A alma se ajeita,
e se sujeita humildemente
diante das nossas dificuldades mentais
para compreendê-la.
Aceita, sem jeito, não ser compreendia.
Nós, humanos racionais,
tentamos encerrar a alma
em nossos conceitos.
Mas ela, na sua inteireza
não se deixa esgotar.
A alma apresenta, e se faz presente
de forma bem diferente
daquela que estamos acostumados
a dominar.
Ela se revela e ao mesmo tempo se esconde
em sua forma
misteriosa de ser.
E a nós, humanos mortais,
só resta aceitamos humildemente
que ela se vista de mistérios.
Os mistérios se deixam pesquisar,
mas não na superfície
e sim, nas profundidades.
Minha alma se alimenta de mistérios.
Por favor, não queiram explicar
tudo,
até
os mistérios.
Não
existirão mistérios,
lá em cima, no céu?
O espaço celestial é imenso.
Pode caber os impossíveis
que aqui não cabem.
Alguma coisa,
alguma novidade
pode ficar para depois.
Deixem-me
cultivar, carregar,
algumas esperanças,
nem
que sejam apenas ilusões.
Que
minha alma seja alimentada
pelos
mistérios que a atraem.
Permitam-me
que
eu mesmo descubra,
onde
o vento quer e pode me levar.
Se fico só por aqui,
como folha, ou como pena,
passearei
por bom tempo,
circulando a Terra,
onde
a atmosfera circunda
anima, dá vida,
alegra e refresca
nosso mundo.
Se o vento quiser,
ou outro meio tiver,
pode me levar,
mais
para cima.
Já
posso deixar
que
o vento me leve
para onde os mistérios atraem.
Minha alma quer flutuar,
não
tem peso, nem tamanho,
nenhuma
idade.
Quero
ir,
com minha alma, voando,
permanecer plainando,
por mais tempo,
todo tempo,
e aterrissar,
na
eternidade.
Carregas aí dentro de ti
uma alma desconhecida,
misteriosa, que anseia
revelar-se,
mostrar-te o universo infinito que
tu és.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizada e pub no BLOG e no
FACE
Em 08/10/2024.

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