quarta-feira, 24 de agosto de 2016

336.- Ateísmo. Não tem quase nada a ver com religião.



Ateísmo não tem muito a ver com religião.

     Ateísmo tem quase tudo a ver 
     com aquele(a)
     que não se conhece 
     a si mesmo(a).

     Quem se conhece, 
     descobrirá que é imagem 
     e semelhança 
     de Alguém PERFEITO. 


Este texto foi elaborado 
após a leitura da parte de um livro 
cujo contexto é o ateísmo.

O tema da existência do nosso Deus 
é tão importante
a ponto de, se acreditar nele,
toda a existência do crente
ser coroada de valores, 
aberturas e possibilidades.

Diferente é a sorte do ateu 
que fica sem pressões na mente e nas costas, 
mas sem alegrias e esperanças para viver.



A visão materialista do mundo
provoca esvaziamento
da palavra valor
e de tudo aquilo
que internamente
possui valor.


O que nos sustenta
está dentro de nós.


A vida, o entusiasmo,
a força, os ideais,
e o encantamento
vem de dentro.

Os objetivos
das ciências materialistas
não se ocupam com o íntimo,
com as motivações, com os ideais,
com o espírito das pessoas,
com o que está dentro de nós
e não aparece.

E isto nos afeta,
reduzindo-nos
a animais raciona
e a ferramentas manipuláveis.

A visão de mundo materialista
- Banaliza a vida.
- Esvazia nossos ideais.
- Enfraquece
nosso sistema imunológico.
- Estressa-nos.
- Enche-nos de conflitos.
- Encurta nossa visão.
- Enche-nos de fronteiras.
- Desvia-nos da fonte
e da finalidade última da vida

 

E acabamos vivendo a vida  

desse jeito, como se fosse natural.


Aceitamos a vida
sem tempero,
sem alegria.

Tudo fica chato.
E perde-se
o encantamento pela vida.

Os jovens se formam
e não acham emprego
naquelas profissões
para as quais se prepararam
e accabam aceitando qualquer tipo de serviço
para sobreviver.


Passam a trabalhar
sem ambições e sem horizontes.

Ganham salário insuficiente
para manter-se e plantar sonhos.


Os sonhos desaparecem
e os pesadelos das noites
se estendem durante os dias.


Parece que não há mais esperanças.


Esta é a sociedade
que herdamos
da visão de mundo
fundamentada no materialismo,
onde o Deus foi dispensado
e todas as regras e leis da moralidade 
deixaram de ser referência de sabedoria.


E agora
estamos tentando
consertar o mundo.


O mundo sem Deus
não presta para viver.

Os ateus,
com seus argumentos
fundamentados apenas na matéria,
não aceitam o Criador, 
o Deus da Vida em abundância, 
como o princípio Criador do mundo.


As pessoas
que encontram dificuldades para acreditar,
dizem que a criação é obra do acaso.


Mas o mundo da matéria
é tão pequeno.


Tão pequeno
que cabe dentro do espaço
que Deus criou
para colocar lá dentro as coisas todas,
e até existe espaço para o ateus. 


E os ateus apegam-se
apenas nas coisas que enchergam,
e causam impacto de transformação
e evolução visível.

Mas, a evolução 
acontece também 
nas dimensões invisíveis. 


Mas, de novo,
o mundo material é tão pequeno.


O espaço livre é acolhedor.
Não questiona.
Não rejeita.


Dá o tempo necessário
para que os ateus
vão percebendo,
lentamente,
o chão, o campo,
as ciências,
que receberam
para manifestar-se.


Então, o que nos cabe
é distinguir e perceber,
com calma e lucidez,
o posicionamento
de serenidade
e da sabedoria.


A primeira conclusão
a que convém chegar
é que o Deus Criador
tem que fazer parte
da vida que temos.


Se somos criaturas Dele,
as parcerias, as alianças
devem ser feitas com Ele.


Os períodos da História
onde os governantes
e os cientistas
deixaram o Deus de lado,
esvaziou-se,
desequilibrou-se
e contaminou seus habitantes.

Estamos todos contaminados.

Cada pessoa
tem a capacidade 
e a oportunidade de avaliar
como está se sentindo, inclusive
isso fazendo, com os dons recebidos 
por ser criatura, obra do Criador,
obra perfeita, não mal-feita.

Se está se sentindo vazio,
desencantado,
desesperançado,
então leu, assistiu,
comeu e bebeu produtos
criados pelos pensadores,
cientistas, empresários ateus.


Mas existe
uma enorme porta aberta.


Convém resgatar
a originalidade,
conhecer-se melhor, 
a si mesmo, 
e voltar a dar valor
à personalidade, 
à sua vida.


O que nos sustenta
está dentro de nós.


Cada pessoa humana
é uma usina.


Temos força, iniciativa,
racionalidade, consciência,
criatividade, liberdade.


Além dos instintos básicos
que nos identificam com os animais,
somos superiores, pela razão, pela inteligência,
pela criatividade, pelo discernimento,
pelas escolhas e decisões. 


Temos algumas características
que revelam
nossa grandeza e dignidade.


Avalie-se
e veja nas quais convém investir
um pouco mais de esforço.

Além da nossa dimensão físico visível 
(endeusado pelos materialistas), 
há o espírito que anima 
e dá vida à vida de dentro.


Dentro das coisas
 há alma,
há o sopro divino,
o sopro da vida. 


Mais alguns argumentos teístas:

. Disse o cientista Amit Goswami: 
Nós, humanos, pensamos o pensamento”.
 
Essa capacidade de pensar com a consciência, 
pensar sobre nossos pensamentos, 
nos liberta de qualquer determinismo 
ou previsibilidade.
 
Avaliamos nós mesmos. 

Conhecemos nossas forças e fraquezas. 

E percebemos que temos o potencial 
para buscar aperfeiçoamentos
e soluções para nossas dúvidas, 
limitações  e problemas. 



Liberdade

Não estamos presos a nada. 
Nada nos limita. 
Podemos criar 
ou modificar nosso meio ambiente, 
nossa própria conduta.



Criamos

Somos criativos. 
Temos cérebro, mãos, 
construímos ferramentas, estradas, 
computadores, aviões, naves, veículos. 
Construímos nosso  ser e nosso fazer.



Reconhecemos 
e admiramos a beleza,
as artes, as músicas.


Comunicação, linguagem
Nos comunicamos. Nos entendemos. 
Viajamos. Trocamos. 
Intercambiamos o que somos.


Aprendizagem. Estudo. Cultura.

Aprendemos outras línguas, 
outros costumes. Evoluímos. 
Melhoramos nosso padrão de vida. 
Ampliamos nossos horizontes e geografia. 
O mundo é nosso Lar. Somos todos irmãos.


Distinguimos o bem do mal
Possuímos e desejamos o bem. 
Obedecemos às leis da moralidade 
e da convivência 
e nos sentimos bem. 
Se rompemos com as leis, com a moral, 
as consequências não são boas.


Optamos pela honestidade,
pela honra e pelo respeito.


Somos religiosos sim.
Aceitamos e buscamos 
a transcendência.


Reconhecemos 
a existência eterna
do nosso Deus, Pai e Criador,
sábio e bondoso.


Reconhecemos 
a Inteligência Superior
que criou o cosmos infinito,
ordenado para o bem e para a Paz.

Temos um Pai.
Não somos órfãos.
Somos todos irmãos.


Temos uma personalidade autônoma,
livre, capaz, inclinada para a justiça
e para a igualdade.

Exercemos e reconhecem
como bem universal o senso
e a prática da justiça.

Procuramos cumprir nossos deveres.

Que bagunça seria se não fosse assim.

Damos valor à obediência, à ordem,
geradoras do progresso.



Envolvimento de todos 
pelas causas humanitárias, 
de promoção social.

Ninguém se isola.

Ninguém se omite,
a não ser que esteja doente,
acometido da doença do egoísmo.


Insatisfação e fome indefinida.

Não conseguimos definir,
nem com conceitos novos.
Parece que não somos daqui.
Nada nos contenta.
Não gostamos de limites.
Temos fome e sede da eternidade.


Estes são sintomas
da vida espiritual
que nos habita
ou que somos.

Existe sim
uma alma eterna.


Somos sim feitos
à Imagem e Semelhança
com nosso Deus,
nosso Pai, nosso Criador.


A insatisfação e a fome indefinida
é saudades do nosso Pai.


É saudades
da nossa casa.

A esperança no céu
é a porta de saída.

A consciência viva em nós
atesta nossa dignidade
de filhos e herdeiros
dos valores eternos.

Recuperar a originalidade
para reencontrar o sentido da vida.

O sentido da vida estava disperso,
perdido, sequestrado
pelas teorias do mundo
sem o Deus, nosso Pai.


Gostaria de sugerir 
a quem estiver interessado 
no tema do ateísmo, 
ler o livro “Deus não está morto”, 
do escritor Rice Broocks, 
Editora Thomas Nelson.

Este livro serviu de inspiração 
para a elaboração deste texto.


Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 24/08/2016.
Atualizado em 29/05/2026

eneaspb@gmail.com  41 98854 5166


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