Dos nossos irmãos e irmãs
da
Mãe Natureza
acho
que a chuva
é
uma das mais bondosas criaturas
que
cai na terra:
ela
beneficia e alegra todos os reinos,
desde
o mineral, vegetal, animal
até
o reino humano.
Quando
o clima está quente e seco
ela
vem umedecer
e
refrescar tudo e todos.
Quando
o clima está frio,
ela
vem porque vem,
porque
sem ela
fica
muito mais difícil.
Quando
eu era criança,
o
que eu mais gostava era sair,
lá
fora, onde chovia,
e
me molhava e sorria,
levava
bronca, mas aceitava,
porque
era gostoso
e
fazia parte da criancice.
Há
muita gente
que
não gosta da chuva,
quando
ela vem em grande volume,
enche
os rios e invade as casas,
obrigando-os
a saírem
e
buscarem abrigo em outros lugares.
A
chuva obedece a lei da música:
possui
ritmo, cai cadenciada,
ora
lenta, ora apressada.
Chuva,
pode chover
aproveita minha sede,
chova na minha horta.
Chuva-me,
com suavidade.
Me faz bem,
refresca minha alma.
Quando
você vem de mansinho,
o barulho que faz
é como uma canção de
ninar,
carícias no telhado,
rolando suave pelas
paredes,
caindo no chão,
umedecendo as
avenidas
das irmãs
minhocas.
Quando
me sinto chovido,
criando textos ou poesias,
peço para chover mais,
torço que chova,
pois que a chuva,
me faz chover.
A
chuva
cai
de graça,
de
cima.
Não
sei onde ela fica,
se dentro das nuvens,
ou lá bem do alto,
se vem lá de cima,
vem do céu.
Vem chuva,
chuva que me faz
chover.
Chuva
mansa, penetrante.
Vai fundo, até minhas raízes,
levando nutrientes,
umidade, vida.
Vem chuva, umedece a
terra,
amolece as
resistências.
A
terra fofa
permite
brotar
a
semente
que
quer viver.
Toda
chuva é boa
quando
a terra está seca.
Toda
chuva é benvinda
quando
estamos com sede.
Se não se gosta da chuva,
molhado se fica.
Se se gosta da chuva,
mesmo molhada,
a vida melhora.
A
chuva, cai,
na
terra ressequida,
produzindo o perfume
da alegria molhada.
Quando
chove,
o sol não cansa
e eu descanso.
Se
é bom,
de dentro de casa,
olhar a chuva,
melhor é lá fora,
com chuva, brincando.
O
sol,
sempre presente,
de repente,
te seca a fonte.
A
chuva,
só de vez em quando vem,
mas quando vem,
refresca e faz muito
bem.
Chuva
fina ou chuva grossa
não importa, se estou bem.
Chuva
grossa, chuva fina
incomoda, se estou mal.
A
chuva vem avisar:
saia de dentro
dessa fossa.
Vem
para fora,
vem para a chuva
deixar a água
te alegrar.
Chove chuva.
Chove no meu quintal,
encharca minhas
inspirações,
faz brotar versos e
poesias.
Que
venham os pássaros,
e
amigos, colher os frutos.
Saboreiem, degustem,
curtam
o que não consigo
consumir sozinho.
Que
ninguém passe fome,
que ninguém sinta sede.
Alimentem-se todos
do mel das
flores.
Chove chuva,
chove poesias,
molhe, umedeça
amoleça a dureza da
vida.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Publicado
no Blog em 18.08.2016.

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