sábado, 27 de agosto de 2016

337.- Ego. Busca do entendimento de si mesmo. Você conhece o Ego?


Raramente você é você mesmo,
autêntico, completo, perfeito.


Existe um personagem irritante
e briguento que vive na sua ‘casa’.

Este personagem é você.
É o outro eu, o eu desconhecido. 


Se você se irrita facilmente,
não é o autêntico você
que está se manifestando.


Se você cria conflito e discute
com outras pessoas,
não é o autêntico você
que está se manifestando.


Você só é você mesmo,
só é o autêntico EU,
quando
é manso, pacífico,
amável, alegre
e compreensivo.


Você não se conhece o suficiente
para ser manso
e pacificador do mundo.


Os mansos conquistarão a Terra
e passarão suavemente
como as águas
dos grandes rios.


Toda a tentativa
de procurar soluções
para os problemas da vida,
são válidos.


Este deve ser
o ponto de partida
para ajudar-se
e ajudar os outros.


A história bruta foi revelando o ego,
E ele foi se impondo, devagarinho,
despercebidamente.


O caráter e a personalidade
deixaram de receber investimentos,
e hoje, já não são tão valorizados.


O humano foi desumanizando-se.


As pessoas de bem, diminuíram.


É a lei do egoísmo, do ego,
que está ditando
as normas da convivência
no mundo de hoje.   


Encontramos resistências,
resistências inconscientes
nas pessoas,
até nas mais queridas,
porque existe um ego,
que, às vezes
pode estar sob o domínio
de forças negativas ocultas
e desconhecidas
até pela própria pessoa.


Se não existe paz,
algo está fora dos eixos.


Se não existe paz,
algo está desregulado.


O ego
é a sutil estima
que temos por nós mesmos
liderada pelo orgulho,
pelo medo,
pela ansiedade,
pelas carências que nos faltam
e pelos apegos que temos.


Querer ser ajudado
é um processo
que exige humildade,
conhecimento de si
e conhecimento desta força negativa
que nos habita, que se chama ego.


Se alguém demonstra interesse
em ajudar-nos
o primeiro impulso é de defesa,
de repulsa e de autossuficiência.


É o ego orgulhoso na defesa.


É o ego orgulhoso, inchado,
enganando-te.


Então,entenda como o ego
se manifesta constantemente
na sua e na vida de cada pessoa.


Coloco abaixo
algumas citações sobre o ‘ego’
e como ele se manifesta.


Estas citações
foram retiradas do livro:
Um Novo Mundo,
O Despertar de uma nova Consciência,
do escritor Eckhart Tolle, Editora Sextante.

(Entre parênteses
está o número da página
de onde foi extraído o texto).


O ego
é um impostor
que finge ser você.


O ato do reconhecimento
é uma das maneiras
pelas quais acontece
o despertar.
(p.14/15).


O ego
é um distúrbio
que trazemos dentro de nós.
(p.19)


O ego não é pessoal.
Ele não é quem você é.


Esse sentimento de orgulho,
de precisar aparecer,
 é o ego.(p.42)



Nada fortalece mais o ego
do que o ‘estar certo’.


O ego adora apontar a falha
para que possa mostrar
que está certo. (p. 63)


‘Estarmos certos’
nos coloca numa posição
de superioridade moral imaginada
em relação à pessoa ou situação
que está sendo julgada.


É esse sentimento de superioridade
que o ego adora e por meio do qual 
se destaca. (p 64)


Todo ego confunde opiniões
e pontos de vista com fatos.


O ego é sempre um mestre 
da percepção seletiva 
e da interpretação distorcida. (p. 65)


O ego
ao querer demonstrar que ‘está certo’,
está querendo dizer que é superior. (p. 69)


Reconheça o ego
por aquilo que ele é:
um distúrbio coletivo,
a insanidade da mente humana. (p 71)


Ninguém está errado:
é apenas o ego em alguém,
manifestando-se.


Independentemente do comportamento
que o ego manifeste,
a força motivadora oculta
é sempre a mesma:
a incessante necessidade de aparecer,
ser especial, estar no controle,
ter poder, ganhar atenção. (p. 74).


E há ainda
a sutil necessidade
de experimentar uma sensação
de isolamento,
como alguém autossuficiente,
independente de tudo e de todos,
como se não dependesse de nada,
nem de ninguém. (p. 74).


O ego
sempre quer alguma coisa das pessoas
ou das situações.


Há sempre um plano oculto,
um sentimento de
‘ainda não é o bastante’,
de insuficiência,
de falta, que precisa ser atendido.



Em geral,
o ego vive frustrado
com seus objetivos
(na maior parte do tempo,
a lacuna entre o “eu quero”
e “o que acontece” torna-se uma fonte constante de aborrecimento e angústia).


A emoção
que governa todas as atividades do ego
é o medo.


O medo de não ser ninguém,
o medo da não-existência,
o medo da morte,
o medo de perder bens,
medo do fracasso,
medo de ser roubado,
diminuído, humilhado,
desprezado, desconsiderado.


A ilusão nunca nos satisfaz. 


Apenas a verdade de quem nós somos,
se compreendida, nos libertará. (p. 74-75).



Existem muitas formas sutis de ego
que, mesmo sendo tênues,
podemos observar com facilidade
nas pessoas e em nós mesmos.


Lembrem-se:
no momento em que nos tornamos conscientes do nosso ego, essa consciência emergente
é quem somos além do ego, o “eu” profundo.



O reconhecimento do falso ego
já é o surgimento do eu real. (p. 76)


Uma relação autêntica
é aquela que não é dominada pelo ego,
que está sempre voltada
para a construção da sua imagem
e para a busca do eu egoista.


Num relacionamento
genuinamente autêntico,
há um fluxo de atenção plena e receptiva
que é dirigido à outra pessoa,
e nele não cabe nenhum outro querer.


Essa atenção plena
é a presença,
o pré-requisito
para todo relacionamento autêntico.


O ego age sempre da seguinte forma:
ou quer alguma coisa ou,
se acredita
que não existe nada para obter do outro, 
assume um estado de profunda indiferença
e não se preocupa com ele.


Assim, os três estados predominantes
dos relacionamentos egóicos são:
o querer, o querer insatisfeito
(=raiva, ressentimento,
acusação, queixa)
e a indiferença. Pg. 78.


Todas as motivações egóicas
são voltadas para a autovalorização
e o interesse do próprio eu. (p.90)


Se o conflito egóico tem um propósito,
ele é indireto:
ele cria cada vez mais sofrimento
neste mundo
e o sofrimento,
embora produzido
em sua maior parte pelo ego,
no fim, pode colaborar
para destruir
a ilusão do próprio ego. (Pg. 97)

Na forma,
somos e seremos sempre inferiores
a algumas pessoas
e superiores a outras.

Na essência (Ser)
não somos inferiores
nem superiores a ninguém.

A verdadeira autoestima
e a autentica humildade
surgem dessa compreensão.


Aos olhos do ego,
a autoestima e a humildade
são contraditórias. (Pg. 99)


O ego,
na sua cegueira
é incapaz de ver a dor
que inflige a si mesmo
e aos outros. (Pg. 99)


O ego
cria separação ,
e a separação causa sofrimento,
portanto, o ego é patológico. (Pg. 101)


O ego
não sabe
que sua única oportunidade
de ficar em paz é agora.


Ou talvez ele saiba
e tenha medo
de que nós acabemos descobrindo isso.


Paz, acima de tudo,
é o fim do ego. (Pg. 104)


O ego se fortalece
no negativismo.


Com isso causamos sofrimento
a nós mesmos e aos outros
sem nem sequer saber
que estamos fazendo isso,
ignorando que estamos criando
o inferno na Terra.


Provocarmos dor sem saber
(essa é a essência de vivermos
de modo inconsciente)
é estar sob o domínio do ego. (Pg. 104).


No instante
em que todos os recursos falham,
o ego recorre aos gritos
e até à violência física. (Pg. 105)


Enquanto a consciência
não se manifesta
existe identificação
com os estados interiores,
e essa identificação é o ego.


Se estou consciente,
a consciência está no comando,
e sou pacífico, tolerante, compreensivo,
amável ... este é o EU VERDADEIRO.


Se estou inconsciente,
o ego está no comando.


O ego
consome
uma quantidade de energia. (Pg. 112)


Uma enorme energia
pode ser canalizada
para outras frentes positivas,
construtivas, curativas
quando tomamos conhecimento
das estratégias patológicas do ego.


O sofrimento
é uma consequência inevitável
de toda ação motivada pelo ego. (pg. 113)


É necessário estar sempre alerta,
uma vez que o ego tentará sempre
assumir o controle
e se reafirmar
de qualquer maneira.


Dissolver o ego humano,
trazendo-o à luz da consciência,
esse será o principal objetivo
das pessoas esclarecidas. (Pg. 114)


Ao longo de milhares de ano,
a mente vem intensificando seu domínio
sobre a humanidade,
que deixou de ser capaz
de reconhecer a entidade
que se apossa de nós como o ‘não-eu’.


Por causa dessa completa identificação
com a mente, uma falsa percepção
do eu passa a existir – o ego


Pensarnão é mais
do que um minúsculo aspecto
da totalidade da consciência. (Pg. 116-117)


O ego de cada um de nós
é egoísta e egocêntrico,
patológico,
criador de conflitos,
discussões e separações.

O ego
acha-se o centro do Universo,
ou melhor, a pessoa
absorvida ou sob a autoridade do ego,
possui uma visão errada de si mesmo,
das outras pessoas e do universo.  


As pessoas sob o comando do ego
adoram seu umbigo.

Sempre acham que têm razão
para sentir e manifestar raiva,
mágoa, tristeza, medo, etc.


Muitas pessoas estão se tornando mais conscientes e por isso o ego vem perdendo influência 
sobre a mente humana.(pg. 139)


Acrescento mais alguns pensamentos sobre o ego, de outras fontes.



Quando eu me despojo do ego
que eu penso que sou,
eu me torno o eu que posso ser.
Lao-Tsé 570-520 aC.
Filósofo e alquimista chinês.


A conquista do próprio eu,
é a maior vitória
que a pessoa pode alcançar;
conseguir que a vida
não seja dominada pelo ego,
mas pela razão e o coração.
Padre Alfonso Milagro


Todos trazemos dentro de nós
um altar
no qual temos entronizado o nosso ego,
ao qual rendemos culto
com excessiva frequência e intensidade.
Padre Alfonso Milagro.


Não fique impressionado com o ego. O que se deve fazer é acionar, despertar a consciência. É ela que deve estar no comando.


Mais importante do que querer
conhecer e administrar o ego
é a firme decisão de
conhecer como a consciência
pode e deve ser a autoridade
da sua personalidade.


Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 27/08/2016.



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