quinta-feira, 18 de agosto de 2016

333.- Chuva. Chuva que me faz chover.


Dos nossos irmãos e irmãs

da Mãe Natureza

acho que a chuva

é uma das mais bondosas criaturas

que cai na terra:

ela beneficia e alegra todos os reinos,

desde o mineral, vegetal, animal

até o reino humano.

 

Quando o clima está quente e seco

ela vem umedecer

e refrescar tudo e todos.

 

Quando o clima está frio,

ela vem porque vem,

porque sem ela

fica muito mais difícil.

 

Quando eu era criança,

o que eu mais gostava era sair,

lá fora, onde chovia,

e me molhava e sorria,

levava bronca, mas aceitava,

porque era gostoso

e fazia parte da criancice.

 

Há muita gente

que não gosta da chuva,

quando ela vem em grande volume,

enche os rios e invade as casas,

obrigando-os a saírem

e buscarem abrigo em outros lugares.

 

A chuva obedece a lei da música:

possui ritmo, cai cadenciada,

ora lenta, ora apressada.

 

Chuva,

pode chover

aproveita minha sede,

chova na minha horta.

 

Chuva-me,

com suavidade.

Me faz bem,

refresca minha alma.

 

Quando você vem de mansinho,

o barulho que faz

é como uma canção de ninar,

carícias no telhado,

rolando suave pelas paredes,

caindo no chão,

umedecendo as avenidas

das irmãs minhocas.

 

Quando me sinto chovido,

criando textos ou poesias,

peço para chover mais,

torço que chova,

pois que a chuva,

me faz chover.

 

A chuva

cai de graça,

de cima.

 

Não sei onde ela fica,

se dentro das nuvens,

ou lá bem do alto,

se vem lá de cima,

vem do céu.

 

Vem chuva,

chuva que me faz chover.

 

Chuva mansa, penetrante.

Vai fundo, até minhas raízes,

levando nutrientes, umidade, vida.

 

Vem chuva, umedece a terra,

amolece as resistências.

 

A terra fofa

permite brotar

a semente

que quer viver.

 

Toda chuva é boa

quando a terra está seca.

 

Toda chuva é benvinda

quando estamos com sede.

 

Se não se gosta da chuva,

molhado se fica.

 

Se se gosta da chuva,

mesmo molhada,

a vida melhora.

 

A chuva, cai,

        na terra ressequida,

produzindo o perfume

da alegria molhada.

 

Quando chove,

o sol não cansa

e eu descanso.

 

 

Se é bom,

de dentro de casa,

olhar a chuva,

melhor é lá fora,

com chuva, brincando.

 

O sol,

sempre presente,

de repente,

te seca a fonte.

 

A chuva,

só de vez em quando vem,

mas quando vem,

refresca e faz muito bem.

 

Chuva fina ou chuva grossa

não importa, se estou bem.

 

Chuva grossa, chuva fina

incomoda, se estou mal.

 

A chuva vem avisar:

saia de dentro

dessa fossa.  

 

Vem para fora,

vem para a chuva

deixar a água

te alegrar.

 

Chove chuva.

Chove no meu quintal,

encharca minhas inspirações,

faz brotar versos e poesias.

 

Que venham os pássaros,

e amigos, colher os frutos.

 

Saboreiem, degustem, curtam

o que não consigo consumir sozinho.

 

Que ninguém passe fome,

que ninguém sinta sede.

Alimentem-se todos

do mel das flores. 

 

Chove chuva, 

chove poesias,

molhe, umedeça

amoleça a dureza da vida.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog em 18.08.2016.



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