade
é
um sintoma
de
doença espiritual.
A
ansiedade e o tempo,
não
preenchem,
não
satisfazem substantivamente,
a
profundidade frustrada.
A
ansiedade se manifesta
pela
sensação ou pelo sentimento
de
que estamos perdendo tempo.
A
ansiedade é uma clara informação
de
que estamos descontentes e impacientes
com
a superficialidade.
O
Remédio é o conhecimento de si mesmo.
O
remédio, é ser o observador e o observado,
ao
mesmo tempo.
Você
é o diretor do seu eu, do seu ego.
O
ego, sem comando,
é
o grande provocador dos conflitos
que
geram ansiedade.
Cultivar
a paciência é um importante antídoto.
Ser
paciente
significa
não ter pressa
para
dar o próximo passo.
Significa
posicionamento consciente,
naquela
situação, naquele momento
em
que está envolvido.
Permanecer
no momento presente,
até
o ponto final.
Vence-se
a ansiedade
vivendo
intensamente o momento presente,
percebendo-se
possuidor(a) de muitas capacidades.
Perceber-se
vivo(a),
rodeado
por uma natureza exuberante.
Valorizar
quem está ao seu lado.
Ser
grato(a) por todas os profissionais
e
suas profissões, pelo bem e qualidade de vida
que
nos proporcionam.
Concentrar-se
nas
possibilidades,
não
nas deficiências.
Isso
nos torna otimistas
e
não pessimistas.
Buscar
soluções.
Resolver
os problemas.
Saber,
conscientemente que convém
buscar,
constantemente, a evolução,
a
custo de esforços,
e
não parar, subordinar-se à extinção,
acomodando-se.
Observando-se,
refletindo, conhecendo-se.
Escolhendo
o silêncio como acompanhante.
Escolhendo
parar.
Usar
o tempo para avaliar,
comparar,
e tomar decisões.
Não
ser apenas aquele que só reage,
sem
pensar, sem escolher,
sem
tomar decisões profundas,
responsáveis.
Se
estamos descontentes, na superfície,
é
porque não estamos dando atenção
às
exigências profundas
da
nossa natureza divina.
Nosso
ser profundo, religioso,
deseja
a profundidade,
que permanece,
serena,
inalterável.
Depois
que tudo passa,
a
mentira, falsidades,
conceitos
e preconceitos,
fica
a verdade, fica a eternidade.
Isso
tudo significa
que
a vida espiritual,
a
vida com a primazia e comando do espírito,
está
sobre tudo e sobre todos,
no
comando,
não
se deixando escravizar
por
aquilo que é do mundo periférico,
sem
sentido, sem ligação com a eternidade.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Criado
e publicado no Blog
e
no FACE em 07/10/2024.

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