terça-feira, 8 de outubro de 2024

927.- A alma, misteriosa.

 

A alma se ajeita,

e se sujeita humildemente

diante das nossas dificuldades mentais

para compreendê-la.

 

Aceita, sem jeito, não ser compreendia.

 

Nós, humanos racionais,

tentamos encerrar a alma

em nossos conceitos.

 

Mas ela, na sua inteireza

não se deixa esgotar.

 

A alma apresenta, e se faz presente

de forma bem diferente

daquela que estamos acostumados

a dominar.

 

Ela se revela e ao mesmo tempo se esconde

em sua forma misteriosa de ser.

 

E a nós, humanos mortais,

só resta aceitamos humildemente

que ela se vista de mistérios.

 

Os mistérios se deixam pesquisar,

mas não na superfície

e sim, nas profundidades.


Minha alma se alimenta de mistérios.


Por favor, não queiram explicar tudo,

até os mistérios.

 

Não existirão mistérios,

lá em cima, no céu?

 

O espaço celestial é imenso.

 

Pode caber os impossíveis

que aqui não cabem.

 

Alguma coisa,

alguma novidade

pode ficar para depois.

 

Deixem-me

cultivar, carregar,

algumas esperanças,

nem que sejam apenas ilusões.

 

Que minha alma seja alimentada

pelos mistérios que a atraem.

 

Permitam-me

que eu mesmo descubra,

onde o vento quer e pode me levar.

 

Se fico só por aqui,

como folha, ou como pena,

passearei por bom tempo,

circulando a Terra,

onde a atmosfera circunda

anima, dá vida,

alegra e refresca

nosso mundo.

 

Se o vento quiser,

ou outro meio tiver,

pode me levar,

mais para cima.

 

Já posso deixar

que o vento me leve

para onde os mistérios atraem.

 

Minha alma quer flutuar,

não tem peso, nem tamanho,

nenhuma idade.

 

Quero ir,

com minha alma, voando,

permanecer plainando,

por mais tempo,

todo tempo,

e aterrissar,

na eternidade. 

 

Carregas aí dentro de ti

uma alma desconhecida,

misteriosa, que anseia revelar-se,

mostrar-te o universo infinito que tu és.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Atualizada e pub no BLOG e no FACE

Em 08/10/2024.

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