Raramente você é você
mesmo,
autêntico, completo, perfeito.
Existe um personagem
irritante
e briguento que vive
na sua ‘casa’.
Este personagem é você.
É o outro eu, o eu desconhecido.
Se você se irrita
facilmente,
não é o autêntico
você
que está se
manifestando.
Se você cria conflito
e discute
com outras pessoas,
não é o autêntico
você
que está se
manifestando.
Você só é você mesmo,
só é o autêntico EU,
quando
é manso, pacífico,
amável, alegre
e compreensivo.
Você não se conhece o
suficiente
para ser manso
e pacificador do
mundo.
Os mansos
conquistarão a Terra
e passarão suavemente
como as águas
dos grandes rios.
Toda a tentativa
de procurar soluções
para os problemas da
vida,
são válidos.
Este deve ser
o ponto de partida
para ajudar-se
e ajudar os outros.
A história bruta foi
revelando o ego,
E ele foi se impondo,
devagarinho,
despercebidamente.
O caráter e a
personalidade
deixaram de receber
investimentos,
e hoje, já não são
tão valorizados.
O humano foi
desumanizando-se.
As pessoas de bem, diminuíram.
É a lei do egoísmo,
do ego,
que está ditando
as normas da
convivência
no mundo de hoje.
Encontramos
resistências,
resistências inconscientes
nas pessoas,
até nas mais
queridas,
porque existe um ego,
que, às vezes
pode estar sob o
domínio
de forças negativas
ocultas
e desconhecidas
até pela própria
pessoa.
Se não existe paz,
algo está fora dos
eixos.
Se não existe paz,
algo está
desregulado.
O ego
é a sutil estima
que temos por nós
mesmos
liderada pelo
orgulho,
pelo medo,
pela ansiedade,
pelas carências que
nos faltam
e pelos apegos que
temos.
Querer ser ajudado
é um processo
que exige humildade,
conhecimento de si
e conhecimento desta
força negativa
que nos habita, que
se chama ego.
Se alguém demonstra
interesse
em ajudar-nos
o primeiro impulso é
de defesa,
de repulsa e de autossuficiência.
É o ego orgulhoso na
defesa.
É o ego orgulhoso,
inchado,
enganando-te.
Então,entenda como o ego
se manifesta
constantemente
na sua e na vida de
cada pessoa.
Coloco abaixo
algumas citações
sobre o ‘ego’
e como ele se
manifesta.
Estas citações
foram retiradas do
livro:
Um Novo Mundo,
O Despertar de uma nova Consciência,
do escritor Eckhart Tolle, Editora Sextante.
(Entre parênteses
está o número da
página
de onde foi extraído
o texto).
O ego
é um impostor
que finge ser você.
O ato do
reconhecimento
é uma das maneiras
pelas quais acontece
o despertar.
(p.14/15).
O ego
é um distúrbio
que trazemos dentro
de nós.
(p.19)
O ego não é pessoal.
Ele não é quem você
é.
Esse sentimento de
orgulho,
de precisar aparecer,
é o ego.(p.42)
Nada fortalece mais o
ego
do que o ‘estar
certo’.
O ego adora apontar a
falha
para que possa
mostrar
que está certo. (p. 63)
‘Estarmos certos’
nos coloca numa
posição
de superioridade
moral imaginada
em relação à pessoa
ou situação
que está sendo
julgada.
É esse sentimento de
superioridade
que o ego adora e por meio do qual
se
destaca. (p 64)
Todo ego confunde opiniões
e pontos de vista com
fatos.
O ego é sempre um
mestre
da percepção seletiva
e da interpretação distorcida. (p. 65)
O ego
ao querer demonstrar
que ‘está certo’,
está querendo dizer
que é superior. (p. 69)
Reconheça o ego
por aquilo que ele é:
um distúrbio
coletivo,
a insanidade da mente
humana. (p 71)
Ninguém está errado:
é apenas o ego em
alguém,
manifestando-se.
Independentemente do
comportamento
que o ego manifeste,
a força motivadora
oculta
é sempre a mesma:
a incessante
necessidade de aparecer,
ser especial, estar
no controle,
ter poder, ganhar
atenção. (p. 74).
E há ainda
a sutil necessidade
de experimentar uma
sensação
de isolamento,
como alguém
autossuficiente,
independente de tudo
e de todos,
como se não
dependesse de nada,
nem de ninguém. (p. 74).
O ego
sempre quer alguma
coisa das pessoas
ou das situações.
Há sempre um plano
oculto,
um sentimento de
‘ainda não é o
bastante’,
de insuficiência,
de falta, que precisa ser
atendido.
Em geral,
o ego vive frustrado
com seus objetivos
(na maior parte do
tempo,
a lacuna entre o “eu
quero”
e “o que acontece”
torna-se uma fonte constante de aborrecimento e angústia).
A emoção
que governa todas as
atividades do ego
é o medo.
O medo de não ser
ninguém,
o medo da
não-existência,
o medo da morte,
o medo de perder
bens,
medo do fracasso,
medo de ser roubado,
diminuído, humilhado,
desprezado,
desconsiderado.
A ilusão nunca nos
satisfaz.
Apenas a verdade de
quem nós somos,
se compreendida, nos
libertará. (p. 74-75).
Existem muitas formas
sutis de ego
que, mesmo sendo
tênues,
podemos observar com
facilidade
nas pessoas e em nós
mesmos.
Lembrem-se:
no momento em que nos
tornamos conscientes do nosso ego, essa consciência emergente
é quem somos além do
ego, o “eu” profundo.
O reconhecimento do
falso ego
já é o surgimento do eu
real. (p. 76)
Uma relação autêntica
é aquela que não é
dominada pelo ego,
que está sempre
voltada
para a construção da
sua imagem
e para a busca do eu
egoista.
Num relacionamento
genuinamente
autêntico,
há um fluxo de
atenção plena e receptiva
que é dirigido à
outra pessoa,
e nele não cabe
nenhum outro querer.
Essa atenção plena
é a presença,
o pré-requisito
para todo
relacionamento autêntico.
O ego age sempre da seguinte forma:
ou quer alguma coisa
ou,
se acredita
que não existe nada
para obter do outro,
assume um estado de profunda indiferença
e não se preocupa com
ele.
Assim, os três
estados predominantes
dos relacionamentos
egóicos são:
o querer, o querer
insatisfeito
(=raiva,
ressentimento,
acusação, queixa)
e a indiferença. Pg. 78.
Todas as motivações egóicas
são voltadas para a
autovalorização
e o interesse do
próprio eu. (p.90)
Se o conflito egóico tem um propósito,
ele é indireto:
ele cria cada vez
mais sofrimento
neste mundo
e o sofrimento,
embora produzido
em sua maior parte
pelo ego,
no fim, pode
colaborar
para destruir
a ilusão do próprio
ego. (Pg. 97)
Na forma,
somos e seremos
sempre inferiores
a algumas pessoas
e superiores a
outras.
Na essência (Ser)
não somos inferiores
nem superiores a
ninguém.
A verdadeira autoestima
e a autentica
humildade
surgem dessa
compreensão.
Aos olhos do ego,
a autoestima e a
humildade
são contraditórias. (Pg. 99)
O ego,
na sua cegueira
é incapaz de ver a
dor
que inflige a si
mesmo
e aos outros. (Pg.
99)
O ego
cria separação ,
e a separação causa
sofrimento,
portanto, o ego é
patológico. (Pg. 101)
O ego
não sabe
que sua única
oportunidade
de ficar em paz é agora.
Ou talvez ele saiba
e tenha medo
de que nós acabemos
descobrindo isso.
Paz, acima de tudo,
é o fim do ego. (Pg. 104)
O ego se fortalece
no negativismo.
Com isso causamos
sofrimento
a nós mesmos e aos
outros
sem nem sequer saber
que estamos fazendo
isso,
ignorando que estamos
criando
o inferno na Terra.
Provocarmos dor sem
saber
(essa é a essência de
vivermos
de modo inconsciente)
é estar sob o domínio
do ego. (Pg. 104).
No instante
em que todos os
recursos falham,
o ego recorre aos gritos
e até à violência
física. (Pg. 105)
Enquanto a
consciência
não se manifesta
existe identificação
com os estados
interiores,
e essa identificação
é o ego.
Se estou consciente,
a consciência está no
comando,
e sou pacífico,
tolerante, compreensivo,
amável ... este é o
EU VERDADEIRO.
Se estou
inconsciente,
o ego está no
comando.
O ego
consome
uma quantidade de
energia. (Pg. 112)
Uma enorme energia
pode ser canalizada
para outras frentes
positivas,
construtivas, curativas
quando tomamos
conhecimento
das estratégias
patológicas do ego.
O sofrimento
é uma consequência
inevitável
de toda ação motivada
pelo ego. (pg. 113)
É necessário estar
sempre alerta,
uma vez que o ego tentará sempre
assumir o controle
e se reafirmar
de qualquer maneira.
Dissolver o ego
humano,
trazendo-o à luz da
consciência,
esse será o principal
objetivo
das pessoas
esclarecidas. (Pg. 114)
Ao longo de milhares
de ano,
a mente vem
intensificando seu domínio
sobre a humanidade,
que deixou de ser
capaz
de reconhecer a
entidade
que se apossa de nós
como o ‘não-eu’.
Por causa dessa
completa identificação
com a mente, uma falsa percepção
do eu passa a existir
– o ego.
Pensarnão é mais
do que um minúsculo aspecto
da totalidade da
consciência. (Pg. 116-117)
O ego de cada um de
nós
é egoísta e egocêntrico,
patológico,
criador de conflitos,
discussões e separações.
O ego
acha-se o centro do
Universo,
ou melhor, a pessoa
absorvida ou sob a
autoridade do ego,
possui uma visão
errada de si mesmo,
das outras pessoas e do universo.
As pessoas sob o
comando do ego
adoram seu umbigo.
Sempre acham que têm
razão
para sentir e manifestar
raiva,
mágoa, tristeza,
medo, etc.
Muitas pessoas estão
se tornando mais conscientes e por isso o ego
vem perdendo influência
sobre a mente humana.(pg. 139)
Acrescento mais alguns pensamentos sobre o
ego, de outras fontes.
Quando eu me despojo
do ego
que eu penso que sou,
eu me torno o eu que
posso ser.
Lao-Tsé 570-520 aC.
Filósofo e alquimista chinês.
A conquista do
próprio eu,
é a maior vitória
que a pessoa pode
alcançar;
conseguir que a vida
não seja dominada
pelo ego,
mas pela razão e o
coração.
Padre Alfonso Milagro
Todos trazemos dentro
de nós
um altar
no qual temos
entronizado o nosso ego,
ao qual rendemos
culto
com excessiva
frequência e intensidade.
Padre Alfonso Milagro.
Não fique
impressionado com o ego. O que se deve fazer é acionar, despertar a consciência.
É ela que deve estar no comando.
Mais importante do que querer
conhecer e administrar
o ego
é a firme decisão de
conhecer como a
consciência
pode e deve ser a autoridade
da sua personalidade.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 27/08/2016.
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